Trabalhadores protestam contra a fome e exigem ‘auxílio’ do governo

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Trabalhadores informais atearam fogo em objetos e bloquearam a rua em frente à agência da Receita Federal no centro da cidade de São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro, em protesto pela regularização dos documentos para receber o auxílio emergencial em meio à pandemia da Covid-19.

A manifestação ocorreu na manhã de 9 de abril, quando centenas de pessoas que esperavam há horas pela regularização de seus CPFs na agência se revoltaram com a falta de atendimento.

Segundo a Receita Federal, uma das principais dificuldades de regularização dos CPFs se deu pelo grande número de trabalhadores que não votaram ou não justificaram a ausência de voto nas últimas eleições reacionárias. Somente em 2016, mais de 56 milhões de pessoas boicotaram a farsa eleitoral em repúdio a esse sistema de opressão e enganação do povo. A não prestação de contas do Imposto de Renda também motivou uma parcela considerável de cancelamentos de CPFs.

Revoltados, trabalhadores exigem "auxílio" em São Gonçalo

Em entrevista ao monopólio de imprensa, Viviane, moradora de Jardim Catarina, relatou que teve de sair cedo de casa e que somente depois de ir até a agência da Caixa Econômica foi informada que era preciso se dirigir a um posto da Receita Federal. Ao chegar no destino a trabalhadora aguardou por horas sem atendimento: “Eu cheguei aqui na fila 9h, [a agência] só abriu umas 10h e quando deu 12h os funcionários avisaram que o sistema havia parado. Já avisaram que só vão atender até 13h”, denunciou, revoltada.

A regularização dos CPFs foi uma das exigências impostas pelo governo para liberação do auxílio emergencial de R$ 600. No entanto, os trabalhadores não conseguiram realizar o procedimento através do site e do aplicativo, que deveriam estar preparados para o grande número de acessos já esperados. Situação esta que forçou centenas de pessoas a comparecer nos postos de atendimento.

Além de São Gonçalo, também foram registradas filas nos postos da Receita Federal em diferentes pontos da região metropolitana, entre eles, Campo Grande, na zona oeste, e Nova Iguaçu, na Baixada. Agências das cidades de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, e Itaperuna, no Noroeste do estado, também tiveram problemas.

Já na Paraíba, um homem depredou uma agência da Caixa Econômica no dia 13 de abril, no município de Bayeux, na região metropolitana de João Pessoa. A revolta se deu porque o homem, necessitando, não recebeu o “auxilio emergencial” de R$ 600.

A Polícia Militar foi até o local, porém não localizou o homem e só encontrou as portas de vidro da agência destruídas. O banco não se pronunciou sobre o assunto.

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