Protestos eclodem após Exército sionista matar dois palestinos

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Dois homens palestinos desarmados foram assassinados pelas forças da ocupação sionista em territórios palestinos ocupados em dois dias consecutivos, ocasionando diversos protestos em diferentes regiões da Palestina. Fadi Samara, de 38 anos, e Iyad Khairi Hallaq, de 32, foram executados, respectivamente, nos dias 29 e 30 de maio. 

O caso de Iyad repercutiu mais, devido ao fato dele ser deficiente cognitivo – segundo informações do monopólio de imprensa, ele era autista. Iyad vivia na Jerusalém Oriental ocupada, próximo à Cidade Velha, onde frequentava uma instituição para pessoas com necessidades especiais. 

Ao se assustar com a abordagem de dois militares, Iyad correu, e foi atingido por dois tiros no torso. O agente que realizou os disparos fatais disse suspeitar que Iyad era terrorista porque “usava luvas”. Após o assassinato de Iyad, a polícia sionista isolou a Cidade Velha e a imprensa local informou que médicos foram impedidos de chegar à área.  

Protestos exigindo justiça para Iyad eclodiram em Jerusalém, Jaffa e Tel Aviv. Os manifestantes levaram fotos de Iyad e de George Floyd, expressando  um sentimento de solidariedade internacionalista. Os protestos compararam a situação do povo palestino enquanto principal alvo da violência do velho Estado israelense, que vive um verdadeiro apartheid racial, com a do povo preto no Estados Unidos (USA).  

Já Fadi Samara foi assassinado dentro de seu carro, na cidade de Ramallah, na Cisjordânia ocupada. O Exército israelense alegou que os soldados dispararam contra o carro após o motorista ter tentado atropelá-los com o veículo, porém a família de Fadi rejeitou a narrativa do sionismo e afirmou veementemente que ele perdeu o controle do seu carro após as forças da ocupação abrirem fogo contra ele.  

Um de seus irmãos e um primo foram detidos pelo Exército e, após serem libertados, declararam que um oficial militar lhes dissera que não poderiam levar o corpo de Fadi para ser enterrado. Além disso, também relataram que os militares os provocaram, afirmando que a família só poderia ter o corpo de volta “em talvez uma ou duas horas, um mês ou dois, um ano ou dois…”. 

Em Ramallah houve um protesto contra a morte de Fadi, em que as forças da ocupação tentaram dispersar os palestinos com balas de borracha.  

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