Estado ianque persegue e sequestra manifestantes em grandes protestos

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O Estado imperialista ianque (Estados Unidos, USA), temendo o grandioso e justo levantamento do povo estadunidense, tem promovido sequestros e tantos outros abusos, seja clandestina ou abertamente, contra manifestantes e filhos do povo que há mais de 50 dias se rebelam em Portland, no estado do Oregon. Diante de tamanhas covardias, os manifestantes, no 52° dia de protesto (18 de julho), incendiaram a Associação Policial de Portland, além de tentarem invadir o Tribunal de Justiça local e responder à repressão do Estado com pedras, fogos de artifício e bombas de fumaça.

Segundo veículos do próprio monopólio de imprensa, os primeiros sequestros começaram no dia 14/07 em resposta aos protestos multitudinários e combativos que aconteciam diariamente desde 28 de maio, no contexto da revolta popular desencadeada após o assassinato de George Floyd.

Estado ianque persegue e sequestra manifestantes em grandes protestos

Tal repressão vem por ordem direta do presidente ultrarreacionário Donald Trump. Sob o pretexto de proteger monumentos de racistas e genocidas, assim como prédios do Estado e de monopólios, Trump assinou uma ordem executiva autorizando, por seis meses, o Departamento de Segurança Interna e outras agências federais a providenciar “tropas para auxiliar na proteção de monumentos federais, memoriais, estátuas ou propriedades”. Como resultado, tropas de agências federais encontram-se em Portland desde o dia 02/07, além de duas outras cidades: Seattle e Washington D.C..

Sob o nome de “Força Tarefa em Defesa das Comunidades Americanas”, utilizando equipamento militar e sem identificação alguma, fazem parte dela agentes do Serviço de Delegados do Estados Unidos (conhecido como U.S. Marshals), a Unidade Tática de Patrulhamento de Fronteira, tropa da Patrulha de Fronteira do USA, Serviços Federais de Proteção e o próprio Departamento de Segurança Interna.

Antes dos sequestros virem a público, as tropas federais já estavam se tornando conhecidas pela sua brutalidade contra o povo rebelado, principalmente após Donavan LaBella, jovem de 26 anos, ter seu rosto desfigurado após ser atingido por uma bala de borracha disparada por um agente da U.S. Marshals no dia 10/07, necessitando passar por  cirurgia de reconstrução facial.

Agentes promovem sequestros clandestinos

O que tornou evidente o caráter violento de tal operação promovida por Trump foram os sequestros orquestrados por parte dos agentes federais. Utilizando vans alugadas para não serem identificados (carros federais possuem placas para serem reconhecidos) os agentes interceptaram dois manifestantes, Mark Pettibone e seu amigo Conner O’Shea, que estavam voltando para casa. Na madrugada do dia 15/07, após uma noite de protesto, ocorreram os dois sequestros.

Os dois manifestantes tiveram seus olhos vendados e foram levados por agentes federais armados até um prédio, apenas para descobrir horas mais tarde que se encontravam no Tribunal Federal. Segundo O’Shea, entre quatro a cinco agentes estavam na minivan, quando os dois foram sequestrados. Segundo informações fornecidas pelos manifestantes aos monopólios de imprensa locais, a realização de sequestros pelos agentes federais não era novidade. Desde o dia 14/07, no centro de Portland, agentes federais já estavam utilizando veículos alugados para sequestrar manifestantes. Circulam na internet diversos vídeos e relatos sobre os casos.

Em um deles, um manifestante é levado para uma minivan por dois agentes, que se recusam a se identificar. Tal ação fascista foi defendida pela Alfândega e Proteção de Fronteiras (APF), onde o manifestante foi preso, no dia 15/07. O comissário da APF, Mark Morgan, afirmou que as prisões prosseguirão e ainda acusou os manifestantes de serem “criminosos violentos”, apenas por se defenderem dos ataques reacionários do Estado ianque.

O terror policial não intimida

A repressão violenta por parte do Estado ianque não amedrontou ou parou as manifestações, pelo contrário, as tornou mais combativas. Os manifestantes se reuniram no Centro de Justiça e no Tribunal de Justiça, no centro da cidade de Portland, em seu 52º dia de protesto, na noite do dia 18/07.

Naquele mesmo dia, milhares de manifestantes se reuniram no Peninsula Park e foram em direção à avenida interestadual. Em frente à delegacia de polícia, o povo gritava palavras de ordem e exigia que os policiais encontrassem “empregos de verdade”. De lá, os manifestantes se dirigiram  à Associação Policial de Portland e formaram barricadas próximas ao prédio. A polícia tentou reprimir o povo, que respondeu em fúria, invadindo a Associação e ateando fogo em um escritório da polícia.

Na parte da tarde, grades foram erguidas para impedir os manifestantes de tomarem os prédios estatais, mas de nada adiantou. Com medo da revolta popular, os agentes federais lançaram gás lacrimogêneo, dispararam balas de borracha e agrediram os manifestantes com cassetetes. Em resposta, os manifestantes usaram as grades para bloquear as entradas do Tribunal de Justiça, impedindo os agentes de sair, e atiraram pedras e fogos de artifício contra eles.

Trump, acuado, esbraveja ameaças de que a mesma repressão aplicada em Portland será imposta a outras cidades. Em um comentário recente, o presidente ultrarreacionário mencionou as cidades de Nova York, Chicago, Filadélfia, Detroit, Baltimore e Oakland.

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