Talibãs voltam suas ações contra capituladores

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Depois de realizar uma longa campanha de retomada na província de Helmand, o Emirado Islâmico do Afeganistão (Talibã) agora avança pelas províncias de Baghlan e Takhar, no norte do país, concentrando suas ações militares contra as forças do governo afegão, lacaio da invasão imperialista ianque (Estados Unidos, USA) que já perdura há 19 anos.

Pelo menos 20 soldados e dois militares de alto escalão, incluindo um comandante, foram mortos em emboscadas nos distritos de Guzargah e de Bakghlan-e-Markazi respectivamente, ambas no norte de Baghlan, na segunda semana de outubro. Dezenas de outros militares ficaram feridos após a destruição de um tanque de guerra, tendo sido confiscadas armas e munições.

Já em Takhar, o diretor provincial de saúde, Abdul Qayoum, informou ao monopólio de imprensa AFP, no dia 21 de outubro, que pelo menos 34 militares do governo fantoche foram mortos em uma emboscada organizada pela Resistência Nacional, e muitos outros ficaram feridos.

Após firmar o pacto que definiu a retirada de todas as tropas do USA do Afeganistão em fevereiro, o Talibã passou a focar suas ações contra o governo de Cabul e suas forças militares, atualmente encabeçado pelo capacho dos imperialistas, Ashraf Ghani, apesar de ainda haver tropas ianques alocadas no país.

Ideologicamente, o Talibã corresponde a uma força política e militar feudal, o que não o impede, todavia, de cumprir, transitoriamente, uma das tarefas da Revolução Afegã na atualidade, que é a de expulsar as tropas invasoras que submetem o povo à dominação colonial e seu terror. No entanto, uma vez cessada a guerra de agressão imperialista, a tendência dessa força é capitular e passar a colaborar também com os imperialistas em suas outras formas de dominação mais sofisticadas: econômica, política, cultural.

Dessa forma, é importante frisar que o próprio Talibã é o mais indicado a assumir o papel da gerência de turno para administrar a semicolônia afegã na sequência de eventos a se seguir – o que expõe a sua limitação de classe e sua incapacidade de levar a cabo a libertação plena e definitiva da nação afegã, tarefa esta que só pode ser cumprida pelo proletariado, por meio de seu partido revolucionário, que dirija o processo rumo à Nova Democracia e ao Socialismo.

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