Brasileiro, diga não à venda da Amazônia!!!

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A Amazônia é o maior patrimônio em riquezas naturais que o planeta possui, e na sua maior parte encontra-se em território brasileiro. Em verdade, nada se equipara a ela em termos de florestas, rios, fauna e diversidade em minérios, inclusive petróleo e gás natural. Praticamente metade do nosso território se encontra em meio a essa grande Região, no conjunto dos nove estados que a ocupam, a saber: Pará, Amapá, Roraima, Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso (parte), Tocantins (parte) e Maranhão (parte).

Em função das riquezas que se conhecem e de outras que certamente serão encontradas, várias foram as tentativas entre países para assumir o seu controle e mesmo internacionalizá-la. Todas evidentemente fracassadas.

Mais recentemente, no entanto, interesses nesse sentido tomaram outras frentes na tentativa de obtenção de sucesso. Tanto assim que ao final do governo Fernando Henrique Cardoso surgiu um Projeto de Lei, de nº 7.492 /02, tendo como origem o Ministério do Meio Ambiente, propondo a ‘concessão’ sob a formas de leilões de grandes áreas de florestas para exploração madeireira por empresas nacionais, estrangeiras e consorciadas. Denúncias feitas na imprensa e no próprio Congresso Nacional acabaram inviabilizando a tentativa, por iniciativa do governo Luís Inácio Lula da Silva (julho de 2003).

Estarrecedoramente, no entanto, ressurge na Câmara dos Deputados, neste fevereiro de 2005, outro Projeto, de nº 4.776/05, para apreciação e votação, em regime de urgência, com idêntico conteúdo e propondo o mesmo tipo de ‘concessões’, sob a forma de leilões aos mesmos grupos transnacionais por prazos que podem atingir até 60 anos.

Isso mesmo, 60 anos! Incluindo favorecimentos e facilidades quase inimagináveis, como no caso da possibilidade de terceirização das atividades e financiamentos, tendo por garantia a hipoteca da própria floresta. E que, para este caso, passa a constituir-se em bem privado e não mais da União, Estados e Municípios, por incrível que possa parecer.

Fácil verificar que, agora, os mesmos traidores da pátria, vários deles ainda se encontrando no Ministério do Meio Ambiente (governo Lula), além da entrega das chamadas “Florestas Nacionais”, pretendem não só a globalização da Amazônia como a sua internacionalização oficial, como pode ser comprovado pela simples leitura do Projeto de Lei ( nº 4.776/05); com ênfase aos Artigos 3/4/5/8/23/ 28/30/35 e 51, e que ao final ferem acintosamente a nossa Soberania. Por tudo, a grande verdade é que nunca se imaginou que a Amazônia pudesse ser oferecida aos grandes interesses e capitais externos por grupos de cidadãos que ainda se dizem defensores de nossos interesses.

Brasileiro, posicione-se! Faça chegar o seu repúdio a sua associação, à imprensa, à Câmara e ao Senado Federal, enquanto é tempo!!!

Movimento em defesa da Amazônia (Brasília, 28.02.2005)

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