Iraque: Ianques abandonam base após ataques da Resistência

O Comando Central ianque (Estados Unidos, USA), responsável pelas operações do USA no Oriente Médio, anunciou no dia 23 de agosto que os remanescentes das tropas militares lideradas pelo USA abandonariam a base militar de Camp Taji nos dias a seguir. A base, que fica apenas 20 quilômetros ao norte da capital do país, Bagdá, foi alvo recorrente de ataques de foguetes por grupos contrários à intervenção imperialista e ocupação colonial no país.

Um desses ataques ocorreu em março, em que dois ianques e um soldado do imperialismo inglês foram mortos, e pelo menos outras 12 pessoas ficaram feridas, após um intenso ataque de foguetes.

Segundo o comunicado da coalizão militar, a retirada das tropas ianques e de seus lacaios de Camp Taji será finalizada após a entrega dos equipamentos e da base para as forças militares do governo iraquiano, conformado por lacaios do imperialismo ianque sob chefia de Mustafa Al-Khadimi (ex-agente do serviço de inteligência diretamente ligado aos ianques).

É a primeira vez, desde a invasão promovida pelos ianques contra o Iraque em 2003, que Camp Taji não será ocupada por tropas estrangeiras. Esse é o oitavo episódio em que as tropas comandadas pelo USA abandonam uma base iraquiana e a transferem para as próprias forças do país. Atualmente, há cerca de 5 mil soldados ianques estacionados no Iraque, além de outros 2,5 mil efetivos dos países que participam da coalizão imperialista.

Essas ações contra as bases iraquianas onde estão alocadas forças do USA se fortaleceram após o assassinato do general iraniano Qassem Soleimani, orquestrado pelo imperialismo ianque. Desde então, as milícias e grupos armados iraquianos, influenciados pelo Irã, têm tomado parte da Resistência Nacional ativa, pela expulsão do invasor. Em razão das respostas à intervenção ianque no país, o parlamento do Iraque, ainda que submisso ao USA, foi forçado a votar pela saída de todas as tropas ianques e da coalizão do país, o que ainda não se concretizou.

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