A luta contra a administração petista e o oportunismo sindical

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No dia 10 de abril o magistério de Vitória/ES iniciou uma greve contra o executivo da capital governada pelo partido dos trabalhadores. Movimento que exigia a reposição das perdas salariais, 35% de gastos com a educação e melhores condições de trabalho, outrora promessa de campanha do atual prefeito João Coser/PT. Ao longo desta administração fomos ludibriados com falsas promessas, com retrocessos no nosso plano de carreira e vencimentos, e inclusive com subtração de recursos da educação para a já conhecida nacionalmente: FINATEC.

Usando novamente das mesmas táticas dos seus antecessores tucanos, os neotucanos petistas impetraram ação na justiça e obtiveram êxito pedindo a ilegalidade da greve. O Juiz Cristóvão Pimenta (o mesmo de sempre, arquiinimigo dos professores de Vitória) concedeu liminar considerando a greve ilegal, num atentado direto a um direito dos trabalhadores, garantido na constituição brasileira. Os professores não se curvaram frente à justiça burguesa e mantiveram o movimento paredista, tendo a clareza que no capitalismo o direito da grande maioria não passa de uma formalidade legal.

A pelegagem petista do nosso sindicato
tentou impedir o acirramento da luta
e conspirou contra o nosso movimento

Além do executivo e do judiciário o magistério teve que enfrentar vários outros obstáculos. A pelegagem do grupo hegemônico petista da direção do nosso sindicato que o tempo todo tentou impedir o acirramento da luta e conspirou contra o nosso movimento. Produziu documentos contra a categoria e boicotavam as decisões da assembléia. A CUT produziu nota no jornal de maior circulação da imprensa capixaba, atacando os trabalhadores. Por fim, o executivo não podendo enfrentar a desobediência civil dos professores utilizou a associação de pais (ASSOPAES), cujo dirigentes são na sua maioria petistas, para impetrar ação no ministério público contra os professores. O referido ministério como era de se esperar no seu despacho, "ameaçou" de processo individual, civil e criminal, contra todos professores que persistissem no movimento.

No dia 06 de maio, demos um passo atrás, e retornamos as nossas atividades diárias, mas com um calendário que manterá a continuidade da luta. Contudo a greve serviu para desmascarar toda a pelegagem petista que em Vitória encontra-se entranhada em todo o tecido social. Fato evidenciado na Assembléia onde aprovamos duas notas de repúdio ao PT e a CUT, bem como o impedimento de qualquer informe que atenda aos interesses desta entidade sindical traidora. Quem sabe um primeiro passo para a desfiliação do nosso sindicato desta pseudo-entidade.

O jornal de membros da base, de oposição ao oportunismo vigente na direção sindical, intitulado "Iskra, nº10" inicia afirmando "A greve de Vitória, no abril vermelho, é uma marca histórica de resistência e ousadia de uma categoria que se recusou a ‘baixar a cabeça’ frente ao descaso com a educação, o autoritarismo e a repressão do partido dos trabalhadores. Os neotucanos petistas demonstraram que seus tentáculos atingem para além do executivo, corrompendo todo o tecido social. Um ataque à dita autonomia dos movimentos sociais e dos poderes da república burguesa e por consequente o desmonte do tão proclamado ‘Estado de Direito’. Definido, pela prática social, como o direito dos poderosos e seus representantes de explorar a classe trabalhadora!"  E Conclui conclamando: "Magistério de Vitória! Cabeça erguida, Avante! Na menor das hipóteses estamos sendo exemplo, referência para outras lutas, plantando a semente da contestação, da não indiferença, da rebeldia, da não aceitação passiva da exploração. Nossos alunos estão tendo o exemplo da cidadania, bem como a comunidade escolar, que nenhum livro pode ensinar. A aprendizagem viva, inserida na luta. O futuro pertence aos trabalhadores!"

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