Palestinos resistem à escalada de agressão sionista

O Estado sionista de Israel tem movido uma escalada na agressão contra palestinos nos últimos meses, tanto em Israel como nas áreas palestinas de Jerusalém Oriental e Cisjordânia. Como parte da agressão, Israel fascista criou projetos para proibir a exibição de bandeiras palestinas, apoiou marchas sionistas, desencadeou despejos e repressão contra camponeses palestinos e realizou incursões militares em territórios ocupados.

Mohamad Torokman/Reuters

Palestinos marcham e erguem suas bandeiras em Ramallah durante o Dia de Nakba

A repressão mobilizou milhares de palestinos, que resistiram às marchas sionistas e incursões militares, impediram a retirada de bandeiras e realizaram novos embandeiramentos em todo o seu território.

Marchas sionistas

No dia 7 de junho, “Dia de Unificação de Jerusalém”, grupos sionistas realizaram marchas na região de Jerusalém Oriental. Durante as marchas, muitos palestinos foram agredidos por sionistas protegidos por militares israelenses.

Sem se intimidar, os palestinos responderam às marchas com suas próprias mobilizações. Centenas de massas condenaram as ações sionistas. Durante as marchas, palestinos subiram nos telhados de casas e edifícios para arremessar pedras em seus inimigos.

Na Cisjordânia, grupos sionistas apoiados por militares reacionários israelenses realizaram uma marcha pró-Israel em direção à Mesquita de Al-Aqsa. Em resposta, os palestinos incendiaram pneus e arremessaram pedras nos sionistas de dentro da mesquita.

Ergue-se a bandeira da Libertação Nacional

Nas últimas semanas, diversas bandeiras palestinas têm sido arrancadas por militares israelenses e por grupos sionistas em Israel e nos territórios palestinos ocupados de Jerusalém Oriental e Cisjordânia.

No dia 13 de maio, durante o funeral de Shireen Abu Akleh, jornalista democrática brutalmente assassinada por soldados reacionários israelenses, os agentes sionistas reprimiram palestinos que brandiam bandeiras de sua nação na procissão.

Dois dias depois, estudantes palestinos da Universidade de Ben-Gurion do Neguev, em Berseba, realizaram uma manifestação em memória ao Dia de Nakba (termo que o povo palestino se refere à “catástrofe”), que remete à expulsão dos palestinos de suas terras em 1948. Durante o ato, centenas de estudantes ergueram bandeiras palestinas na universidade. Após a manifestação, o deputado reacionário Eli Cohen, do partido sionista Likud, propôs uma lei que visa proibir a exibição de bandeiras palestinas em instituições públicas.

No dia 25/05, na cidade de Huwarah, Cisjordânia, israelenses tentaram arrancar bandeiras palestinas penduradas nas ruas. Os sionistas recuaram ao serem recebidos com pedras arremessadas por jovens palestinos. Um veículo que estava sendo conduzido por Orit Strock, deputado sionista de extrema-direita, foi atingido por uma pedra, perdeu a direção e colidiu contra uma parede.

Os palestinos também realizaram diversas ações de exibição de suas bandeiras. Um protesto ocorreu no dia 27/05, em Hawara, onde dezenas de palestinos ergueram suas bandeiras em repúdio à proibição. No dia 29/05, um drone sobrevoou a “Cidade Antiga de Jerusalém” carregando a bandeira palestina.

Exército israelense despeja camponeses

O Exército israelense tem promovido massivos despejos de camponeses palestinos para a expansão da ocupação israelense em territórios palestinos.

Em Hebron, Cisjordânia, milhares de camponeses foram despejados e 18 prédios foram demolidos. Além disso, dezenas de israelenses, protegidos pelo exército reacionário de Israel, invadiram um prédio que pertencia a um palestino. Segundo a agência de notícias Wafa, o prédio se encontrava vazio quando foi invadido pois estava em reforma.

Conteúdo exclusivo para assinantes do jornal A Nova Democracia

Na vila de Burqa e na cidade de Huwarah, região de Nablus, incursões militares feriram ao menos 60 camponeses palestinos nos dias 24/05 e 25/05. Em Qusra, no dia 07/06, militares impediram o trabalho dos camponeses e ordenaram o abandono das terras.

Na região de Masafer Yatta, em torno de mil camponeses palestinos estão sob ameaça de despejo desde o início de maio. No dia 12/05, centenas de palestinos e alguns israelenses protestaram contra o despejo. Sionistas atacaram o protesto com pedras e objetos afiados, enquanto o exército sionista reprimiu os manifestantes com bombas de gás lacrimogênio e de efeito moral. Jornalistas que cobriam o protesto também foram atacados e tiveram seus veículos e equipamentos destruídos.

A ação covarde perpetrada pelos militares faz parte do planejamento já aprovado pelo Estado fascista de Israel de construir 4.427 assentamentos para israelenses no território ocupado da Cisjordânia. Atualmente, em torno de 700 mil israelenses ocupam ilegalmente as regiões da Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

Palestinos se rebelam

O exército reacionário israelense também tem realizado sanguinárias incursões em territórios ocupados. As incursões ocorreram principalmente em cidades da Cisjordânia, como Ramallah e Jenin.

Em Ramallah, os militares genocidas israelenses assassinaram um jovem de 17 anos. Somente em Jenin, ao menos 20 palestinos foram assassinados em 2022.

Os palestinos têm respondido aos ataques com justa rebelião e desenvolvido a luta por libertação nacional. Na vila de Kafr Dan, em Jenin, um veículo das Forças de Defesa de Israel (FDI) foi alvejado por tiros e coquetéis molotovs. Um confronto também se deu em Jenin dois dias após o assassinato da jornalista Shireen Akleh, deixando um oficial israelense morto.

A escalada na agressão sionista deixa claro o único caminho a ser tomado pelos palestinos: elevar suas já eminentes formas de resistência e, com as massas armadas, prosseguir em sua justa luta de libertação nacional.

 

LEIA TAMBÉM

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de Apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro

E-mail: [email protected]om
Reuniões semanais de apoiadores
todo sábado, às 9h30

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda (licenciado)
Victor Costa Bellizia (provisório)

Editor-chefe 
Victor Costa Bellizia

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão (In memoriam)
Henrique Júdice
Matheus Magioli Cossa
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação
Ana Lúcia Nunes
João Alves
Taís Souza
Gabriel Artur
Giovanna Maria
Victor Benjamin

Ilustração
Victor Benjamin