As maneiras de ver Alcântara

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Mísseis dos USA, construídos para atingir determinados continentes, partindo de Alcântara, obterão uma considerável aproximação com os alvos. Em contra-partida, Alcântara também será um objetivo lógico de quem deseja interromper a descida de mísseis sobre suas cabeças. E os USA não perguntarão ao Brasil se podem ou não fazer disparos desde a Base, porque isso não é de nossa competência, sugere o "acordo" firmado, há dois anos, com o seguinte título: Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da América sobre Salvaguardas Tecnológicas Relacionadas à participação dos Estados Unidos da América nos Lançamentos a Partir do Centro de Lançamento de Alcântara.

Existem outros aspectos, além desses, que sugerem questões sempre mais preocupantes, porque, a princípio, o "acordo" facilmente se associa também à intenção do imperialismo ianque ocupar toda a Amazônia.

 

Por acaso é possível um projeto de tamanha ousadia e irracionalidade?

É inevitável que os meios dirigentes dos Estados imperialistas aumentem incessantemente o seu poderio militar. A última determinação da força hegemônica imperialista, o governo dos USA, vai muito mais longe em sua insânia, porque para ela se impõe o momento de distribuir forças e alcançar o máximo de mobilidade destinada a intervir a qualquer momento e em qualquer ponto da América Latina, principalmente, sua retaguarda estratégica.

Escudos e lanças

Em junho de 2001, os USA propuseram um acordo bilateral de cooperação militar com Portugal para colocar uma base na "cabeceira" da Europa, mais um ponto de fortalecimento de "escudo antimíssil" ianque naquele Continente. Mas é aqui, na América Latina, em particular a Amazônia Sul-americana, que se encontra infestada de antenas sob controle de satélites, vê a chegada de bases, a presença militar estrangeira, uma área de efetiva intervenção (no caso da Colômbia) e de seus centros de lançamentos, sem contar os escritórios do FBI e da mais terrível organização terrorista de todos os tempos, a CIA. Do ponto de vista militar, a Amazônia Sul-americana está sendo ocupada pelos USA, havendo "perspectivas de ampliação e regionalização" (Henrique Miranda, XII Encontro Na-cional de Geógrafos, setembro 2002 – CNDDA).

O discurso do dia 23 último, proferido pelo porta-voz das frações mais reacionárias da burguesia ianque, G.W. Bush, já não soa como uma nova ameaça de guerra, ou cacarejos que denuciem preparativos de desencadeamento de conflitos em outros continentes, mas ele se constitui na própria ordem de deflagação de sucessivos ataques a vários pontos do Globo, inclusive na América Latina. O Plano Colômbia não passa de um plano anti-Brasil, anti-Venezuela, anti-Equador, anti-Colômbia, anti-Peru, e contra todos os demais países latino-americanos.

Sendo inadiável a necessidade de independência, de autodeterminação dos povos, da mesma forma ela se tornará realizável sob uma única condição: a emancipação das classes hoje oprimidas. Por outro lado, não basta ao império ianque deter o controle de vastas áreas do mundo, porque se tornou impossível administrar o seu próprio território, agora que o imperialismo hegemônico se debate em seus estertores.

Inevitável que os meios dirigentes dos Estados imperialistas, portanto, aumentem, continuamente e sem cessar, o seu poderio militar. É preciso, então, passar para a fase da rapina: "Roubar tudo, queimar tudo, matar a todos", como ansiava o exército fascista japonês, durante a Segunda Guerra mundial. Os escudos não são as armas que o império mais deseja utilizar (ao menos, por enquanto); são as lanças. Sendo que, em última instância, os mísseis nada decidem. O imperialismo necessita, imediatamente, ocupar territórios, levar às últimas consequências a exploração dos povos e acirrar contradições entre as forças que lutam pela independência, impedindo-as de compor um programa comum, de organizar um bloco comum capaz de pôr em debandada o agressor comum juntamente com os tratados lesivos aos povos, seus negócios espúrios, seus derradeiros argumentos e os oportunistas a seu serviço.

Alcântara, encravada em um ponto privilegiado da América Latina (a 20 quilômetros de São Luis, Maranhão), e na Linha do Equador, ao passar para as mãos dos USA, necessariamente deverá atuar num ambiente de seguidas erupções fronteiriças e atender à estratégia de cerco às forças que comprovadamente se insurgem contra o imperialismo e governos fantoches, desde os países cujos territórios compartilham da Amazônia sul-americana àqueles que se situam em áreas mais distantes no Continente. Alcântara pode comportar até 15.000 marines, prontos para intervir diretamente ou treinar e monitorar forças nativas contra-revolucionárias, incluindo as que se fazem passar por "populares", impostoras que atuam no sentido de desviar o caráter e o curso das revoluções na América Latina.

Crimes de traição nacional

O Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, uma área pertencente à Força Aérea Brasileira, de 620 km2, foi cedida aos USA por um "acordo" conduzido num ambiente secreto, e firmado em 18 de abril de 2000. Atualmente, o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas, cujos termos revelam tratar-se bem mais que colocar à disposição dos ianques o controle do território de Alcântara para, ali, instalar ao final uma base militar estrangeira, tramita no Congresso Nacional para aprovação. No Acordo representaram os governos do Brasil e dos USA, respectivamente, o ministro Ronaldo Sardenberg e o ex-embaixador Antony S. Harrington.

O acordo foi assinado invocando lançamentos de foguetes ou satélites que utilizem tecnologias licenciadas pelo governo dos USA, ao mesmo tempo em que "visa regular as atividades conjuntas entre os principais países envolvidos neste mercado", operações que envolverão aproximadamente 30 milhões de dólares, nas condições de máximo potencial na prestação dos serviços de lançamentos. O acordo contempla a política de controle de armamentos dos USA, através do Regime de Controle de Tecnologias de Mísseis (Missile Technology Control Regime – MTCR), do qual o Brasil é membro, desde outubro de 1995, juntamente como outros 28 países. O MTCR foi criado em 1987 pelo G-7 para controlar o desenvolvimento de tecnologia e impedir a transferência de mísseis pelos países semicolonizados tornando-os incapazes de "conduzir armas de destruição em massa", explica o grupo de Trabalho de Política Espacial, no seu relatório técnico 01/2000 – SBPC. Trocando em miúdos, o governo dos USA considera que programas de construção de veículos lançadores de satélites (os VLS) devem estar submetidos ao seu controle. O Brasil havia aprovado a Lei 9112/95 em que comprometia-se a encerrar seus projetos de mísseis balísticos (os SS-300, SS-600 e SS-1000), mas manteve a autorização para continuar o programa espacial para fins pacíficos (Relatório SBPC, citado).

Todavia, restrições dos USA quanto ao uso duplo, por parte do Brasil, permanecem e são visíveis no Acordo que abrange as atividades de lançamento e que utilizem tecnologia espacial envolvendo "lançadores, satélites e subsistemas cuja exportação tenha sido autorizada pelo Governo dos USA" (SBPC, citado), ou seja, lançamentos onde o foguete contenha tecnologia dos USA e satélites ianques (ou de tecnologia ianque) lançados por foguetes de outros países.

O Acordo, em si, tem a propriedade de não abrir nenhuma perspectiva de obtenção de tecnologia avançada para o Brasil. Ao contrário, dificulta e mesmo faz aumentar as restrições quanto ao acesso a essa tecnologia.

Vários termos do Acordo Sardenberg/USA (firmados, ainda assim, depois dos lançamentos frustrados) foram, tal como trechos dos relatórios, contestados por se revelarem inapelavelmente lesivos aos interesses nacionais, destacando-se, entre outros, as seguintes razões: 1) Com a assinatura do "acordo", a área do CLA passa a ser de controle exclusivo dos USA, portanto, inacessível aos brasileiros; 2) Cabe aos USA realizarem inspeções, sem qualquer aviso prévio ao governo brasileiro, nas áreas classificadas como restritas, quanto às demais reservadas ao Centro (vale lembrar : o Governo dos USA terá o direito de inspecionar e monitorar, inclusive eletronicamente por meio de circuitos fechados de televisão... em todas as áreas... onde Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e Dados Técnicos estejam localizados" (S BPC, citado); 3) Os crachás, para uso de áreas restritas, serão emitidos pelo governo dos USA; 4) Ao governo brasileiro será proibido inspecionar qualquer container proveniente dos USA, limitando-se a ratificar declarações apresentadas pelos ianques; 5) Será terminantemente negada qualquer "cooperação tecnológica" a brasileiros por membros de equipe ou de tropa de ocupação no CLA; 6) Nenhuma remuneração paga pelos USA ao governo brasileiro poderá ser utilizada em projeto de desenvolvimento tecnológico espacial brasileiro, limitando-se à manutenção e ao melhoramento da infra-estrutura do Centro; 7) Fica o Brasil proibido de utilizar o Centro para lançamentos de veículos seus ou de propriedade de terceiros países, cujos nomes sejam vetados pelos USA. Sutil, porque os USA sabiam que o Brasil estava negociando, ou já havia negociado, em outros casos, acesso à tecnologia espacial proveniente de outros países não-membros do MTCR

No Artigo VIII, número 3, alínea B, há uma outra preciosidade (de cada parte, pelo que lhe cabe: a arrogância e a submissão): "O Governo do Brasil assegurará a imediata restituição aos Participantes Norte-americanos de todos os componentes e/ou escombros identificados dos Veículos de Lançamentos, Espaçonaves, Equipamentos, Afins... sem que tais componentes ou escombros sejam estudados ou fotografados de nenhuma maneira".

