PE: Estudantes da UFPE exigem manutenção da bolsa

Em resposta ao silêncio da Reitoria da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) sobre a reivindicação estudantil contra os cortes de bolsas realizados na modalidade Desenvolvimento Profissional, alunos organizaram um novo ato no dia 8 de abril. O ato contou com a presença de estudantes, bolsistas da UFPE, e apoiadores da causa estudantil, que protestaram contra os desligamentos de bolsas para os alunos e os cortes de verbas impostos pela reitoria.

No local do protesto, os estudantes, bolsistas e apoiadores levantaram cartazes, faixas e entoaram palavras de ordem contra os cortes: Reitoria não me enrola! Bolsa é direito e não esmola!, Abaixo os cortes de bolsas! Em defesa do direito de estudar!.

Denunciou-se a investida imposta aos estudantes, visto que o país passa por um momento extremamente difícil de plena crise sanitária que, atrelada a crise do capitalismo burocrático, empurra os filhos e filhas do povo para a extrema pobreza. Os bolsistas se encontram inseguros pois a instabilidade os obriga a replanejar seus gastos básicos por causa dessa imposição denunciada como criminosa, já que se encontram agora sem a certeza de contar com suas respectivas bolsas, que além de ser deles por direito, é também sua garantia de sobrevivência.

Os estudantes entoaram: Enquanto não houver revogação não haverá um minuto de paz para a reitoria! e Rebelar-se é justo!, determinando uma postura firme contra a absurda investida e deixando claro o posicionamento de que se a reivindicação da suspensão dos cortes não for atendida, haverá uma resposta ainda mais contundente. Uma aluna  denunciou que a imposição dos cortes de bolsas é como um teste de laboratório para que a reitoria possa realizar desligamentos e cortes de outras modalidades futuramente.

Por consequência da agitação e da quantidade mais expressiva de estudantes, uma representante da reitoria da UFPE os atendeu, alegando que o reitor não poderia recebê-los. A representante repetiu a mesma conduta do órgão na manifestação do dia 29/03, de pura tergiversação, ensaiando um discurso de empatia aos estudantes apesar da “impossibilidade de dar uma resposta positiva”, ao mesmo tempo que justificava os cortes de bolsas da modalidade Desenvolvimento Profissional.

O Comitê de Apoio ao AND em Recife, novamente presente, apoiou a luta dos estudantes. Os seus membros ouviram os apontamentos dos manifestantes sobre toda a questão, que expuseram a situação de vulnerabilidade financeira e a fragilidade psicológica causada pela insegurança gerada pelos cortes abruptos em um momento tão tortuoso. Os ativistas deixaram explícito que o papel da instituição de ensino público deveria ser de resguardar esses jovens lhes oferecendo não só o ensino, mas também a estabilidade social, econômica e psicológica, esclarecendo que a investida vem provando mais uma vez que a reitoria segue conivente com o modus operandi do governo militar genocida vigente no país.

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