Opiniões - 44

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Nós já sabíamos

Companheiros do Jornal A Nova Democracia,

Não é nenhuma surpresa o fato de estourarem recentemente as acusações de desvios milionários dos empréstimos do BNDES onde o Sr. Paulinho da Força Sindical (PDT-SP) está envolvido até o pescoço.

Ele e seu braço direito, o lobista João Pedro de Moura, assessor da Força Sindical, foram citados dezenas de vezes no extenso relatório da Polícia Federal que investigou o esquema de desvios de verba.

Este fato é apenas mais um da tragetória bandidesca traçada por este elemento no Movimento Sindical. O Sr. Paulinho é conhecido não somente pela sua colaboração com este governo oportunista do PT e seu papel na aplicação das suas medidas antioperárias, mas também pelo seu histórico de conciliação e colaboração de classes com os grandes empresários e monopolistas e pelas suas negociatas que custaram o arrocho o desemprego e a miséria para milhares de metalúrgicos.

No entanto, entendemos que ele só está sendo posto fora da turma porque não é membro de nascimento das classes dominantes, não tem pedigree, apesar da extensa folha de serviços prestados.

Hoje, apenas se tornou público o que o Movimento Sindical Classista já denunciava há muito tempo.

Osmir Venutto
Presidente do Sindicato da Construção de Belo Horizonte e Região


Divulgação em brigadas

Parabenizo o José Ricardo pela excelente matéria A Imortal Stalingrado do nº 41. Com toda a justiça o artigo mostra o papel decisivo do camarada Stalin — "O genial guia dos povos" — na derrota do nazi-facismo

Stalingrado foi o começo do fim para o 3º Reich. Foi a maior batalha da história.

Na Segunda Guerra Mundial, a União Soviética perdeu entre 22 e 25 milhões de seus melhores filhos, dos quais 5 milhões eram comunistas.

Stalin, chefiando o glorioso partido comunista bolchevique da União soviética foi decisivo na construção do socialismo: coletivização e industrialização em 8 anos (1933: ano que Hitler tornou-se chanceler da Alemanha à 1941, quando começou a guerra). Neste período a União Soviética, dirigida pelo Partido Comunista, com Stalin à frente, construiu poderosa indústria bélica e pesada.

A obra de denegrir Stalin interessa ao imperialismo, à burguesia, aos facistas e a todos reacionários, aos revisionistas seguidores de Kruchov, Teng Siao Ping, ao Trotskismo, ao oportunismo e a toda laia de inimigos do povo. A esmagadora maioria dos materiais produzidos pela indústria do antistalinismo tem a CIA, o Mossad e ou tros serviços de inteligência e espionagem dos países imperialistas como seus financiadores e mentores.

Continuem falando a verdade sempre ao lado da justiça e das massas em seus artigos.

O número 43 está bom e o artigo do Fausto Arruda está excelente.

Em breve teremos 4 brigadas de divulgação em 4 áreas da cidade em locais fixos para a venda de A Nova Democracia. Faremos também brigadas de divulgação semanais em locais diferentes.

Com respeito às brigadas, elas estão sendo feitas, lutando para que façam relatório a fim de que vocês fiquem cientes de que elas estão dando certo.

A brigada é excelente na agitação política, na divulgação e venda do jornal, como nos contatos.

Saudações revolucionárias

Miguel Arcanjo de Oliveira
São Paulo, SP



Senador Canedo – GO

Servidores obtém vitórias

Os trabalhadores do município de Senador Canedo sofrem uma absurda política de arrocho salarial imposta pelo atual prefeito, o empresário Vanderlan Vieira Cardoso. Nas palavras de Antônio Gonçalves Rocha Júnior, Vice-presidente do SINDCANEDO (Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Senador Canedo) e militante da Liga operária,

— O ano de 2008 iniciou com várias dificuldades para a vida dos trabalhadores, já que o preço da maioria dos gêneros alimentícios aumentou muito, reduzindo o nosso poder de compra. Em Senador Canedo o problema não é diferente, os trabalhadores estão com seus salários arrochados e os preços dos alimentos aumentam as nossas dificuldades. O prefeito empresário, como todos os políticos, fez várias promessas durante as eleições e depois não cumpriu nenhuma, o que nos demonstra que as eleições são uma farsa e não alteram realmente a vida do povo. Os nossos direitos serão conquistados somente com a luta e não com eleição.

Entre as reivindicações dos trabalhadores as principais eram: reajuste salarial de 20%; plano de carreira; redução dos 6% de desconto do vale-transporte; criação da CIPA; fim das terceirizações e do Banco de Horas; entre outras. O SINDICANEDO apresentou suas reivindicações e buscou negociar com a prefeitura que se mostrou fechada e intransigente. Dia 14 de março em assembléia massiva na sede do SINDICANEDO, onde compareceram trabalhadores de várias categorias, definiram entre outras a proposta de reajuste de 20% e a pauta de reivindicações que fora entregue na prefeitura, via oficio do sindicato, na tarde do mesmo dia.

O então secretário de administração, Brito, apresentou uma proposta de 8% o que levou a sua imediata demissão, o prefeito Vanderlan apresentou uma proposta de 5,5%. Essa proposta foi rejeitada em assembléia, iniciando um longo processo de luta entre os trabalhadores e a prefeitura. Dia 27 março outra grande assembléia reafirmou a disposição dos trabalhadores de mobilizarem ainda mais e lutarem por mínimas condições de trabalho e melhorias salariais.

No dia 15 de abril ocorreu outra paralisação com assembléia na sede do Sindicato para discutir como se daria a negociação coletiva de todas as categorias de servidores da prefeitura. Atingindo um total de 300 participantes. A Assembléia decidiu realizar uma nova paralisação no dia 29 de abril com indicativo de greve.

Foram necessárias três paralisações que duraram cerca de oito dias, com adesão de várias escolas, unidades de educação infantil, guardas, agentes de saúde, fiscais, trabalhadores da companhia saneamento, motoristas, limpeza urbana, entre outros. Somente depois da luta e união das categorias é que a prefeitura atendeu parte das reivindicações exigidas pelas categorias. A disposição de luta da categoria e sua crescente mobilização organizada e conduzida pelas próprias massas que possibilitaram essa importante vitória. Mesmo que o movimento não atingisse todas suas reivindicações a prefeitura se viu obrigada a negociar e conceder pontos importantes.

A prefeitura, como sempre, não apresentava nenhuma proposta de reajuste salarial para os trabalhadores. Tirou da manga a lei eleitoral que não permite o reajuste salarial acima da inflação em ano eleitoral. Os trabalhadores então, exigiram a correção salarial através do índice da Fundação Getúlio Vargas (IGPM) que apontava 9,1%, sendo bem diferente do índice de inflação fantasiado pelo Governo LULA (INPC) e utilizado pela prefeitura para negociar, que apontava 5,5%.

Conseguiram através da luta os seguintes pontos:

  • 9,1% parcelado: sendo 5,5% no pagamento de maio e o restante no pagamento de agosto;
  • Redução do desconto do vale transporte: passando de 6% para 1%;
  • Criação da CIPA até o final de junho;
  • Regularização da situação dos trabalhadores que estão com as férias vencidas;
  • Promessa de regularização da situação da jornada de trabalho dos professores de primeira fase;
  • Não corte de ponto dos funcionários que pararam.

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