Opiniões - 3

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Otavio Ianni

Parabenizo o AND pela publicação do artigo do Prof. Otávio Ianni e gostaria de aproveitar para fazer uma avaliação do último Encontro Anual da SBPC em Goiânia.

A realização da reunião anual da SBPC é uma mostra patente do quanto estamos distantes de ter em nosso país uma ciência que seja expressão da cultura nacional, popular e de massas.

A primeira impressão para quem adentrava o Campus da UFG era a de que estava chegando a um evento no qual estavam sendo apresentadas as “realizações” governamentais nos níveis municipal, estadual e federal, tamanha era a quantidade de Stands com propaganda de empresas e órgãos públicos, muitos bem distantes dos objetivos da reunião, a não ser que a famigerada ABIN tem expressivas contribuições para o progresso da ciência.

Ao entrar em contato com o roteiro das comunicações, mesas-redondas, conferências, a impressão do participante era de um evento do Estado, diante da quantidade de técnicos das agências governamentais como Ibama, Incra, Emater, Embrapa e dos vários Ministérios. Infelizmente, a comprovação da primeira suspeita viria com a apresentação das experiências e projetos em andamento, quase todos bancados por instituições “mui amigas” como Banco Mundial, Banco Interamericano ou fundações e financiadoras vinculadas ao imperialismo norte americano, europeu ou japonês.

E, assim foi.

A UNE — esta instituição atacada de grave doença degenerativa — estava mais preocupada em organizar os eventos festivos do que em chamar a juventude para discutir os fundamentos de uma ciência voltada para a realidade do povo brasileiro como consta nos oportunistas programas das chapas em disputa pelos CAs, DCEs e pela própria UNE.

Em encontros, pouco prestigiados, mas com público bem interessado pudemos ouvir as denúncias, as queixas e lamentações de alguns cientistas, professores e até alguns técnicos das instituições governamentais que foram ao evento pensando que ali encontrariam eco para sua revolta.

Pouco tempo, uma hora, foi reservado ao Professor Otávio Ianni para que fizesse uma conferência sobre o mundo após o 11 de setembro de 2001, sem direito ao debate.

Henrique Gomide da Paz
Estudante de Geografia
Brasília — DF


Assinem o jornal AND

Saudações a todos brasileiros, nós da Resistenciabr temos a honra de enviar a página abaixo de um jornal que encontramos numa banca e compramos o número um e o número dois. É espantoso como podem colocar tanta matéria assustadora em um jornal. Procurem todos comprar este jornal. Assinem, são verdadeiros livros em forma de jornal, denunciando o grande esquema de dominação pela domação que toda a humanidade passa, em especial nós, dos países não hegemônicos. Nós todos do Resistenciabr, parabenizamos a equipe do grande jornal A Nova Democracia.

www.resistenciabr.hpg.com.br


Renegados

Com o fim do PCB na década de sessenta, vários grupos revolucionários, contrários à ditadura militar e favoráveis ao socialismo, passaram a lutar pela causa do povo. Depois da anistia, no entanto, esses mesmos combatentes, como que negando os ideais que cultivavam no passado, comprometeram-se a não mais questionar as regras impostas pelo sistema. Dessa forma, muitos deles foram acolhidos pelo Estado, bem como por todas as suas instituições.

Adequando-se aos novos tempos, Roberto Freire decretou o fim do PCB, entregou seu acervo a Roberto Marinho e criou o PPS; Lula criou o PT e João Amazonas tomou a liderança o PC do B.

A superestimação do inimigo aparece como a causa mais plausível da traição desses ex-combatentes, que passaram a justificar suas ações em fundamentos filosóficos elaborados nos centros imperialistas americanos e europeus. Nesse sentido, idéias como a do fim da história, das ideologias e das utopias são difundidas hoje com um sotaque de esquerda, enquanto o Estado burguês se deteriora a cada dia.

As expressões mais evidentes desse comportamento se revelam, assim, na diplomacia de José Dirceu e seus conchavos em Wall Street, no Plano de repressão ao povo de José Genoíno e, dentre outras coisas, na posição de Roberto Freire como senhorio da sigla alugada por Ciro Gomes após sair do PSDB.

Carlos Figueiredo
Santos — SP


Reclame!

O prefeito não dá aumento para os funcionários. Não falo, aqui, de virarem marajás. Mas, de terem salários decentes! Com funcionários empobrecidos, quem defenderá o Estado? Os deputados, estes nunca reclamam. Então, a situação fica como está. “Não há dinheiro”, é a desculpa. Entretanto, o governo pode emitir moeda. Por que não o faz? Inventam as mais diversas desculpas.

