PE: Motoristas de ônibus em greve pelo fim da dupla função

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No dia 13 de outubro, por volta de 7h30, motoristas e cobradores de linhas de ônibus de Recife, capital de Pernambuco, cruzaram os braços para protestar contra a dupla função de trabalho (quando motoristas são obrigados a dirigir e cobrar a tarifa concomitantemente) e contra demissões em massas realizadas durante a pandemia da Covid-19.   

A paralisação, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviários (Sintetro), ocorreu devido ao não cumprimento da Medida Provisória 936, que foi editada pelo governo de Bolsonaro e generais devido à pandemia da Covid-19, já que muitos funcionários estão tendo contratos de trabalho suspensos, o que a determinação da MP 936, e também para pedir a aprovação do Projeto de Lei 05/19, que prevê o fim da dupla função para motoristas de ônibus, que passaram a atuar também como cobradores em algumas linhas. 

PE - Ônibus parados na Avenida Agamenon Magalhães durante protesto de rodoviários no Recife.PE - Ônibus parados na Avenida Agamenon Magalhães durante protesto de rodoviários no Recife. Foto ReproduçãoTV Globo

Também foi exigido pela categoria o pagamento de salários e acordos trabalhistas, bem como plano de saúde, auxílio alimentação, melhores condições de trabalho, pontos de apoio com condições adequadas no final de linhas, Equipamentos de Proteção Individual (EPI), entre eles: máscaras, álcool em gel, proteção com tela de película ao lado do motorista e na frente dos cobradores, e que seja realizada também a sanitização dos ônibus. Essas exigências vêm sendo cobradas pelos trabalhadores desde o começo da pandemia, e as empresas de transporte seguem não cumprindo com elas.

A razão do alto custo do transporte e sua precarização geral está na mercantilização de tal serviço na busca de lucro: o consórcio de empresas busca baratear os custos do serviço (cortando direitos, reduzindo salários ou implementando dupla ou tripla funções para demitir o “excedente”), enquanto que sobe o preço do serviço para os passageiros. Como tais consórcios são monopólios e não exerce uma livre concorrência nesse ramo (impossível hoje em dia devido à concentração do capital), eles aplicam o preço que bem entendem, com a conivência dos prefeitos, Brasil adentro, controlados por essas empresas através do financiamento de campanha e outras formas.

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