Mulheres protestam combativamente após brutal assassinato de imigrante por policiais

Nos dias 30 de março e 2 de abril, mulheres em diferentes cidades do México se rebelaram contra o assassinato da imigrate salvadorenha Victoria Salazar, assassinada pela polícia mexicana. As manifestantes atacaram prédios do velho Estado como o Palácio Nacional e o Palácio Municipal de Tulum.

No dia 30/03, na mesma cidade em que ocorreu a morte de Victoria, em Tulum, estado de Quintana Roo, foi realizada uma manifestação multitudinária. As manifestantes tomaram o Palácio Municipal e picharam as paredes, rechaçando o assassinato da salvadorenha e exigindo justiça.

Confrontos entre manifestantes e a polícia na Cidade do México, 2 de Abril de 2021 - Foto: Rachel Cunha

Já no protesto que ocorreu na capital nacional, Cidade do México, em 02/04, centenas de manifestantes realizaram uma marcha. Durante o ato, sofreram agressões de cassetete e foram encurraladas pela polícia mexicana. Os manifestantes responderam às arbitrariedades das forças de repressão. Ao todo, pelo menos 30 policiais ficaram feridos.

Chegando ao Palácio Nacional, residência e escritório presidencial, as mulheres derrubaram cercas de metal que haviam sido colocadas para proteger o edifício.

 

Quem era e como morreu Victoria Salazar?

Victoria Salazar foi assassinada no dia 27/04, após policiais receberem uma chamada por suposta “perturbação da ordem pública”. Salazar foi colocada contra o chão, e uma policial pressionou o joelho contra suas costas, o que posteriormente causou a sua morte. A ação aconteceu em plena luz do dia, em local movimentado, com a cumplicidade de outros três policiais.

O Ministério Público confirmou que a causa da morte foi uma fratura e lesões na coluna vertebral superior.

Salazar deixou El Salvador, seu país de origem, pela miséria que nele enfrentava, e desde 2018 vivia no México como refugiada. Era mãe de dois adolescentes e residia em Tulum, onde trabalhava como faxineira de hotéis.

Entretanto, o assassinato de Salazar não foi o único crime brutal que aconteceu naquele dia, no mesmo estado. Em Holbox, uma ilha no norte, uma mulher foi encontrada morta e com marcas de tortura. Karla Moguel, de 29 anos, foi mutilada, assassinada e jogada no mar. 

No México, 10 mulheres são assassinadas por dia e mais de 80% dizem ter sido vítimas de violência de gênero em algum momento, de acordo com uma pesquisa do Instituto Nacional de Estatística. O México só está atrás do Brasil em número de feminicídios na América Latina.

 

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