O acordo, ao se referir às "áreas restritas", no parágrafo 3 do Artigo IV, deixa claro que elas ficarão sob o controle direto dos ianques: Em qualquer atividade de lançamento, as Partes tomarão todas as medidas necessárias para assegurar que os Participantes Norte-americanos mantenham o controle sobre os Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e Dados Técnicos, a menos que de outra forma autorizado pelo Governo dos Estados Unidos da América. Para tal finalidade, o Governo da República Federativa do Brasil manterá disponível no Centro de Lançamento de Alcântara áreas restritas para o processamento, montagem, conexão e lançamento dos Veículos de Lançamento e Espaçonaves por Licenciados Norte-americanos e permitirá que pessoas autorizadas pelo Governo dos Estados Unidos da América controlem o acesso a essas áreas...

A comprovação de que por meio de dispositivos assim o governo ianque controlará diretamente as áreas restritas da Base de Alcântara, e que elas se tornarão inacessíveis aos técnicos brasileiros, é acentuada por um outro parágrafo, como o de número 2, do Artigo VI, que estabelece: As Partes assegurarão que somente pessoas autorizadas pelo Governo dos Estados Unidos da América controlarão, vinte e quatro horas por dia, o acesso a Veículos de Lançamento, Espaçonaves, Equipamentos Afins e Dados Técnicos e as áreas restritas referidas no Artigo IV, parágrafo 3... (SBPC, citado).

Há ainda o caso das "obrigações adicionais" com as quais o governo do Brasil se compromete, a exemplo do Artigo II, número I, inciso B: "O Brasil não permitirá o ingresso significativo, qualitativo ou quantitativamente, de equipamentos, tecnologias, mão-de-obra, ou recursos financeiros no CLA, provenientes de países que não sejam membros do MTCR", um despropósito, já que o Brasil negocia cooperação tecnológica na área espacial com países que não fazem parte do MTCR, entre eles a China, Índia e Ucrânia. Seguem-se outros exemplos de inépcia e arrogância sob o impróprio título de acordo.

Como Base Aeroespacial da FAB, Alcântara já registrou e denunciou alguns episódios que comprovam, na prática, algumas das intenções que moveriam o "acordo" firmado três anos depois de registrar-se o seguinte:

Durante o lançamento do primeiro VLS – Veículo Lançador de Satélites, em 2 de novembro de 1997, às 09:25 horas, para colocar em órbita o satélite de sensoreamento remoto do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (como no do segundo VLS 01, para colocar em órbita o satélite de aplicações científicas, Saci 2, em 11 de dezembro de 1997, às 16:39 horas, também um engenho espacial do INPE), os intentos foram frustrados. Nas duas oportunidades, as denúncias revelam a existência de relatórios inconsistentes, absurdamente contraditórios quanto às causas das falhas ocorridas no processo de lançamento dos veículos até a sua "autodestruição", de imediato levantando inúmeras suspeitas de sabotagem.

Denúncias que se seguiram aos episódios apontam até mesmo a existência de um navio ianque, tipo Pueblo, rastreando o lançamento do VSL, em 11 de dezembro, desde a costa do Maranhão, isto é, no mar territorial brasileiro. Vale lembrar, a tecnologia de lançamento utilizada em ambos os veículos é de procedência ianque, tão protegida de interferências da CIA quanto o uso de computadores pela Internet...

Pode-se dizer, o Brasil nunca teve motivos para suspeitar das intenções das potências de ocupar, parcial ou totalmente, o território brasileiro. Muito menos, no que diz respeito ao imperialismo ianque, autor de mais de mil invasões e atos de ingerências graves nos países de todo o mundo, algumas das quais antes mesmos de proclamar a Doutrina Monroe.

Apenas um prolongamento do entreguismo

Tampouco há o que temer, em se tratando de ameaças de ocupação da Amazônia, mas será necessário retomá-la. Quem administra a selva brasileira, quando proprietários estrangeiros já a retalharam continuamente? Quem administra as chamadas Áreas de Proteção: as "reservas indígenas", "reservas extrativistas", "parques nacionais" e "estaduais", além das "florestas nacionais", sob o prisma da "servidão ecológica", para usar uma expressão do professor Nelson Werneck Sodré? Na realidade, são reservas estratégicas do Imperialismo que, em particular, chegam a proibir a presença de qualquer brasileiro não-associado aos projetos, bem como da vigência de leis editadas pelo governo brasileiro que não estejam inteiramente afinadas com os seus interesses. Trata-se de imensas faixas de solo, subsolo e espaço aéreo destinadas à apropriação, à incorporação e à desterritorialização. A tão decantada Amazônia, já totalmente loteada, essa imensa área só é brasileira nas cidades e nas propriedades rurais de capital nacional, uma vez que a selva encontra-se sob rígido controle do imperialismo, através de acordos estabelecidos entre os membros do G-7.

