Revolucionários atacam forças de repressão e grandes empreiteiras

Um combate aconteceu entre unidades do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL) e da Guarda Distrital de Reserva (GDR), em uma área de floresta localizada entre os distritos de Sukma e Bijapur, no estado de Chhattisgarh, no dia 11 de janeiro. 

Segundo o monopólio de imprensa indiano, dois policiais ficaram feridos durante o embate. Já os combatentes vermelhos recuaram para a floresta sem baixas.  

Foto: Banco de Dados/AND

Ação contra empreiteiras

No dia 7 de janeiro, os revolucionários, dirigidos pelo Partido Comunista da Índia (Maoista), realizaram uma ação contra a construtora multinacional Landmarck Constructions. Os guerrilheiros destruíram máquinas e veículos da empresa exploradora. 

O canteiro de obras destruído ficava a 10 quilômetros da delegacia de polícia de Manpur, no distrito de Rajnandgaon, em Chhattisgarh. Os combatentes deixaram faixas e cartazes no local, explicando as razões da ação.  

O objetivo político dessas ações contra empreiteiras é de impedir que obras de construção de estradas e demais de infraestruturas sejam concluídas. Isto porque estas obras são de interesse das grandes mineradoras e outros monopólios que visam se instalar nas regiões ainda isoladas do país para expulsar os camponeses pobres e povos tribais de suas terras e se apoderarem do solo, território e dos recursos minerais. 

Em uma outra ação, combatentes do EGPL executaram, no dia 24 de janeiro, um empreiteiro chamado Mushi. Os guerrilheiros ainda destruíram e queimaram máquinas e veículos da empreiteira. Segundo os revolucionários, o homem foi avisado para parar com as obras de construção da estrada, na vila de Tuti Jharna, no distrito de Bokaro, estado de Jharkhand. 

Já no estado de Odisha, os combatentes vermelhos empreenderam um ataque contra um canteiro de obras da mineradora multinacional Vedanta Mining Company, próximo a vila de Gumma, no distrito de Rayagada. Os guerrilheiros, cerca de 60, destruíram várias máquinas e veículos utilizados na construção de estradas. 

Foram deixados ainda, pelos maoistas, cartazes assinados pelo Comitê de Rayagada do PCI (Maoista). Nos cartazes, o Partido afirmou que a estrada não estava sendo construída para benefício do povo, mas sim para facilitar a entrada da mineradora nas florestas de Niyamagiri e para reprimir de forma brutal as tribos que se posicionam contra a mineração de bauxita na região.  

Os cartazes também afirmam que quem promover atos que colaborem com a entrega das riquezas da floresta à companhia será julgado pelo Tribunal Popular. 

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