MA: Camponeses são executados por pistoleiros; ofensivas da reação se alastram pelo estado

No dia 2 de julho, dois pistoleiros a mando do latifúndio assassinaram com um tiro na cabeça o camponês Antônio Gonçalo Diniz, de 70 anos de idade. O crime ocorreu no bairro Perimirim, município de Arari, na Baixada Maranhense. 

Na tarde daquele dia, os pistoleiros, com uma moto CG vermelha, chegaram em uma oficina e perguntaram sobre peças com intuito de distrair a testemunha do local. Em frente ao estabelecimento encontrava-se o senhor Antônio, que aguardava sentado à espera da conclusão da lavagem de sua moto, quando foi atingido e, sem ter a chance de se defender, faleceu no local.

Antônio, camponês ativo na luta pela terra, era contra o cercamento ilegal promovido pelos latifundiários aos campos públicos, e o extermínio das criações dos lavradores. Em decorrência de sua participação na luta, foi apontado em ações possessórias promovidas por latifundiários e respondeu a um inquérito criminal promovido pelo delegado Alcides Martins Nunes Neto.

Há tempos camponeses moradores das comunidades tradicionais têm denunciado o a ofensiva armada do latifúndio e seus crimes, que, segundo as mesmas comunidades, encontram cumplicidade das “autoridades” do estado do Maranhão, governado por Flávio Dino (antes no PCdoB, agora por uma jogada eleitoreira, filiou-se ao PSB).

 

Mais execuções do latifúndio

Dias depois do assassinato de Antonio Gonçalo, em 11/07, dois pistoleiros a mando do latifúndio assassinaram com tiros outro camponês: José Francisco de Sousa Araújo, de 41 anos. O crime ocorreu na comunidade de Palmeira do Norte do município de Codó, a 290 km da capital São Luís.

Os pistoleiros chegaram em uma moto na residência de “Vanu” (como era chamado), já atirando. O camponês, que era pai de cinco filhos e ativo na luta pela terra, antes de ser morto reagiu e baleou um dos atiradores, que foi socorrido e levado para Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Em 18 de junho foram assassinados também um casal de camponeses identificados como Reginaldo e Maria da Luz Benício de França. A mulher era suplente da direção do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR). O duplo homicídio aconteceu nas proximidades da Comunidade Vilela, em Junco do Maranhão, a 258 km de São Luís. Na cena do crime foi encontrada ensanguentada, ainda viva, a criança de colo do casal, que ficou em cima do corpo da mãe durante horas. Reginaldo também teve os braços quebrados.

Além das execuções, foram registradas tentativas de assassinato contra o camponês Juscelino Galvão, em Alto Alegre, além de várias ameaças.

 

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