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A Amazônia conheceu, nas últimas décadas, inúmeras ações federais de desenvolvimento de capital concentrador, uma nova política de incorporação de terras, em que, no mesmo período, encontrou similares em toda América Latina. Surgiram, desde então: a Operação Amazônica; a Sudam; Rodovia Transamazônica; as campanhas promocionais para investimentos em pastagens e pecuária. A Região viu surgir os Programa de Integração Nacional – PIN, 1970; Programa de Redistribuição de Terras e de Estímulo à Agroindústria do Norte e do Nordeste – Proterra, 1971; Programa de Agrominerais da Amazônia – Polamazônia, 1974; o PDRI, os Probor, afora Zona Franca etc., etc. Mais tarde, surgiram projetos sob o marketing do ecologismo, do ambientalismo, em meio a episódios tristemente dramáticos e novelescos como o assassinato de líderes sindicais (e mesmo do agente ambientalista Chico Mendes), a desativação de organismos de extensão e apoio técnico, de projetos agrícolas etc. Em seu lugar, aparecem os intermináveis projetos de zoneamento monitorados pelo PPG-7 (Programa Piloto de Proteção à Floresta Tropical ou Programa Piloto do Grupo dos Sete), a chamada Agricultura Familiar, as fraseologias e embasamentos ideológicos do FMI/World Bank e das NGOs.

A estranha e exclusiva "vocação agro-florestal" atribuída à Região, ao longo de 30 anos, vem sendo reafirmada em renovadas versões.

Especialistas e consultores estrangeiros, sob o manto da "cooperação técnica internacional", programas humanitários etc., distribuem ordens aos Órgãos que desenvolvem, com as administrações estaduais, "parcerias" estéreis sob o nome de programas de manejo, de pesquisa e de "desenvolvimento sustentado".

A Bacia Amazônica cobre um terço da América (o maior sistema hidrográfico do mundo e a maior reserva de água doce do planeta), parte espantosamente privilegiada do Continente americano em termos de biodiversidade, com 6 milhões de quilômetros quadrados (dos quais, 3,6 milhões no Brasil), contém 1/3 das florestas tropicais úmidas do Planeta, e de todas essas é a única que ainda mantém considerável massa florestal (em nosso país, já "foram desflorestados 540 000 km2, ou 15% do total, até 1998", conforme INPE, 2000). No interior habitam 160 grupos indígenas, reunindo aproximadamente 180 000 pessoas; 357 localidades remanescentes de quilombos e outros trabalhadores da selva, entre seringueiros, agricultores, fazendeiros, pequenos comerciantes etc., por um lado, e latifundiários, atravessadores por outro. Nada menos de 50% das espécies do planeta estão concentradas na América Latina, sendo o Brasil um dos países de maior biodiversidade. Considera-se que a química fina completou seu ciclo de grandes descobertas e a biotecnologia ganha evidência. Uma das fortes razões para o novo direcionamento "geopolítico", é que o grande filão, a Amazônia encontra-se totalmente disponível, à mercê da economia extrativista ou, pior, neoextrativista, da espionagem, do saque e da pirataria, sob o coman do das poderosas corporações, bastando, para tanto, realizar investimentos mín imos, oferta jamais imaginada.

O império e o fascismo sofisticado

Passadas décadas de dominação econômica e de controle na superestrutura, o imperialismo ianque acaba de abocanhar quase todas as empresas de importância estratégica, de economia mista ou mesmo empresas privadas, tradicionais nos ramos fundamentais da vida material do povo brasileiro.

O imperialismo ianque alcançou sua hegemonia durante a Segunda Guerra Mundial, mas o seu domínio no Brasil é anterior a esse período, e sempre encontrou resistência entre os brasileiros. A criação de bases militares ianques ao redor da Amazônia deriva do curto espaço de tempo que marcou a duração das desnacionalizações de empresas de maior importância estratégica, desde os empreendimentos de economia mista (que os entreguistas deformam para estatais, às empresas privadas de capital genuinamente nacional, as mais tradicionais de diferentes ramos), por ordem de importância para o imperialismo, para o capital burocrático nativo e para os interesses das oligarquias latifundiárias. Tiveram tramitações sem quaisquer impedimentos, como acontecem com a legislação antitrabalhista, a fundação do sistema das No Governmental Organizations NGOs (as King Ongs, que manipulam as ONGs menores no Brasil), de medidas de "segurança", implantação dos escritórios do FBI e da CIA etc. O surgimento de bases militares estrangeiras, notadamente ianques, no território brasileiro não surpreende; já eram esperadas, assim como a absoluta omissão dos candidatos com chance à eleição para a Presidência quanto à crítica ao processo geral de incorporação da economia brasileira ao imperialismo, desde décadas, chegando às denúncias recentes sobre Alcântara. Quando muito, os candidatos desferem ataques contra os vigaristas políticos que recebem para ser alvos de zombarias e alguns processos, protegendo as poderosas frações (ocultas) das classes dominantes que controlam a política e a economia do país.

