Afeganistão: Talibã responde a bombardeios

Em 1º de agosto, três foguetes disparados pelo Talibã atingiram o aeroporto de Kandahar, a segunda maior cidade do Afeganistão, fazendo com que todos os voos fossem interrompidos. A ação foi realizada em resposta aos ataques aéreos que as forças do Estados Unidos  têm lançado contra posições e alvos ligados ao Talibã, que continua a ganhar território enquanto as tropas ianques (Estados Unidos, USA) avançam sua retirada do país.

A maioria dos ataques tem se concentrado em torno da região de Kandahar, a qual os talibãs vêm tentando retomar. Após duas décadas desde o início da guerra imperialista lançada pelo USA, o grupo agora controla mais de 200 dos 419 centros distritais além de boa parte das rotas de abastecimento.

Segundo o monopólio de imprensa Al Jazeera, forças talibãs e do governo afegão estão batalhando pelo controle das cidades e aldeias em meio a uma ofensiva iniciada em maio pelo Talibã. Centenas de comandos teriam sido deslocados para a cidade de Herat, no oeste do país, ao passo que em Lashkar Gah, no sul, as linhas de comunicação foram interrompidas. Moradores denunciam que dezenas de mortes foram causadas pelos ataques dos ianques.

Dias antes, o porta-voz do Pentágono, o major Robert Lodewick, afirmou que foram utilizados aviões de guerra tradicionais e drones. Segundo o monopólio de imprensa Associated Press, outras fontes do Pentágono disseram que as aeronaves precisaram vir de fora do Afeganistão, pois os militares do USA já haviam retirado seus aviões de combate do país.

Já o general Frank McKenzie, chefe do Comando Central do USA, declarou que os ataques aéreos estão sendo intensificados em apoio direto às forças afegãs em controle do velho Estado lacaio ao imperialismo ianque. McKenzie não esclareceu se o USA continuará a realizar ataques aéreos após a retirada total das tropas.

O Talibã rechaçou os ataques e afirmou se tratarem de “desobediência” ao acordo de retirada firmado no ano passado com os ianques, e alertou que o USA deve deixar o país e cessar seus ataques em respeito ao acordo imediatamente. A retirada, prevista para ser finalizada em 31 de agosto, está mais de 95% concluída, de acordo com o Comando Central ianque, responsável pelas operações militares do país no Oriente Médio.

 

O futuro do USA no Oriente Médio

A movimentação de tropas do USA se fortaleceu durante os úlimos anos. No Afeganistão, a sua intervenção se encontra deslegitimada. O imperialismo ianque foi pressionado a negociar sua rendição e anunciar sua retirada. Porém, ainda não é claro se o desligamento é real ou se trata-se apenas de um reposicionamento disfarçado, tal como indicado pelos bombardeios de aeronaves estacionadas em países vizinhos.

Corrobora com isso a permanência da presença militar do USA no Iraque. De acordo com o portal Middle East Eye, os dois principais recursos militares do USA na região (essenciais para manter a influência ianque na região) permanecem intocados: a base aérea de Al-Udeid, no Catar, e a base naval no Bahrein.

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