Protestos no mundo inteiro contra alta nos preços da gasolina e do gás

No mundo inteiro, milhares de caminhoneiros, motoristas e cidadãos comuns protestam, realizam greves e bloqueios de estrada contra a disparada nos preços da gasolina e do gás e exigem condições dignas para viver.

Reprodução

Milhares de camponeses e caminhoneiros rumam juntos à Asunción

Este aumento absurdo nos combustíveis tem impedido que os caminhoneiros, em especial os autônomos, exerçam sua profissão. Também afeta motoristas de aplicativos e taxistas, que para se deslocarem até seus destinos gastam mais e recebem o mesmo. Da mesma forma, milhares de pessoas que utilizam o gás para suas necessidades mais básicas, como cozinhar ou para o aquecimento encanado, estão pagando mais caro sem ver seus salários aumentarem.

Além disso, são utilizados combustíveis para o transporte de mercadorias e para o abastecimento do maquinário de muitas indústrias, e o número de trabalhadores que podem ser colocados no olho da rua nos próximos meses é gigantesco.

Paraguai

No país latino, caminhoneiros, moto-taxistas, entregadores de comida e motoristas de aplicativos realizaram protestos nos dias 14 e 15 de março, fechando a ponte da amizade em Ciudad del Este e exigindo o controle dos preços do combustível e gás. O bloqueio também interrompeu o tráfego no sentido à capital, Asunción.

Além disso, camponeses e caminhoneiros marcharam juntos do interior à capital em uma grande marcha camponesa, e uniram as suas demandas: as dos camponeses sendo terra e crédito diante da crise, mas também contra o preço dos fertilizantes e da gasolina.

Filipinas

Os motoristas de ônibus e caminhões das Filipinas realizaram diversas greves durante o mês de março, na província de Negros Ocidental, enquanto não conseguem pagar pela gasolina e não podem aumentar as tarifas devido à crise que atinge as massas em geral.

Sobre isso, o presidente fascista Rodrigo Duterte afirmou que “nenhuma quantidade de protesto faria o preço da gasolina baixar”. As massas, em resposta, questionam “Qual será o único recurso do povo comum senão protestar?”, como coloca o padre de uma comunidade popular em entrevista à UCA News.

Paquistão

Na cidade de Lahore, no dia 23 de fevereiro, 200 camponeses que protestavam contra o preço do petróleo e dos fertilizantes foram presos e a manifestação violentamente reprimida pelo velho Estado, deixando dois manifestantes feridos.

Os camponeses denunciam que a alta no preço da gasolina junto ao aumento do preço dos fertilizantes é “passar sal na ferida dos camponeses” e que estes foram “economicamente assassinados”.

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