Em meio à miséria das massas, Itaú anuncia lucro recorde

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O Itaú Unibanco registrou lucro líquido recorrente de R$ 7,296 bilhões no quarto trimestre do ano passado, 12,6% maior que o registrado no mesmo intervalo de 2018, quando o monopólio alcançou R$ 6,478 bilhões. Em relação ao terceiro trimestre, de R$ 7,156 bilhões, foi identificada elevação de 1,9%. 

O patrimônio líquido do maior banco privado da América Latina era de R$ 131,987 bilhões no quarto trimestre de 2019, elevação de 0,2% em um ano. Já a rentabilidade média sobre o patrimônio líquido do Itaú foi de 23,7% no quarto trimestre de 2019, ante 23,5% no terceiro. No ano fechado de 2019, ficou em 23,7%, ante 21,9% no período anterior. 

Entre abril e junho do ano de 2019, não só o monopólio Itaú, como também o Bradesco e Santander (os três maiores bancos privados do país) lucraram R$ 17 bilhões, um crescimento de 17,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.  

Itaú Unibanco registrou lucro líquido recorrente de R$ 7,296 bilhões

As razões para esse resultado são diferentes para cada um dos três monopólios, mas há fatores comuns que explicam os lucros exorbitantes do trio. O primeiro é a brutal concentração monopolista bancária existente no Brasil. Esses três gigantes privados, somados ao Banco do Brasil e Caixa Econômica, respondem por mais de 80% de todos os depósitos no país. 

Esses números de concentração bancária originam o monopólio do crédito, através do qual os grandes bancos podem estagnar os juros altos, prejudicando diretamente os médios e pequenos proprietários e as famílias populares que são obrigadas a procurar por empréstimo.  

Entre 2017 e 2019, as tarifas bancárias subiram em média 14%, ou seja, apenas ao prestar o serviço de guardar eletronicamente seu dinheiro sob custódia, os bancos brasileiros cobram preços significativos. 

Além disso, enquanto a taxa Selic está em 4,25% ao ano, a taxa de juros cobrada no cheque especial e do cartão de crédito passa dos 300% ao ano, em média. Os bancos, então, captam dinheiro de duas formas: por meio dos depósitos feitos na conta corrente e oferecendo aos credores o pagamento de uma taxa de juros próxima a Selic. 

O presidente do monopólio Itaú, Cândido Bracher, declarou recentemente: “É uma situação macroeconômica tão boa que eu nunca vi na minha carreira. Tem a questão fiscal, endereçada pela reforma da Previdência. Já a inflação está bem-comportada e os juros estão estáveis há mais de um ano, com tendência de queda. E não temos dependência externa já faz um tempo. E o desemprego está em 12%, o que significa que podemos crescer sem criar pressão inflacionária” (negritos nossos). Ou seja, enquanto a situação melhora para os grandes burgueses, piora para o proletariado e pequenos e médios proprietários.  

Uma informação importante ocultada por  Bolsonaro, generais e Paulo Guedes é que as grandes empresas e grandes bancos, que lucram com diversos privilégios, deviam mais de R$ 450 bilhões para a Previdência Social, segundo relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência, de 2017.  

Segundo o mesmo estudo oficial, a Previdência não é deficitária, mas foi alvo de desvios de seus recursos por parte do governo para projetos que atendiam aos interesses dos grandes capitalistas, protegendo empresas devedoras.  

Gerado esse rombo, essas empresas seguiram sendo beneficiadas por descontos e insenções fiscais, enquanto eram aprovadas formas de reduzir gastos públicos cortando direitos trabalhistas.  

O monopólio financeiro Santander, junto com Itaú, devem, respectivamente, R$ 338 milhões e R$ 25 bilhões à Receita Federal, e tiveram suas dívidas perdoadas (em outras palavras, deram calote no Tesouro Público, com a conivência dos governos reacionários, inclusive o do facínora Jair Bolsonaro, que repetiu diversas vezes que tornaria o Brasil “um paraíso para os empresários”). 

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