Abandonado pelo velho Estado, povo promove saques

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Abandonadas pelo governo em meio à profunda crise econômica, as massas populares empreenderam saques em São Paulo e Rio de Janeiro, no fim do mês de março.
Em São Paulo, para não passar fome, cerca de 20 pessoas saquearam mercadorias do supermercado Mini Extra, na avenida Amador Bueno da Veiga, no bairro Jardim Popular, no dia 25 de março. No mesmo dia, em outro ponto da capital paulista, outras pessoas saquearam um quiosque, ao lado do supermercado D’avó, na avenida São Miguel, em Vila Jacuí, por volta das 20h.
Esses dois saques se juntam ao que ocorreu no dia 19 de março, no Roldão Atacadista, em Itaim Paulista, quando cerca de 30 pessoas entraram no local e se apropriaram de várias mercadorias. Nesse caso parte do grupo de pessoas foi preso pela Polícia Militar (PM).

Supermercado foi alvo de saque
Desde o início da crise econômica e sanitária, a PM paulista vem desenvolvendo um esquema especial de policiamento, não para combater o coronavírus ou construir hospitais, mas com a finalidade principal de evitar saques a supermercados e grandes farmácias, visando proteger os lucros dos grandes capitalistas.
Tanto é essa a principal preocupação do governo Dória/PSDB e da PM paulista que todas as operações policiais foram suspensas para que os militares possam se concentrar em reprimir a população mais pobre.
Outra medida repressiva do governo Dória foi o anúncio no dia 26 de março de que a Polícia Civil vai participar do policiamento ostensivo na capital e região metropolitana. Os policiais das equipes especializadas em crime organizado, narcóticos e do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania se juntarão agora à PM e à Guarda Municipal na repressão ao povo.
Já no Rio de Janeiro, seis pessoas arrombaram a porta principal e entraram em um supermercado em Honório Gurgel, na zona norte da cidade, na madrugada do dia 24 de março, para escapar da fome. A PM prendeu um adulto e apreendeu cinco menores que participaram. Eles foram levados para a 40ª Delegacia de Polícia de Honório Gurgel.

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