Os latifundiários não perdoam


A história do Pontal do Paranapanema até o final da década de oitenta do século passado foi marcada por grilagens das terras públicas sob o beneplácito de vários governos paulistas e do governo federal. No início da década de noventa o Movimento dos Sem Terra inicia a luta para tomar as terras para os camponeses pobres, transformando uma região abrangida por cerca de 22 municípios e sob o domínio do atraso do latifúndio, numa região altamente promissora, onde cerca de quatro mil famílias que ganharam seu pedaço de chão passaram a plantar café, feijão, milho, algodão, mandioca, criar gado bovino e outros animais de pequeno porte e desenvolveram a horticultura e a fruticultura.

Hoje, nas setenta e oito áreas tomadas pelos camponeses funcionam cerca de cinqüenta tratores cuja administração é entregue aos grupos de produção. A cooperativa está montada para desenvolver o laticínio, o beneficiamento de frutas e o armazenamento de cereais.

Ali também funcionam as escolas onde mais de quinze mil crianças estudam e suas escolas são acompanhadas por conselho de pais e um assistente pedagógico do movimento que zelam por uma orientação do ensino no sentido dos interesses dos camponeses pobres.

O tempo livre das famílias é ocupado pela prática do esporte onde dezenas de times de futebol promovem torneios e jogos com visitantes. As tradições de cada região passaram a ser resgatadas como é o caso da folia de reis e o forró.

Prosperidade

O comércio da região tornou-se próspero, a venda de insumos e equipamentos agrícolas, alimentos não produzidos pelos camponeses, roupas, móveis e eletrodomésticos, farmácias, cabeleireiros, sorveterias.

O preconceito e a discriminação, dos tempos da chegada dos sem terra, cederam lugar ao respeito e à integração da cidade e do campo. Os latifundiários não conseguiram isolar o movimento, pelo contrário, mesmo contando com o acobertamento do Estado, isolaram-se com seus jagunços.

Na verdade foram os camponeses os principais atores na construção desta nova situação no campo (as massas é que fazem a história), mas é inegável a participação e a liderança de José Rainha na condução da luta no Pontal do Paranapanema. Este é o crime que a justiça do latifúndio não perdoará jamais.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

Se você acredita na Revolução Brasileira, apoie a imprensa que a ela serve - Clique Aqui

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de Apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro

E-mail: [email protected]om
Reuniões semanais de apoiadores
todo sábado, às 9h30

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda (licenciado)
Victor Costa Bellizia (provisório)

Editor-chefe 
Victor Costa Bellizia

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão (In memoriam)
Henrique Júdice
Matheus Magioli Cossa
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação
Ana Lúcia Nunes
João Alves
Taís Souza
Gabriel Artur
Giovanna Maria
Victor Benjamin

Ilustração
Victor Benjamin