EGPL combate forças da reação enquanto empreende trabalho com as massas

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Guerrilheiros maoistas vingaram o assassinato de uma camarada revolucionária dias após a sua morte. Os combatentes empreenderam diversas ações no dia 19 de maio, como a queima de caminhões de multinacionais e de postos do velho Estado indiano. A revolucionária Surjanakka, quadro maoista importante de 48 anos, foi assassinada em 2/05 pelas forças policiais reacionárias em uma operação próxima à vila de Jarawandi, no município indiano de Etapalli, enquanto ela realizava uma atividade de conscientização entre as massas acerca da prevenção ao Covid-19. 

Não tardou para que quatro caminhões fossem incendiados pelo Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL), dirigido pelo Partido Comunista da Índia (Maoista),  no distrito de Gadchiroli, localizado no estado de Maharashtra, na madrugada do dia 19/05. Os maoistas, via de regra, só realizam esse tipo de ação contra veículos das forças de repressão do velho Estado e/ou de monopólios locais ou imperialistas que rapinam as riquezas e superexploram o povo.  

Apenas algumas horas se passaram desde o incêndio dos caminhões e, no mesmo estado, os maoistas destruíram um posto do Departamento Florestal, na área de Hathicamp. Os combatentes do EGPL atacaram a base e recuaram em direção à uma floresta próxima. A reação os acusa de ter levado todas as câmeras de segurança instaladas no posto. 

Outra ação ocorreu nas proximidades da delegacia de Hatta, perto da vila de Thakur Tol, em que o militar das forças da repressão, Lokendra Singh, foi ferido a bala e teve de ser levado às pressas para um hospital particular em Gondia para ser socorrido. Ele era chefe de polícia da Special Hawk Force (“Força Especial Falcão”) e já tinha sido alvejado por revolucionários no distrito de Balaghat no dia 15 /05.

Nesse mesmo dia em que se combateu com as armas, também houve intenso trabalho revolucionário de politização entre as massas. 

O PCI (Maoista) dirigiu uma ação de panfletagem pelos revolucionários no distrito de Bhadradri Kothagudem de denúncia sobre o saque dos cofres públicos realizado pelos partidos representados no velho Estado, “em nome da prevenção ao coronavírus”, embora pouco tenha sido feito para conter a pandemia. Além disso, o panfleto desmentia a falsa propaganda da reação que acusa os revolucionários de roubar mercadorias dos pequenos comerciantes dessa região. 

Houve também uma emboscada realizada por combatentes do EGPL que executou um policial das forças da reação no dia 11/05. Em plena luz do dia, a ação ocorreu na zona florestal do distrito de Bijapur, estado de Chhattisgarh, conforme informa o portal reacionário indiano Hindustan Times. 

jawan – como são chamados os militares (e paramilitares) de baixa patente pertencentes às forças de repressão indianas – morto era membro da Equipe de Ação Especial da Força Policial da Reserva Central (FPRC). 

“Um policial do 170º batalhão da FPRC, Munna Yadav, foi morto no ataque feito pelos maoistas. Uma força conjunta da Equipe de Ação da FPRC e da Guarda Distrital da Reserva (DRG) deflagrou uma operação no domingo (10/05) a noite”, afirmou o Diretor Geral de Polícia (DGP), DM Awasthi. Tal operação não alcançou o êxito. 

intelligentsia militar reacionária indiana já reconhece na região de Bastar uma fortaleza dos revolucionários pronta para combater as forças militares do velho Estado. Reconhece também a intensa atividade do PCI (Maoista), que dirige o EGPL e atua decisivamente nessa e noutras regiões florestais do país. 

No mês de abril, o velho Estado recuou, recalibrou e diminuiu o número de operações antimaoistas por razões de segurança e apreensão, devido a escassez de itens essenciais para os seus soldados em meio ao bloqueio para combater a pandemia da Covid-19. No mês de maio, os maoistas responderam com duras ações. 

Do ponto de vista das forças reacionárias, o cenário pandêmico se coloca como uma dificuldade a mais no que toca o convencimento dos jawan a combaterem os decididos revolucionários no coração das florestas indianas. 

 

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