Putin faz massacre e considera um sucesso

Familiares das vítimas do sequestro no teatro protestam em frente ao Kremlim

O assombroso desfecho da invasão do teatro do Palácio da Cultura, em Moscou, por separatistas chechenos, na madrugada do sábado dia 26 de outubro, tem todas as características do "jeito ianque de armar encrenca". A reação desesperada de Vladimir Putin ao quase dizimar tanto os separatistas como os reféns, já que apenas 260 das cerca de 750 pessoas que estavam dentro do teatro saíram com suas próprias pernas, sendo as demais mortas ou gravemente atingidas pelas cápsulas de gás jogadas para dentro do recinto pelos soldados russos, indica uma resposta imediata ao que seria uma provocação .

Muito embora os separatistas tenham sido logo associados a Bin Laden e à Al Qaeda, outros elementos levam a crer que armou-se ali uma provocação do tipo já tão batido, mas tantas vezes utilizado pela CIA. Convém lembrar que Bin Laden e sua organização saíram dos laboratórios deste engenho de maldades.

Putin vinha, junto com a China e a França resistindo a dar carta branca ao império ianque para atacar o Iraque e, de repente, recebe um golpe vindo de um setor cuja história está vinculada às tentativas de desmembramento do Cáucaso e, por conseguinte, do abundante petróleo daquela região.

Se por um lado o império norte americano mostra a sua capacidade de provocar distúrbios, por outro lado, Putim se apoiou na própria doutrina Bush de luta contra o terrorismo para massacrar os separatistas chechenos.

Entre pugnas e conluios as nações imperialistas descarregam sobre os povos a sua ira, arvorando-se como detentores da verdade e árbitros do destino das nações. A posse de gases letais não é questionada quando nas mãos dos imperialistas, eles podem tudo.

Porque afirma que o Iraque tem armas químicas os EUA querem fazer uma guerra. Armas que, se existem, é quase certo que tenham sido introduzidas no Iraque pela mesma CIA na década de oitenta do século passado quando o mesmo Iraque e o mesmo Sadam foram manipulados contra o regime dos Aiatolás no Irã.

Pressionar, pois, com levantes e distúrbios em suas fronteiras seria uma das formas que Bush teria para alinhar a Rússia a seus planos de agressão ao Iraque.

E por falar em gases

No A Nova Democracia nº1 publicamos um artigo sobre "As Últimas Armas do Império Agonizante", que afirma na pag. 21: "Cabe esclarecer, o surgimento da indústria química militar data da aplicação da pólvora para fins militares. Com o tempo, as armas químicas com grande poder explosivo tornaram-se, então, necessárias para conter multidões e não apenas os poderosos contingentes armados e fardados. Nos limites dessa conceituação, incluem-se os gases tóxicos mortais e muitos outros que atuam sobre o sistema nervoso e a sua utilização aparece na primeira guerra imperialista (1914 a 1980). Sucedem -se o cloro, o gás de mostarda (iperita), o disfogêneo, o fosgêneo, a adamita, o monóxo de carbono, o cianeto, herbicidas como o napalm, amplamente empregado na guerra do Vietnã (1964 a 1975) etc., e , na década de 70 , aplicados na Amazônia brasileira pelos grandes latifundiários. Em 22 de abril de 1915, os alemães lançaram contra os franceses 168 toneladas de gás cloro sob pressão, com um saldo de 5.000 mortos. Somente naquele ano três novas experiências foram levadas a cabo."

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