Com efeito, há duas décadas, Bush (pai) e Kissinger firmaram um documento que propunha reduzir o território mundial a vinte países. A oligarquia tecnocrata tece louvoures aos projetos da Nova Ordem que farão a produção ocupar menos de 50% do espaço na economia mundial. São reeditados os preceitos nazistas da partilha, da ocupação do espaço vital (ver Alca), crendices, divinizações, charlatanismo diversos como o geneticismo etc. O Clube de Roma editou relatórios afirmando ser o principal inimigo da Humanidade ela própria e que também, confessa, cabe eliminar três quartos da população mundial. Uma constatação terrível adianta-se a esses planos: mais da metade da população da África foi exterminada, de 1986 a 1996. A cada momento, um novo Documento de Santa Fé é editado,verdadeiras encíclicas para o genocídio.

As NGOs, no trabalho de educação entre os índios, não se esqueceram de fazer aparecer ricos e pobres na mesma tribo; criaram classes em diversas oportunidades e deles se apropriaram de conhecimentos acumulados durante séculos para a felicidade de laboratórios estrangeiros, da mesma forma como os rendosos negócios de extração de madeira das reservas, ou do comércio ilegal de material genético, das mais raras espécies vegetais e animais cujas propriedades sejam de grande proveito. A Amazônia não é apenas cobiçada, mas retalhada diariamente pelas grandes corporações, a pretexto de assegurar "uma eficaz proteção ambiental", onde acordos "internacionais", tratados espúrios, além da livre ação das NGOs, tornam mais aceleradas as trapaças, os esquemas de espionagem e monitoramento estrangeiro. Não sem razão, os USA, há vinte anos tinham vinte laboratórios de biotecnologia, hoje dispõem de mais de 1,3 mil do ramo.

Aproximadamente 2 milhões de hectares de terras no Amazonas, 1,4 milhão próximo ao Acre, encontram-se, há sete anos, em mãos de uma das maiores predadoras de florestas do mundo, a empresa "malaia" WTK, domínos que representavam, ao tempo em que surgiu, um terço da área inicial do famigerado e extinto Projeto Jarí, cuja extenção de terras era bem maior que aquela informada em documentos oficiais no Brasil.

Vazia, a selva não oferece o "perigo da vietnamização", no conceito pentagonista, tanto melhor quando a ocupação estrangeira é acobertada pelas mais recentes leis antinacionais: de patente, de navegação fluvial, de "internacionalização" (o que é internacional une nações, não as desagrega como tem feito o Império) e desnacionalizações diversas, enquanto o Brasil permanece no ranking mundial dos desmatamentos e de vazio demográfico.

Sucedem-se novos dogmas, modernidades metafísicas e tecnicismo entreguista. Os gerentes tecnocratas criam e cultuam uma pirâmide de "saberes" e em seu topo colocam a falsa ciência do ambientalismo para corresponder às necessidades dos projetos estrangeiros impostos à Região.A crise ecológica é a crise do imperialismo que tudo destrói. O humanismo tecnocrático nada mais é que um disfarce que serve à exploração do homem pelo homem, a exumação das velhas falácias que culpam o homem e inocentam os modos de produção que se fundamentam na exploração do trabalho alheio. Não faz muito tempo, o general Collin Powell vociferou numa rede da TV ianque: "Não temos intenção de invadir a Amazônia, mas o faremos se necessário for".

Crêem os imperialistas que a intensa propaganda despejada contra o nosso povo incapacitou nosos sonhos de liberdade e independência. Puro engano. Os jovens de nosso país devem guardar bem essa frase: "Não é tão simples assim, Mr. Powell. O povo brasileiro, a exemplo de outros povos, saberá no momento oportuno, responder e repelir a tais agressões regando a selva e o solo amazônico com seu próprio sangue. Venha e tente, general!".

Heróis, temos de sobra. Essa frase, por exemplo, foi proferida por um brilhante soldado da Segunda Guerra nos campos da Itália. Foram 94 missões de combate! Trata-se de Rui Moreira Lima, Major Brigadeiro do Ar, veterano do Senta a Pua presidente da Associação Democrática Nacionalista dos Militares – ADNAM.

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Algumas referências cronológicas

