Resistência palestina responde à campanha de perseguição

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O Exército de Israel lançou uma intensa campanha de perseguição e de prisões em massa contra palestinos após, supostamente, um soldado israelense ter morrido depois de ser atingido na cabeça por uma pedra, na cidade de Yabad, na província de Jenin, Cisjordânia, durante uma incursão militar para prender manifestantes palestinos, no dia 12 de maio.  

Sem terem conseguido identificar o atirador da pedra, os soldados impuseram diversas formas de vingança sádica contra os moradores de Yabad: fecharam as principais estradas que conectam a cidade com blocos de concreto, realizaram prisões arbitrárias, agrediram e ameaçaram moradores, invadiram suas casas e vandalizaram seus pertences. Apesar de Yabad ser o epicentro da repressão, regiões de toda a Palestina registraram ataques das forças de ocupação em retaliação. Entre os presos, estavam pelo menos seis menores de idade, dezenas de ex-prisioneiros políticos e um dirigente do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Shaker Amara. O ícone da Resistência, um dos 415 palestinos deportados para o Líbano em 1992 e que já passou anos de sua vida encarcerado nas masmorras israelenses, foi sequestrado em sua casa, em Jericó.  

Centenas de palestinos de cidades vizinhas participaram de uma manifestação que foi em direção à Yabad em protesto contra as imposições terroristas da ocupação. Segundo o Monitor do Oriente Médio (Memo), a palavra de ordem principal era Fim ao cerco à cidade de Yabad! 

Um combatente da Resistência e morador de Jenin, Atta Abu Ismailia, declarou que “Yabad, fortaleza das Brigadas Al-Qassam, não será quebrada e continuará lutando como sempre fez desde a revolução de Al-Qassam!”, referindo-se às Brigadas Izz ad-Din al-Qassam, ala militar do Hamas.  

Durante as invasões e ataques do Exército às cidades palestinas, confrontos eclodiram espontaneamente entre moradores e os soldados da ocupação. Os jovens manifestantes atiraram pedras, garrafas e artefatos em fogo contra a repressão, que respondia covardemente abrindo fogo e disparando bombas de gás e de som para dispersá-los. Foram relatados incêndios em áreas florestais próximas aos locais de enfrentamento. 

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