“É inflacionário. Temos que conter os gastos do Estado.”

A Renda Nacional, reunião de tudo que o governo arrecada, deveria ser usada somente em duas rubricas: Gastos do Governo (pagamentos) e Investimentos (obras, reparos, construções), mas surgiu uma nova: dívida.

Os órgãos internacionais vivem exigindo corte nos gastos do governo.

Com que finalidade?

Só podemos concluir que é para haver maior disponibilidade de recursos para pagar os juros da dívida e, com tal atitude, acarretam um enfraquecimento do Estado, com funcionários empobrecidos, vivendo no aperto e precisando descobrir outras atividades para complementar seu salário. Ante tal situação, torna-se escasso o tempo para pensar, estudar e aperfeiçoar-se no trabalho.

Ressalte-se que a busca de complementação do salário, muitas vezes, é feita em projetos para empresas particulares e mesmo ONG's, ficando o funcionário com a obrigação de facilitar as tramitações no órgão público.

Nesta equação, os investimentos vêm sendo reduzidos e a dívida crescendo astronomicamente. Em 1994 era de 64 bilhões de reais, atingindo, hoje, valores em torno de 700 bilhões.

A que se deve o seu crescimento vultuoso?

Um importante fator são os financiamentos em dólares que vêm sendo obtidos para financiar obras que não exigem moeda estrangeira. Assim, obras como construir galerias de águas pluviais, reformar prédios, recapear estradas, fazer saneamentos, não exigem moeda estrangeira, pois tudo é pago com a moeda nacional, o real. Operário, engenheiro, empreiteiro, todos recebem em real.

Se tal acontece, para que o empréstimo?

Que governo é esse que admite uma situação absurda desta e não administra os financiamentos em real?

Há, ainda, a incrível atitude de usarem o dinheiro brasileiro dos Bancos de Investimentos para financiar estrangeiros na compra de nossas empresas.

É inaceitável este absurdo!

Reclame! Reaja!

Dê uma lição nestes maus brasileiros.

Rui Nogueira
Médico — Brasília — DF


Parceria

Primeiro quero parabenizar a iniciativa do jornal. É muito interessante. Meu nome é Michelle Sales, sou estudante do curso de comunicação da UFC e faço parte de um grupo que desenvolve trabalhos de pesquisas, artigos, etc, sobre cinema. O grupo se chama “Resgate”, e gostaria de saber se vocês se interessam em parceira, colaboradores e opinião.

Michelle Sales
Fortaleza — CE


Alternativa?!

Gostaria de participar da Imprensa Alternativa, porque não tenho coragem de assistir à Grande Imprensa. Possuo alguns textos altamente críticos, numa linguagem descontraída no qual trabalho com conscientização de jovens. Estou escrevendo um pequeno livro para ser lançado em janeiro de 2003, no Fórum Social Mundial.

Kovak
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Lutas populares

Achei muito bom o jornal “A Nova Democracia”. Para que seja ótimo, considero que precisa dar voz aos que certamente discordam da avaliação que fazem vocês sobre o novo perfil do PT (representante de uma fração nacionalista da burguesia, mais especificamente da mineira). Para tanto gostaria ver exposto o contraponto de alguma liderança da cúpula oficial do PT. Por outro lado, gostaria de continuar lendo artigos de pessoas como Dércio Garcia Munhoz e Lauro Campos que pouco ou nenhum espaço ganham na grande imprensa nacional.

Mas, o que mais me impactou mesmo foi a reportagem sobre lutas populares no Brasil como os movimentos sociais que aconteceram em reação às oligarquias nordestinas em Caldeirão e Pau de Colher. Sugiro uma pesquisa-artigo sobre a resistência dos negros escravos na Capitania de São Jorge dos Ilhéus, mais especificamente no engenho de Santana, implantado este por Mem de Sá nas terras da sesmaria que lhe fora doada por Jorge de Figueiredo Correia. Esse é um momento pouco conhecido da história regional baiana e brasileira, por ser uma resistência popular. O artigo sobre o Lloyd, muito esclarecedor do papel de Serra no desmonte de um projeto nacional para o Brasil. Sindicalistas como Luciano Ponce deveriam ser escalados para, pensando num projeto nacional, narrar como está sendo ou foi o desmonte de cada uma de suas áreas nestes governos neoliberais.

Sócrates Moquete-Guzmán
Porto Alegre, RS

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