USA bombardeia Síria, agora sob mando de Biden

No dia 25 de fevereiro um ataque aéreo autorizado pelo novo representante do imperialismo ianque (Estados Unidos, USA), Joe Biden, atingiu o leste da Síria, na fronteira com o Iraque, perto da cidade de Abu Kamal, visando alvos das milícias xiitas que vêm realizando diversas ações contra bases e posições da força de intervenção do USA no país.
O ataque, amplamente criticado ao redor do mundo, expôs novamente a convergência entre “democratas” e “republicanos” quanto ao seu papel no sistema de exploração e opressão dos povos de nações dominadas pelo imperialismo.
Segundo o monopólio de imprensa Forbes, o ataque teria sido realizado contra a base Imam Ali, utilizada por membros das Hashd al-Shaabi (“Forças de Mobilização Popular”), um “guarda-chuva” que inclui vários grupos de milícias xiitas, próximas do Irã. Um homem teria morrido em consequência do bombardeio. Já outras informações dão conta de que 22 combatentes teriam sido mortos, de acordo com o monopólio inglês The Guardian.


O secretário de Defesa da atual administração, Lloyd Austin, disse a repórteres na noite do dia 25/02 que a incursão contra a Síria foi uma “retaliação” a um ataque feito contra instalações militares ianques no Iraque no dia 15/02. Já Biden afirmou que o objetivo foi enviar uma mensagem ao Irã: “Não se pode agir impunemente. Tome cuidado”, de forma a seguir a mesma linha adotada pelo presidente anterior, o ultrarreacionário Donald Trump.
O USA afirma que sua permanência no Iraque se dá a fim de continuar a combater as remanescências do Estado Islâmico, apesar do Iraque ter dado essa campanha como encerrada em 2017. Todavia, as últimas ações da coalizão liderada pelo USA no Iraque e em outras nações próximas foram quase inteiramente concentradas contra alvos próximos ao Irã.

Republicanos e democratas: a mesma intervenção
Com o ataque do dia 25/02, Biden se tornou o terceiro presidente do USA, desde o início da intervenção militar direta na Síria, em 2014, a ordenar ataques contra o país sem a aprovação do Congresso – o que é tido nos termos formais do imperialismo ianque como “inconstitucional”. Antes desse momento, o USA já fornecia apoio financeiro, logístico e de inteligência, além de treinamento militar a grupos sírios selecionados, contrários ao governo de Assad.
Em busca de justificar legalmente suas intervenções militares na Síria, a administração de Barack Obama (2009-2017), com Biden na vice-presidência, reivindicou a “Autorização de Uso da Força Militar de 2001” (AUFM), resolução parlamentar que permitiu o início da guerra de rapina contra o Afeganistão em 2001, e se tornou a praxe para o lançamento da chamada “Guerra ao Terror” em larga escala, e a AUFM de 2002, que autorizou a invasão do Iraque pelas Forças Armadas ianques. De forma similar, o governo de turno de Donald Trump (2017-2021) fez uso dos mesmos artifícios legais, bem como do argumento jurídico mais recente de que uma permissão do Congresso não é necessária porque os ataques não configurariam o nível de “guerra”, evidenciando como o imperialismo ianque é indiferente à distinção entre “republicanos” e “democratas”.

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