Notas

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A feira da morte

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Governador Sérgio Cabral, presidente Lula e demais autoridades
visitam a Latin America Aero e Defense - LAAD - no Riocentro
Foto: Carlos Magno

Enquanto o velho Estado burguês latifundiário atua para reprimir e criminalizar a pobreza, Luiz Inácio, o gerente estadual do Rio de Janeiro e o prefeito da capital fluminense prestigiaram a inauguração da Latin America Aero & Defense, uma feira de armas realizada entre 14 e 17 de abril deste ano no Riocentro.

Entre os expositores figuram quatro fábricas de Israel. A Elbit Systems Group, empresa privada, está implicada na construção de um dos trechos do famigerado Muro do Apartheid, na Cisjordânia. Fornece ao Exército sionista de Israel veículos não-tripulados, manipulados por controle remoto, conhecidos como Drones. De acordo com organizações de solidariedade ao povo palestino, cerca de 100 palestinos morreram em decorrência destes veículos na recente Operação Chumbo Derretido e é muito utilizado nos assassinatos seletivos de lideranças da Resistência Palestina.

Segundo manifesto divulgado pela internet, um contrato assinado com a Embraer, em novembro de 2008, rendeu à Elbit U$187 milhões e participam do negócio a Aeroeletrônica, sua subsidiária em Porto Alegre, e a Elisra Electronic Systems.

Outra empresa presente na feira é a Rafael Advanced Defense Systems. A estatal fornece mísseis, sistemas de mira e tecnologia para os tanques israelenses.

A Israel Military Industries, outra estatal, além de munição para infantaria, aviação e tanques, produz chapas blindadas para a escavadeira Caterpillar D-9, usada na demolição de residências palestinas.

A quarta grande empresa é a Israel Aerospace Industries. O grupo privado é a principal indústria aeronáutica de Israel e produz sistemas terrestres, navais e aeroespaciais. Em 5 de abril, anunciou que estabelecerá uma parceria com o grupo colombiano Synergy para atuar no Brasil, onde pretende vender Drones, sistemas e etc.

Boa parte dos fuzis utilizados pela polícia do Rio de Janeiro é fabricada em Israel. Essas armas são responsáveis pela matança que todos os anos tira a vida de milhares de cariocas – em sua maioria pobres, negros e jovens –, isso segundo as estatísticas da própria polícia. Mas enquanto constroem muros nas favelas, abrem as portas para o comércio de armas; enquanto "pacificam" favelas, fazem vista grossa para a guerra declarada contra o povo. E enquanto promovem "choques de ordem" contra o povo, elogiam os instrumentos de tortura. No Rio de Janeiro, vender morte é permitido.


De quem é o 1º de maio?

Para a TV Globo e demais membros do monopólio da imprensa, é dos partidos oportunistas e centrais pelegas, além, claro, da grande burguesia que patrocina festas com o dinheiro tomado dos operários, shows milionários e sorteios de prêmios para entorpecer as massas em uma data criada para exaltar a luta dos trabalhadores e o internacionalismo proletário. Nenhum protesto realizado no Brasil foi notícia na emissora da família Marinho.


O muro da vergonha

No dia 8 de maio, antevéspera do Dia das Mães, o gerente Sérgio Cabral iniciou as obras de construção do muro na favela da Rocinha. No Dona Marta o serviço já está bastante adiantado. Depois do cercamento subjetivo via imprensa reacionária, o velho Estado agora parte para o confinamento bastante objetivo. Será que o povo vai reagir? Se depender de MC Leonardo, nascido e criado na Rocinha, todos os muros serão derrubados.


Porcos capitalistas

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O alarde promovido pelo monopólio da imprensa a respeito da gripe suína tem suas serventias. Primeiro, não deixa tempo para falar sobre o genocídio promovido pelo USA no Iraque e no Afeganistão. Segundo, omite a raiz do problema, que está na poluição causada pela empresa ianque Smithfield Foods em terras mexicanas. Não seria espantoso se alguma empresa ligada a Donald Rumsfeld aparecesse com a vacina.


Carro-chefe da burguesia

O ódio do jornal O Globo contra Brizola parece ser eterno. Mesmo depois de morto o líder trabalhista é atacado, como na manchete de 29 de março deste ano: "SNI: Brizola e Cesar recebiam propina de empresas de ônibus". A fonte utilizada pelo jornal da família Marinho não surpreende, pois suas ligações com o Estado são conhecidas. Aliás, diga-se de passagem: com uma ditadura que seqüestrou, torturou e assassinou muita gente que lutava por um país mais justo. Agora, o detalhe é que no meio da "reportagem" do GLOBO dá pra ler: "os relatórios não apresentam provas e não indicam ter originado investigações formais, mas são categóricos nas acusações". Ora, se não apresentam provas... Se bem que isso também não surpreende em se tratando de um dos principais veículos da grande burguesia brasileira.

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