Notas internacionais

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Navios e aviões de guerra contra resistência somali

No dia 2 de junho uma fragata britânica e um caça bombardeiro espanhol destruíram barcos ditos "piratas" no Golfo de Áden, na região do Chifre da África. O que o imperialismo e o monopólio dos meios de comunicação a seu serviço chamam de "piratas" é na verdade um movimento conhecido no nordeste africano como "Guarda Costeira Voluntária da Somália", como A Nova Democracia mostrou na edição 53. Equiparando-os a criminosos dos mares, os usurpadores querem negar o direito do povo da Somália a defender suas águas da pesca ilegal e do despejo de lixo atômico. A destruição dos barcos foi anunciada e comemorada pela Quinta Frota do USA.

Crise se aprofunda e arrasa empregos. O momento é de luta!

Já são 16 milhões de desempregados no USA e 18 milhões na Europa. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) prevê que o número de desempregados em todo o mundo poderá aumentar até o final de 2009 entre 38 a 59 milhões de pessoas em relação a 2007. A ONU diz que podem ser 100 milhões sem trabalho em dois anos. O desemprego na zona do euro é o maior em dez anos. O governo da Espanha deu carta branca para que a poderosa mineradora ArcelorMittal coloque todos os seus 12 mil trabalhadores na Espanha sob "desemprego temporário" até 31 de dezembro, com direito à extensão do prazo até 1º de junho de 2010. No Brasil, o patronato nacional e estrangeiro, respaldados por Luiz Inácio, continuam botando operários na rua sem observar direitos e sem cumprir qualquer obrigação. A emancipação do mundo do trabalho se impõe cada vez mais urgente!

Europa do trabalho se levanta

Na Espanha, operários enfrentaram bravamente os policiais enviados pelo Estado burguês para tentar pôr fim à ocupação do estaleiro Naval Gijon, que ficou 21 dias em poder de 60 trabalhadores. Eles só arredaram pé das instalações depois que os patrões, dobrados, cumpriram suas pautas de exigências. Na Itália, 15 mil operários da montadora Fiat saíram juntos das fábricas e marcharam até a sede da empresa para exigirem a garantia dos empregos e denunciar as manobras da diretoria, que atualmente se empenha para viabilizar uma fusão com a subsidiária da falida General Motors na Europa, a Opel, o que resultará em "redimensionamentos" e "reestruturações" das unidades transalpinas.

'Fogo amigo'

Sucedem-se no Iraque os casos de soldados ianques enlouquecidos abrindo fogo uns contra os outros. É mais sintoma de que a Resistência Iraquiana vem acuando os invasores, colocando-os em apuros, a despeito de os comandantes do USA admitirem apenas que se trata de "estresse de guerra". Em meados de maio, cinco soldados ianques foram mortos por um colega na maior base militar do USA em Bagdá, Camp Victory. O assassino disparou aleatoriamente exatamente em um centro médico voltado para tratamento psicológico da tropa. No final do ano passado, outros dois integrantes do exército invasor tombaram sem vida após serem alvejados por um compatriota. Também em 2008, dois oficiais foram estraçalhados por uma mina terrestre colocada de propósito em seu caminho. Os casos acontecem desde o início da invasão ianque, em 2003, mas a frequência vem aumentando.

Governo do Sri Lanka massacra o povo. União Européia e USA deram a munição

Em sua campanha de aniquilação do povo tamil, o governo singalês mandou o exército disparar armas pesadas contra áreas densamente povoadas. A desculpa foi a de sempre: os insurgentes do grupo Tigres de Libertação teriam usado a gente humilde como "escudos humanos". Mas a covardia veio mesmo do Estado a serviço das classes dominantes, que não poupou bala para rechaçar as lutas populares em ascensão. Números da ONU dão conta de 7 mil civis mortos desde janeiro, mas o fato de a mesma ONU ter rejeitado pedidos de investigação sobre os crimes cometidos pelos dirigentes do Sri Lanka nos últimos meses é revelador, e indica que o massacre foi muito maior, com algumas estimativas remetendo a 20 mil pessoas assassinadas na reta final da ofensiva militar.

No dia 2 de junho o jornal britânico The Times revelou que o Reino Unido e outros países da União Européia venderam mais de 20 milhões de dólares em armas ao governo genocida do Sri Lanka, desde veículos blindados e foguetes a pistolas automáticas, em uma flagrante violação do próprio Código de Conduta da União Européia sobre Exportação de Armas, que proíbe negócios envolvendo material bélico com países mergulhados em conflitos internos. Até 2007 o USA também garantiu poder de fogo aos assassinos.

Imperialismo usa Coréia do Norte para ampliar militarismo

A Coréia do Norte está longe, muito longe de ser uma República democrática e popular, a despeito do que apregoa seu nome oficial, mas o país tem o direito de se defender. Nos últimos meses, a escalada de provocações a Pyongyang vem aumentando à medida que as contradições imperialistas empurram o mundo para uma guerra de larga escala. É assim que as potências imperialistas, dessa vez, carregam a carga sobre a Coréia do Norte como arena para os arranjos de forças a nível global, com o USA reforçando seu poder de fogo no Pacífico, armando o Japão e tentando garantir o apoio da China, a princípio apenas para interceptar todo e qualquer carregamento marítimo com destino para os portos norte-coreanos, sob o pretexto de que os navios poderiam estar levando tecnologia nuclear.

A Rússia, por seu turno, joga os dados e pisa em ovos. No início de junho, em entrevista à revista Business Week, o presidente Dimitri Medvedev, títere do gângster Putin, disse que vem mantendo contato com o Japão e a Coréia do Sul — áreas de influência ianques — a fim de encontrar meios de dissuadir Pyongyang de seguir em frente com seu programa nuclear, que segundo ele representa ameaça e é motivo de preocupação. As potências militares se esmeram na demagogia: primeiro disseram que as ogivas sob controle de Kim Jong II não passavam de estalinhos de São João, agora dizem que representam um grave perigo. No final das contas, não se pode concluir o que de fato passa nas cabeças dos dirigentes norte-coreanos, mas por maior que seja seu potencial bélico, eles representam apenas uma pequena parte do que são aos arsenais de armas de destruição em massa do ingerente USA, da Rússia e mesmo da China.

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