RJ: Mototaxistas fecham BR-101

Mototaxistas e moradores ergueram uma barricada de pneus em chamas, no dia 18 de outubro, para fechar a pista sentido Niterói da BR-101 em protesto contra a Polícia Militar (PM) por ter executado o mototaxista Smaly Silva, de 24 anos, um dia antes.

Segundo a PM, Smaly foi assassinado porque “não obedeceu a uma ordem de parada”. Essa justificativa não convenceu o povo, que se revoltou contra a ação covarde dos militares. Vários trabalhadores locais já foram assassinados nas mãos dos militares, cujo histórico de violência é longo.

Durante o protesto, após a chegada do Corpo de Bombeiros, os manifestantes não se deram por satisfeitos e, com combatividade, foram para outro ponto do bairro, na RJ-104, onde também atearam fogo em objetos e interditaram a via, dessa vez, no sentido Alcântara. No dia do assassinato, 17/10, os moradores e familiares já haviam fechado uma via durante um ato feito imediatamente após a morte de Smaly.

Os amigos e familiares do mototaxista contam que ele deixou dois filhos e esposa e que era inocente e trabalhador. “Meu filho foi assassinado pelos PMs do 7º Batalhão. Ele sempre trabalhou, foi morto na covardia. A única ‘arma’ era a moto que fazia bico, ele nunca pegou uma arma, assim como eu”, escreveu o pai do jovem.

Em resposta a uma declaração da PM de que o rapaz era bandido e estava armado, uma prima respondeu, indignada: “Não façam isso, meu primo era trabalhador, menino de família. Mototáxi não é bandido, a ‘arma’ dele era a moto”.

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