1884 USA: Governo do Presidente. Stephen Grover Cleveland, "democrata". Grandes conflitos trabalhsitas. Nascimento de organizações sindicais diversas, como os Cavaleirtos do Trabalho e a Federação Norte-americana do Trabalho.
1889 Brasil: USA. Doutrina Monroe. Joaquim Nabuco, torna-se um dos maiores entreguistas da República, declarando abertamente: "Nossa diplomacia deve ser feita principalmente em Washington. Para mim (...) a Doutrina Monroe (...) significa que nos libertamos da Europa de forma tão completa como a Lua da Terra".
1890 Borracha: Considera-se o ano como início do Ciclo da Borracha.
1891 Borracha: fabricação do primeiro pneu nos USA.
1893 Brasil: Revolta da Armada, 13/07. Tem início no Rio Grande do Sul, prossegue no Rio de Janeiro em 06 de novembro com a adesão de toda a Marinha de Guerra. Derrotada em 13 de março, quando 493 revoltosos refugiam-se em dois barcos portugueses no Rio de Janeiro.
1893 Invasão dos USA: Brasil. Durante a Revolta da Armada, uma grande esquadra, comandada pelo contra-almirante yankee Banham, toma posição aberta contra os insurretos. A Revolta da Armada ocasionou a renúncia de Deodoro, enquanto Floriano Peixoto dizia resguardar a República contra os interesses da monarquia na Europa.
1894 Invasão dos USA: Brasil, 12 de janeiro. Invocando a Doutrina Monroe, o mesmo contra-almirante Banham retorna colocando sua esquadra em posição de combate contra os navios comandados pelo almirante Saldanha, ocorrendo curto combate em que os navios brasileiros não puderam resistir. Dessa forma, Floriano foi mantido no poder.
1902 Amazônia Brasileira: Guerra de anexação do Acre. Em 6 de agosto cai Xapuri (à época denominava-se Mariscal Sucre) em poder das forças de Plácido de Castro. Inicia-se a Revolução Acreana (guerra de anexação).
1927 USA: criação da Fordlândia, às margens do Tapajós
1930 Amazônia Brasileira: Governo do Japão tenta instalar 20 milhões de japoneses na Amazônia brasileira
1933 Terceira Estratégia do Imperialismo dos USA: "Política de Boa Vizinhança" (1933 a 1945). "americanismo".
1935 Alemanha: III Reich. Geociência: geopsíquica, geomedicina. O professor Willy Hellpach, da Universidade de Heidelberg, dizia que apenas dentro dos limites possibilidades biológicas cabem vária realidades ambientais para o homem. Para o professor, as condições geográficas influiriam de forma determinante sobre a personalidade das pessoas, o que chamou de fator psicotrópico. Já H. Zeiss, Instituto de Higiene da Universidade de Berlim, também na década de 30,realizava pesquisas sobre os processos patológicos com base na sua localização espacial. Toda a raiz semita, por exemplo, hebreus, árabes, poloneses (os soviéticos também, evidente), segundo ele e os seus patrocinadores, desenvolviam certas patologias graves em razão do espaço que ocupavam.. Mas os alemães podiam ocupar esse "espaço vital" por pertencerem a uma raça cuja origem territorial era outra, uma das razões de sua superioridade. Fatalismo geográfico. A biopolítica (desenvolvia as doutrinas racistas e a superioridade ariana) e a geoeconomia (economia aplicada de guerra, desenvolvia conceitos econômicos de economia para a guerra), também compôs o quadro de crenças difundidas pelo nazismo, através dos "cientistas" do seu Instituto de Munique (ver 1822, Geopolítica e ver 1975 – A V Estratégia do Imperialismo ianque, ecologia, ambientalismo, coeficiente de inteligência, geneticismo, discriminação positiva, biotipo etc).
1938 Amazônia Brasileira: Pará. "Sob o disfarce de intenções humanitárias foi sugerido ao Governo do Pará a colonização de áreas dos Rios Jarí, Cajari e Paru por 60 mil famílias européias, a maioria de origem judaica". Gestões foram realizadas por uma entidade francesa que "não se lembro da de utilizar a Guiana Francesa para tal fim!"
1938 Partilha do Mundo – Acordos, Conferências e Tratados Internacionais: Acordos de Munique - Alemanha, Itália, Inglaterra e França. (de 28 a 30 de setembro). Os vergonhosos Acordos de Munique manifestam uma aberta capitulação em que Arthur Chamberlain (Inglaterrra) e Edvard Deladier (França) formalizam perante Hitler e Mussoline "o direito de incorporação" dos sudetos, da Tchecoslováquia à Alemanha, permitindo às tropas fascistas a ocupação da Albânia e da Polônia. As frações mais reacionárias da burguesia nos USA, Inglaterra e França, praticam a política de apaziguamento com a Alemanha hitleriana, buscando canalizar a agressão para o Leste.
