Ações em defesa dos três perseguidos políticos de Austin, USA

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No dia 16 de julho, em todo o país, diversas ações públicas, pichações e panfletagens foram realizadas para denunciar a ação do Estado imperialista ianque (Estados Unidos, USA) contra os três perseguidos políticos em Austin. Os perseguidos de Austin sofrem processos e foram injustamente acusados e criminalizados pela tresloucada caça aos “antifascistas” desencadeada por Trump e o FBI.

Em  São Paulo, em frente ao Consulado Geral ianque, manifestantes se reuniram em solidariedade com diversos cartazes e uma grande faixa foi estendida com o símbolo da empresa Target (um dos pilares da criminalização), e com mensagens em português e inglês clamando: Defend the Austin’s targeted three - Defender os três perseguidos de Austin! Os presentes também manifestaram a solidariedade dos brasileiros ao povo e aos lutadores estadunidenses, através da leitura de um manifesto e da entoação de palavras de ordem.

Camponeses prestam solidariedade aos três perseguidos de Austin

No centro da cidade de São Paulo, na praça da República, diversos panfletos foram entregues à população e a situação dos três perseguidos de Austin foi esclarecida para os que passavam. Muitos populares manifestaram apoio à luta dos trabalhadores e do povo preto e oprimido no Estados Unidos (USA). Um dos transeuntes ressaltou à equipe do AND: “Isso não acontece só no USA, ocorre aqui também no Brasil, por isso é uma luta de todo mundo”.

No Rio de Janeiro, também em 16/07, cerca de 30 ativistas se reuniram no Largo da Carioca em defesa dos três, e também para rechaçar a prisão em massa de outros 10 mil manifestantes durante os Levantes de Maio naquele país e denunciar as condições de vida do povo estadunidense.

Ao final da atividade, os ativistas se dirigiram ao Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo) para uma apresentação sobre os levantes daquele mês e uma maior compreensão política da perseguição sistemática e brutal dos que se rebelam contra a velha ordem, seguidas de um debate e um lanche.

Em Belo Horizonte (MG), ainda no dia 16/07, um grupo de jovens, mulheres e operários realizaram uma intervenção pública. Ademais, um grupo de operários da construção civil fez sua saudação aos lutadores do povo estadunidense e se uniu às companheiras do Movimento Feminino Popular (MFP), que também fizeram sua saudação.

Uma panfletagem também foi realizada na estação do metrô Lagoinha. Cartazes e uma faixa estampavam: Em defesa dos três perseguidos de Austin! Rebelar-se é justo!

Em Goiânia, o Comitê de Solidariedade Popular e o Comitê de Apoio ao AND distribuíram panfletos para a população com a denúncia da perseguição aos presos políticos de Austin. Os ativistas marcaram a atividade na praça do Bandeirante, localizada na avenida Goiás com a avenida Anhanguera, cruzamento mais movimentado da cidade.

Além dos panfletos distribuídos, foi levantada uma faixa com a consigna Defender os três perseguidos de Austin! e foram feitas várias intervenções com caixa de som para toda a população ali presente, denunciando o teor das perseguições, a necessidade de defender os três perseguidos, assim como  defender o direito de se organizar e de lutar, além de intervenções sobre a situação de crise mundial que se aprofunda. Ademais, no início da semana, antecedente ao dia 16/07, uma ação em Aparecida de Goiânia, estado de Goiás, já havia tomado parte da campanha.

Em Pinhais, região metropolitana de Curitiba (PR), o Comitê Sanitário de Defesa Popular confeccionou uma faixa e realizou agitação em defesa dos três perseguidos. A faixa dizia: Defender os três presos políticos de Austin!

Nas cidades de Pedras de Maria da Cruz, Januária e Montes Claros (todas no Norte de Minas), nos dias 15 e 16 de julho, também ocorreu ato de solidariedade. A Liga dos Camponeses Pobres (LCP) da região, atendendo ao chamado, distribuiu mais de mil panfletos e 50 cartazes em formato A3 foram colados em comércios, vilas, casas de camponeses e áreas. Atividades de discussões e leitura do editorial do jornal The Tribune of the People também foram realizadas.

Camponeses de Área no interior de Pernambuco, com conhecido histórico de luta e resistência, também somaram à campanha internacional. Em vários países, como México e Equador, ações similares foram empreendidas.

Os três perseguidos de Austin

O caso dos três presos políticos de Austin diz respeito à prisão de três pessoas acusadas injustamente de “participação em rebelião” e “assalto a um prédio” durante a grande rebelião de maio no USA, na cidade de Austin (Texas). Um dos acusados é uma jovem, mãe e preta, cujo único “crime” foi filmar ao vivo o protesto que passava em frente à loja Target, sem nem sequer entrar no prédio ou fazer qualquer tipo de ação.

Também não há nenhuma prova contra os outros dois acusados além da suposição de que eles estariam no protesto naquele momento e eram “membros conhecidos da organização antifascista”, como se fosse crime ser contra o fascismo, embora eles nunca tenham se proclamado membros de qualquer organização.

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