México: Camponeses tomam represa

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O monopólio de imprensa The New York Times (NYT), em 14 de outubro, publicou uma reportagem a respeito da luta dos camponeses pela água no México. Além de expor a luta que percorre desde o início deste ano, ela também traz à luz a contradição entre os interesses do imperialismo ianque (Estados Unidos, USA) e do povo mexicano sobre o recurso natural em questão.

A matéria relata o acontecimento do dia 8 de setembro, em que camponeses de Boquilla, vilarejo no estado de Chihuahua, México, ocuparam uma represa que transfere água do país para o USA, depois de expulsarem centenas de soldados. Armados apenas com paus, pedras e escudos improvisados, os camponeses emboscaram os soldados que controlavam o local e ergueram a bandeira nacional sobre a represa, a maior do estado, como um sinal de vitória.

Camponeses marcham em protesto à entrega dos recursos naturaisCamponeses marcham em protesto à entrega dos recursos naturais - @RicardoMeb

Em fevereiro, o velho Estado mexicano, encabeçado pelo oportunista Andrés Obrador, já havia enviado centenas de forças federais para ocupar a represa por conta da luta pelo recurso. Os camponeses construíram várias barricadas com sacos de areia e outros objetos, para impedir a perda do território para as forças militares reacionárias; um reflexo do que os camponeses afirmaram ser “uma guerra”, como expôs o monopólio de imprensa El Periódico.

Desde a ocupação da área no início do ano, os camponeses em Chihuahua queimaram prédios do velho Estado, destruíram carros de instituições governamentais e sequestraram políticos do velho Estado, além de bloquearem durante semanas uma importante linha de trem, usada para enviar produtos industrializados ao país ianque, segundo informações do NYT.

A cobiça ianque pela água se dá devido à enorme demanda pelo recurso  proveniente da agricultura no estado do Texas. Para salvar os ianques, o governo mexicano retira dos camponeses mexicanos. Para os camponeses, o governo mostrou claro sinal de traição ao povo. “O que aconteceu na represa de Boquilla foi impressionante, porque tiramos nossas roupas de camponês e vestimos o uniforme de guerrilheiros”, afirmou o camponês Velderrain, homem de 42 anos que liderou a iniciativa dos camponeses, ao NYT.

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