1938 Amazônia Sul-americana – Amazônia Brasileira - Partilha do Mundo - Conferência de Munique: 28 a 30 de setembro. Inglaterra e França, reconhecendo a geopolítica do Lebesraum (espaço vital), invocado pelos fascistas da Alemanha, Chamberlaim e Daladier, respectivos chefes de governo daqueles países, "oferecem tranquilamente ao fueher a Amazônia brasileira". Hitler rejeita a oferta, e mesmo quando avisado que a proposta tinha o aval de Washington, o primeiro-ministro alega não ter o Estado alemão tradição colonial ultramarina, como aqueles países, preferindo que a partilha territorial se realizasse com os países vizinhos, na Europa. "A impostura ecológica", artigo de Geraldo Mello Mourão, membro da Academia Brasileira de Filosofia, poeta e escritor, Folha de S. Paulo, Tendências/debates, 04 de setembro de 1991
1940 Amazônia Brasileira: USA. "Sob a capa da ICOMI, a Bethlem Steel Company ganhou direito de explorar as jazidas de mangaanês da Serra do Navio, no Amapá"
1941 Amazônia Brasileira: USA. "A Bacia Amazônica, com as suas 2 772.000 milhas quadradas de terras despovoadas e subdesenvolvidas, constitui-se no nosso maior desafio e, um gigantesco depósito de matérias-primas, capaz de acolher 100 milhões de habitantes e, desta forma, transformar-se em um grande mercado para a América industrial, a Amazônia", John Caldwwel King.
Vice-presidente da Johnson & Johnson. Posteriormente, em 1964, chefe da agência Rio da Westen Hemisphere Clandestine Services, subordinada à CIA.
1942 Brasil: Alemanha, 22 de agosto. Declarada guerra à Alemanha e à Itália.
1942 Amazônia Brasileira: USA. "Quem penetrará no Tibete, quem se apoderará do último hectare da Amazônia, ou das colinas da Índia Central, ou da Selva de Bornéu, ou das estepes da Sibéria – o homem de negócios ou o missionário? Quando terminar a guerra, vamos empunhar a espada do Senhor e marchar! Willian Cameron Townsend, dirigente do Summer Institute of Linguistics –SIL e do Junglew Aviation and Radio Services – JAARS.
1945 4ª Estratégia do Imperialismo ianque (1945 a 1975): Guerra Fria, Ponto IV, Aliança para o Progresso, administração semi colonial, continuidade do browderismo, do desenvolvimentismo, surgimento das Três Pacíficas e dos Dois Todos (do social-imperialismo russo).
1945 a 1961 Funcionou a Doutrina Truman (centro da Guerra Fria)
1945 Brasil: Exército. O Brasil perdera na Segunda Guerra 2.000 soldados e 37 navios.
1945 USA: México - fevereiro. Imperialismo impõe fim do nacionalismo econômico na América Latina. Conferência de Chapultepec. Os USA exigem que os países latino-americanos assinem Carta Econômica das Américas, tratado que eleimina o nacionalismo econômico ëm todas as formas", passando a se chamar a doutrina de "a filosofia do Novo Nacionalismo".
1945 USA: São Francisco, 25 de abril. Conforme a Conferência da Criméia, foi criada nesta data, a Organização das Nações Unidas.
1945 4ª Estratégia do Imperialismo dos USA: Guerra Fria – 1945 a 1975 - (Ponto IV, Aliança para o Progresso, Estados semicoloniais na América Latina, em particular, e instalação de 400 bases militares em todo o mundo capitalista).
1946 Panamá: Escola das Américas Soa, famigerada escola de quadros (diplomou cerca de 60 mil mliitares latino-americanos) formando-os em chantagem, torturas e assassinatos (neutralização). Em 2001 mudou seu nome para Instituto de Cooperação de Segurança para o Hemisfério Ocidental – WHISC, operando no Forte Benning, na Geórgia, USA. (Tribuna da Imprensa, 7 de agosto de 2002).
1946 USA: Washington. Criação do National War College.
1946 Inglaterra e USA: URSS. Guerra Fria. Churchill, com seus característicos fricotes de nobreza, pronuncia em Fulton (USA), em 5 de maio, a primeira declaração pública de guerra aos países socialistas e repúblicas democráticas em todo o mundo. Tem início os bloqueios conjuntos: militares, econômicos, sabotagens no aparelho de Estado de diversos países, guerra psicológica maciva, perseguições, pânico anti-comunista, prisões, "julgamentos" etc. Churchill usa a expressão preferida de Goebells sobre a URSS, ao referir-se aos países socialistas e repúblicas democráticas: "cortina de ferrro".
1947 USA: CIA - (Central Intelligence Agency), Agência Central de Informação, criada em virtude da "lei de segurança nacional". Produto da Guerra Fria, a CIA espiona, sabota, assassina, corrompe, alicia, executa a contra-propaganda em prejuízo das organizações e personalidades democráticas e, principalmente, contra os partidos comunistas em todo o mundo. É a maior organização terrorista do mundo.
1948 Amazônia Brasileira: Unesco (sigla da Organização das Nações Unidas para a Educação) tenta criar o Instituto Internacional da Hiléia Amazônica, uma "autarquia" internacional com jurisdição sobre um território que abrangia quase a metade do Brasil. O EMFA tomou posição radicalmente contrária à Unesco.
1948 Brasil: Exército. Criação da Escola Superior de Guerra ESG, outubro. Finalidade prevista (no sentido formal) em seu decreto de criação era o de ministrar aos oficiais do Exército, Marinha e Aeronáutica o curso de alto comando, referido na Lei de Ensino do Exército (conforme D1. 4.330, de 26.2.1942). Os militares fundadores e formadores da ESG, tinham em comum: função de professor, de instrutor com formação superior, ocupando funções estratégicas de comando.
