Inglaterra usurpa ouro venezuelano

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No dia 2 de julho, o Supremo Tribunal do imperialismo inglês decidiu reconhecer Juan Guaidó como o representante presidencial da Venezuela e que as 31 toneladas de ouro venezuelano retidas no Banco da Inglaterra (BoE, na sigla original), avaliadas em 1 bilhão de dólares (mais de R$ 5,3 bilhões), serão entregues ao “presidente” fantoche.

Guaidó, nada mais que um títere do imperialismo ianque, autoproclamou-se “presidente” da Venezuela e tentou encabeçar uma tentativa golpe para derrubar o governo de Nicolás Maduro, em abril de 2019, impulsionada pela intervenção do Estados Unidos (USA) através da “guerra de baixa intensidade”. Além disso, ele foi responsável por um segundo plano com o mesmo objetivo, em que mercenários liderados por um ex-soldado ianque tentaram invadir a Venezuela duas vezes seguidas em maio de 2020.

ncontro do secretário de Relações Exteriores britânico com Guaidó

Desde 2018 Maduro vinha tentando repatriar o ouro venezuelano que está na Inglaterra, frente à ameaça dele ser congelado ou retido devido a sanções do imperialismo ianque, o que acabou acontecendo. Em 2019, o USA ordenou aos seus lacaios por todo o mundo que “banqueiros, corretores, comerciantes e facilitadores” não negociassem “ouro, petróleo ou outras mercadorias venezuelanas” com o governo eleito de Maduro.

Buscando estrangular a economia da Venezuela, já afetada pela queda dos preços do petróleo, o imperialismo ianque impôs sanções totais contra ela em 2019: todos os bens ligados ao governo venezuelano no USA foram congelados e todas as transações com o país, proibidas.

A “guerra de baixa intensidade” movida pelo USA contra a Venezuela consiste em ações variadas, militares ou não, econômicas e diplomáticas que visam mudar a correlação de forças políticas e militares em função de objetivos definidos. Segundo analisou a Associação de Nova Democracia Nuevo Peru, a “guerra de baixa intensidade”, centrada em ações encobertas, tem por objetivo não alargar o campo de Resistência Nacional e o rechaço internacional contra as agressões imperialistas.

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