Opiniões - 48

A- A A+

União da pelegada em São Paulo

São Paulo, 15/novembro/2008

Prezados jornalistas do A Nova Democracia

Há vários anos trabalhando e sofrendo a opressão dos patrões e o arrocho salarial nas empresas metalúrgicas de São Paulo, venho manifestar nesse jornal democrático toda minha repulsa e dos meus companheiros de trabalho com a manipulada e tendenciosa eleição da diretoria do nosso Sindicato dos metalúrgicos de São Paulo. Somente uma chapa concorrerá na farsa de eleição que ocorre nos dias 9, 10 e 11 de dezembro.

Os corruptos Medeiros e Paulinho continuam na diretoria e o caro material de campanha da chapa única traz apoios da CUT, Força Sindical, CTB, UGT, CGTB e Nova Central; mostrando o conluio que as centrais sindicais, atreladas nos cargos e recursos do governo, vêm tendo na prática. Os pelegos estão todos juntos na defesa das mamatas e na traição aos trabalhadores!

A gangue da farsa sindical segue dominando o nosso sindicato e praticando um sindicalismo mafioso e de colaboração com a patronal e o governo. A tesoureira do sindicato é a mulher do Paulinho. Ambos também envolvidos em diversos escândalos, como o desvio de recursos do BNDES, fariam corar de vergonha o histórico "pelego" Joaquinzão, dirigente sindical com posições atrasadas, mas que morreu em um asilo, sem nenhum patrimônio. Medeiros, Paulinho & Companhia fizeram do nosso sindicato trampolim eleitoral e fonte de negociatas e hoje estão milionários e fazem de tudo para não perder as mamatas.

Já vai longe o tempo da OSMSP — Oposição Sindical dos Metalúrgicos de São Paulo, formada por sindicalistas combativos que lutavam contra a estrutura sindical oficial atrelada a ditadura. Hoje é preciso reconstruir uma nova oposição sindical, solidamente estruturada em núcleos clandestinos nos locais de trabalho, que se bata contra esta podre estrutura sindical atrelada ao Estado da burguesia e latifundiários e que puxe o caminho da luta e não o da traição, da manipulação e da conciliação!

Para evitar perseguições dos pelegos e da empresa, peço que não publiquem o meu nome nem o da fábrica onde trabalho. Envio minhas saudações e um viva à luta dos metalúrgicos de São Paulo, que não merecem ter no Sindicato essa diretoria traidora, venal, corrupta e patronal.



Revisionismo
do mundo inteiro

Olá caríssimos,

Enquanto os verdadeiros democratas de todo o mundo discutem a necessidade urgente da reconstrução de Partidos proletários capazes de conduzir processos revolucionários exitosos, que destruam os Estados reacionários e erijam outros que atendam aos interesses das classes revolucionárias, os revisionistas pisam sobre o nome do nosso Partido e usam o nome de nossos heróis para realizar seus encontros espúrios.

Qual não foi a minha surpresa quando li na internet que o PCdoB estava realizando um Encontro Internacional de Partidos "Comunistas e Operários" de todo o mundo, em São Paulo, de 21 a 23 de novembro. O Encontro reuniu cerca de 70 partidos que se dizem comunistas, socialistas e operários, mas que não passam de revisionistas e reformistas, uma vez que, na prática, negam o processo revolucionário e suas práticas se concentram em participar de processos eleitorais ou ser partidos satélites, como o PCB e o PCdoB, no Brasil.

Nenhum partido que, atualmente, dirige um processo revolucionário participou deste Encontro. Mas, os que se alinharam ao sistema e utilizam a alcunha comunista para suas práticas de corrupção, havia aos montes, a começar pelo Partido Comunista da China. Enquanto os Partidos verdadeiramente comunistas dirigem processos revolucionários, como o Partido Comunista do Nepal (maoísta) e o Partido Comunista da Turquia (ML) — por maiores que sejam as contradições internas dentro destes Partidos e nos processos que dirigem —, os revisionistas fazem o que já é de praxe, falam de socialismo abstratamente e discutem como continuar usufruindo as benesses do sistema.

Ana Maria Ferreira
Goiânia – GO



Chacina em União Bandeirantes

RO, 24 de novembro de 2008

No dia 20 de novembro três camponeses indefesos foram assassinados covardemente a tiros numa emboscada numa linha em União Bandeirantes. Os responsáveis pelo crime são pistoleiros a mando de latifundiários da região e que ao que parece agiram com cobertura da polícia. Os camponeses assassinados eram Evandro Dutra Pinto, Edmilson Gomes de Oliveira e Adauto da Silva Filho.

Testemunhas afirmam terem visto numa caminhonete frontier preta, na mesma noite dos assassinatos, o agente de pistolagem Adailton Martins e que na carroceria havia homens escondidos. Eles pararam num restaurante em frente à rodoviária de União Bandeirantes poucas horas antes dos assassinatos.

Adailton é conhecido por agenciar pistoleiros e agir em conjunto com policiais na expulsão dos camponeses do acampamento Nova Conquista e de outras tomadas de terra na região. Em maio deste ano a polícia prendeu três homens com um carregamento de armas na região de Jaci-Paraná que trabalhavam para Adailton. Nenhum deles está preso.

Curiosamente a polícia apareceu no local poucas horas após o ocorrido, como se já estivesse de sobreaviso do que estava por acontecer. Os policiais admitiram que uma caminhonete do mesmo modelo e cor da que foi vista no distrito teria sido usada pelos pistoleiros, mas até agora ninguém foi punido. No mês passado a Polícia Federal surpreendeu vários policiais trabalhando na sede da fazenda Mutum, eles disseram que estavam lá atendendo um pedido do latifundiário "empresário" Luiz da Dipar. Ou seja, estavam atuando como mercenários.

A imprensa a serviço do latifúndio fez vista grossa aos assassinatos, não disse uma palavra sobre a ação dos bandos armados de latifundiários que atuam livremente na região.

O camponês Zé Vêncio foi preso no mesmo dia em sua casa num sítio próximo ao local do crime e foi levado para o presídio Urso Branco. Ele teme ser assassinado, pois Adailton Martins possui relações amigáveis com policiais de Porto Velho.

ária pelo que está acontecendo na região, pois mesmo sabendo que a área em disputa é da União e que Luiz da Dipar é grileiro, nada fazem para retirá-lo das terras, encorajando desta forma estes assassinatos.

Liberdade imediata para o camponês Zé Vêncio!
Exigimos a punição de Adailton Martins e seus pistoleiros!


Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: anovademocracia@gmail.com

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja