Chile: Povo protesta contra a miséria

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O dia 23 de fevereiro, data em que começaria o Festival Internacional da cidade de Viña del Mar, um dos maiores eventos musicais da América Latina, foi marcado por grandes revoltas protagonizadas por moradores de favelas e manifestantes enfurecidos com a crise geral que assola o país. 

A revolta foi tamanha que oito carros foram queimados e 30 lojas foram atacadas, policiais foram feridos e a abertura do festival teve de ser atrasada. 

Os primeiros confrontos começaram à tarde, quando cerca de 800 manifestantes se reuniram nas proximidades da Quinta Vergara (parque onde ocorreriam os shows).Os carabineros (polícia militar do Chile) chegaram ao local e tentaram dispersar os manifestantes, que responderam atacando uma agência de venda de automóveis, localizada no centro da cidade e atiraram um veículo do segundo andar. 

Os confrontos entre os rebelados e as forças da repressão deixaram 23 carabineros feridos, três com fraturas graves. 

No mesmo dia, à tarde, moradores de ocupações e favelas da cidade também desceram os morros da cidade exigindo melhorias em seus bairros. Na cidade turística, conhecida como “cidade jardim”, há o maior número de ocupações do país, entre elas a favela Manuel Bustos, com uma área estimada de 57 hectares e onde residem mais de mil famílias. 

Entre os revoltosos, via-se cartazes como Em Viña acontece um festival, mas no Chile não há dinheiro para o pão e, diante da pobreza e fome das massas, diversos saques foram realizados na cidade. 

Além disso, os manifestantes, revoltados, invadiram e atacaram o Hotel de luxo O’Higgins, que abriga a maioria das estrelas e jornalistas do monopólio que participam do festival. 

 Protesto contra sistema de opressão durante o festival Viña del Mar

Povo celebra quatro meses de rebelião 

No dia 18 de fevereiro, marcou-se quatro meses desde o início da rebelião chilena contra o sistema de exploração e opressão, que foi comemorada com mais protestos . Em todo o país, foram registradas heróicas  resistências populares  aos ataques policiais. 

Na cidade de Puente Alto, a sede da 20° Delegacia de Carabineros foi atacada pelos manifestantes com objetos contundentes, após meses de violenta repressão. Em Valparaíso, manifestantes revoltados com o velho Estado atacaram o edifício da Câmara Municipal com coquetéis molotov, além de barricadas criadas em diversas partes da cidade. Durante a noite, houve confrontos entre os carabineros e manifestantes nas proximidades do bairro de Miramar. 

Na cidade de Puerto Montt, manifestantes insatisfeitos incendiaram a Governadoria Provincial de Llanquihue. Incapazes de conter a revolta popular, as forças da repressão pediram reforços aos Carabineros e aos bombeiros, entretanto, os manifestantes resistiram aos agentes. 

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