Formavam um grupo coeso em torno da fórmula Segurança/Desenvolvimentismo que reunia os: militar-articulador, o técnico de guerra, o militar-político.
1964 Invasão dos USA: Brasil, 1º de abril. Operação Brother San, no Rio de Janeiro. (a primeira remessa de forças constava de um porta-aviões, numerosos bombardeiros, vários navios de guerra e quatro petroleiros), garantindo o golpe contra-revolucionário e a instalação definitiva do poder semicolonial com o apoio das classes contra-revolucionárias nativas.
1965 Amazônia brasileira: médico Sérgio Pereira, da USP, após ter pesquisado o veneno da jararaca, descobriu uma substância que provocava a queda da pressão arterial. A descoberta foi patenteada por laboratório estrnageiro, dando origem a uma série de anti-hipertensivos, movimentandoi bilhões de dólares ao ano.
1966 USA: Daniel Keith Ludwig convidado por membros do governo para montar projetos na Amazônia, chega no ano seguinte. Declara ter adquirido 1,5 milhão de hectares, mas verifica-se, possui 6 milhões. Projeto faraônico, ligado a empresários brasileiros. Ao final, seus domínios são repassados ao Brasil por vultosa soma.
1967 Amazônia brasileira: Criada a entidade de defesa da Amazônia, Campanha Nacional de Defesa e pelo Desenvolvimento de amazônia (CNDDA)
1967 Amazônia brasileira: Hudson Institute. Internacionalização. O Projeto dos Grandes Lagos. Surgiu com a confirmação da existência das jazidas de ferro em Mutum, na Bolívia (30 mil toneladas) e a descoberta de grandes jazidas minerais na Amazônia. Previu-se, então, o transporte dos minérios para os dois oceanos, mais facilmente chegando aos USA e ao Japão. O maior dos Lagos (seriam sete grandes lagos) teria 240 km2, tornando-se necessário submergir parte de Manaus e mais sete cidades. Previa-se, em qualquer das hipóteses, a construção de "um mar interior", totalizando 400 mil quilômetros quadrados, possibilitando a navegação desde o Orinoco e o Amazonas até o Rio da Prata. Projeto assinado por Herman Kahan.
1968 Brasil: IBGE. A partir desse ano, a administração tecnoburocrática passa a utilizar o racionalismo matemático nas suas publicações que se tornam impregnadas de abordagens neopositivistas e funcionalistas, valorizando os métodos da Escola de Chicago, sendo que os defensores da Geografia Quantitativa não mais conseguiram ultrapassar o limite descritivo dos fatos.
1975 Estratégia do Imperialismo Ianque. Ver "desanuviamento internacional" (fim da Guerra Fria - 1945 a 1975 - e início de alianças abertas entre os USA e a URSS) "Globalização", "Nova Ordem", "Direitos Humanos", "Ecologia" "Ambientalismo"
1983 Amazônia Brasileira: Inglaterra. "Se os países subdesenvolvidos não conseguem pagar as suas dívidas externas, que vendam suas riquezas, seus territórios, suas fábricas". Margareth Tatcher, ministra.Tatcher, comenta-se, tem participação nos negócios da Serra do Navio, Amapá, local onde já foi vista algumas vezes, procedente da Guiana
1983 USA: Ofensiva imperialista. Reagan anuncia seu programa de Iniciativa de Defesa Estratégica (Strategic Defense Iniciative SDI), Guerra das Estrelas.
1989 Amazônia Brasileira: USA. Vice-presidente dos USA, senador Al Gore, quando candidato à Presidência: "Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é deles, mas de todos nós".
1989 Amazônia Brasileira: François Mitterrand, quando presidente da França: "O Brasil precisa aceitar uma soberania relativa sobre a Amazônia".
1989 Amazônia Brasileira: Grupo G-7. "Proposta ao presidente Sarney para o Brasil ceder determinados direitos para os sete grandes explorarem ecossistemas da Amazônia".
1989 Amazônia Brasileira: Primeiro-ministro do social-imperialismo russo, período final do retorno ao capitalismo na ex-URSS: "O Brasil deve delegar parte dos seus direitos sobre a Amazônia".
1993 USA: The Nature Conservancy, NGO ianque desenvolveu campanhas para angariar recursos destinados à compra de grandes áreas na Amazônia.
1996 USA: FHC sanciona lei que reforma o Código de Propriedade Industrial e o Registro de Patentes.
1999 USA: OEA. Estabelece o ComitêIinteramericano Contra o Terrorismo - CICTE
2000 USA: Brasil. Protocolo 505, que permite obter armas e equipamentos dos USA. Como contrapartida, o imperialismo ianque obteve o uso da Base Militar e de Satélites de Alcântara. Nenhum brasileiro pode entrar ali sem permissão. O convênio foi realizado sem o conhecimento do Parlamento Brasileiro, informa uma publicação denominada Movimento Popular Perú. www.solrojo.org/mpp, março de 2002
2002 USA: Bush Jr. deflagra a "Nova Arquitetura de Segurança Hemisférica" com centro e eixo principal na região andina, para o controle da América do Sul.

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