Coréia: Caminhoneiros em greve por tempo indeterminado

No dia 7 de junho, em torno de 25 mil caminhoneiros da Coreia do Sul declararam greve por tempo indeterminado contra o aumento no preço do combustível e a piora nas condições de vida. Serviços de entrega de grandes empresas foram paralisados por todo país como resultado da justa luta dos trabalhadores.

Yonhap/EPA/Jiji

Milhares de caminhoneiros em greve foram às ruas no dia 7 de junho

Os caminhoneiros decidiram entrar em greve após o governo sul-coreano se mostrar incapaz de reduzir o custo do combustível no país e negar as exigências dos trabalhadores de aumentar os preços dos fretes e estender o tempo da Taxa de Frete Seguro para Caminhões, programa criado pelo governo em 2020 e que estabelece frete mínimo para os caminhoneiros do ramo do cimento.

Diversas grandes empresas do país divulgaram dados sobre o impacto da luta dos trabalhadores nos serviços de entrega. Na cidade de Pohang, a fábrica de aço da monopolista Hyundai anunciou um cancelamento do envio de 9 mil toneladas métricas de aço. A fabricante de aço multinacional Posco afirmou que está produzindo apenas 35 mil toneladas de aço, menos da metade do período anterior em que se produziam 100 mil. Quase todos os caminhões não funcionaram nos complexos petroquímicos de Ulsan, Yeosu e Daesan. A fabricante de bebidas HiteJinro suspendeu todo o envio de mercadorias a partir de sua fábrica em Cheongju. A Oriental Brewery, também de bebidas, enviou somente 20% dos produtos que normalmente envia.

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O presidente reacionário do país, Yoon Suk-yeol, afirmou que vai reprimir quaisquer “atividades ilegais” com o “poder da lei” e ordenou a polícia a prender quaisquer caminhoneiros que interfiram nas atividades de caminhoneiros que não estejam em greve. Até o dia 07/06, 25 trabalhadores foram presos no país pela realização de piquetes.

O combustível na Coreia do Sul atingiu, em março, o preço de 2.001,9 won por litro (em torno de R$7,76), o mais alto desde outubro de 2012. Esse aumento tem gerado uma constante piora na vida das massas. “Eu geralmente ganho 400 mil won [cerca de R$ 1,5 mil] para carregar um container de 40 pés [12 metros] de Busan para Daegu. Eu costumava gastar 120 mil won em gás, mas agora gasto 200 mil won [cerca de R$770]”, afirmou o caminhoneiro Baek ao monopólio de imprensa The Korea Herald.

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