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Reitoria da UFMA ocupada
Estudantes: "quem decide somos nós"

Estudantes ocuparam a reitoria da Universidade Federal do Maranhão na tarde de 3 de junho. Cerca de 80 pessoas participaram da ação em protesto contra a mudança no horário das aulas que, segundo os alunos, prejudica a todos: estudantes, professores e funcionários.

Com as mudanças dos horários de entrada na classe da manhã de 8h para 7h e da tarde de 14h para às 13h, restaria um intervalo de no máximo 10 minutos para que os alunos, professores e técnicos administrativos pudessem almoçar. O comando da ocupação ainda denunciou que essa mudança arbitrária de horários levada à cabo pela reitoria veio após a expansão de vagas ditada pelo Reuni. Com isso, não houve aumento de professores, verbas ou salas de aula.

Os ocupantes também reivindicaram a ampliação do restaurante universitário, o aumento do número de bolsas, o fim da cobrança de taxas e a Moradia Estudantil.

Greve estudantil na Faculdade de Medicina da UEFS

http://www.anovademocracia.com.br/54/11d.JPGEm 22 de maio último os estudantes do curso de Medicina da Universidade Estadual de Feira de Santana — UEFS divulgaram nota comunicando a deflagração da greve em protesto contra as precárias condições de ensino na universidade.

O comunicado estudantil diz que "o curso de Medicina da UEFS tem duração de 6 anos, sendo os 4 primeiros denominados ciclo básico" e "os dois últimos denominados internato".

"Por se tratar de curso de longa duração, (...) com uma densa quantidades de atividades, sua carga horária abrange aproximadamente o dobro da carga horária total dos demais cursos de graduação".

Os estudantes denunciam falta de professores, salas superlotadas, falta de especialistas, equipamentos, infra-estrutura, verbas, etc.

A greve estudantil se desenvolveu, culminando na ocupação do prédio da reitoria, que foi desocupada após a direção da Universidade se comprometer em solucionar o grave quadro da faculdade de medicina da UEFS.

Nova modalidade no "choque de ordem":
Prefeitura do Rio abrirá leilão das calçadas

Aprofundando a sua sanha por se livrar dos pobres, a prefeitura do Rio de Janeiro decidiu licitar a ocupação das calçadas da cidade (!). Estarão no alvo da nova modalidade do "choque de ordem" todas as bancas de jornal, carrinhos de sorveteiros, cabines de chaveiros, quiosques de flores e plantas, carrocinhas de vendedores ambulantes, etc.

O secretário de Ordem Pública Rodrigo Bethlem extravasou todo o pragmatismo reacionário da gerência de turno: "Hoje não arrecadamos nada com esse comércio, que tem lucro e não repassa impostos à prefeitura".

Em entrevista recente a um jornal carioca, o chaveiro Luís Paulo Dionísio, narrou seu calvário. Ele já havia sido forçado anteriormente a legalizar sua cabine. O processo, após atender a toda burocracia, foi concluído após dois longos anos.

Eles pedem até planta da calçada, definem cor, tamanho, a quantos metros da rua você pode ficar. Fiz tudo direitinho. Numa concorrência desse porte, como vou ter chance? Alguém com dinheiro vai comprar várias cabines e vamos virar empregados. Trabalhamos com muito suor e sacrifício e agora pensam em tirar isso da gente — protestou o chaveiro.

Assim, pouco a pouco, a prefeitura avança sua política de perseguição e encurralamento do povo pobre e trabalhador. Agora é o leilão dos espaços públicos. Até onde isso vai?

A política letal da prefeitura do Rio: "Repressão cidadã"

http://www.anovademocracia.com.br/54/11c.jpgMatéria publicada em odia.terra.com.br de 26 de maio anunciou que, dentro em breve, guardas municipais patrulharão a Tijuca munidos de "armas não-letais".

No dia 25 de maio o prefeito Eduardo Paes apresentou 40 soldados que farão o patrulhamento nos morros da Babilônia e Chapéu Mangueira, bem como protótipos das armas "não-letais".

A matéria ainda menciona o chamado Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), promovido pelo Ministério da Justiça. Um nome pomposo para denominar repressão com a conversa mole de cidadania, que se traduz em guarda bem municiada e armada.

Para esse fim, a prefeitura gastou R$ 80 mil dos cofres públicos na compra de 10 pistolas 9 mm para balas de borracha, dois lançadores de bala de borracha chamados de "Mike Tyson" (em alusão ao impacto do golpe dos seus disparos), 22 sprays de pimenta e 1.250 balas.  E o artigo ainda adianta que "quando a verba de R$ 2,2 milhões for liberada pelo governo federal, a prefeitura prevê comprar 5 mil sprays de pimenta e 200 pistolas".

As armas "não-letais" são apenas mais um incremento do que já vem sendo cumprido no Rio. Assim como as chicotadas dos trens do subúrbio, do roubo de mercadorias dos ambulantes durante os "choques de ordem", do desalojamento de famílias, da demolição de imóveis e pontos comerciais, da perseguição dos camelôs e da matança nos morros...

Operação de guerra para expulsar 3 mil famílias camponesas na Amazônia

http://www.anovademocracia.com.br/54/11b.jpgA página da internet resistenciacamponesa.com denunciou que no final do mês de abril, cerca de 400 soldados do Exército brasileiro, Polícia Federal, Força Nacional de Segurança, Abin, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Ibama iniciaram uma operação de guerra para expulsar 3 mil famílias da Floresta Nacional Bom Futuro, localizada na Amazônia Ocidental, no estado de Rondônia.

Os camponeses denunciam que a ação é executada com a desculpa de "combate ao desmatamento ilegal" mas denunciam o forte e ostensivo aparato de repressão.

O site ainda revela a tentativa do governo de, no apagar das luzes, vender a Flona* Bom Futuro, imensa área florestal situada entre a capital Porto Velho e o município de Buritis — RO, assim como foi feito com a Flona Jamari, vendida no ano passado para grandes mineradoras e madeireiras estrangeiras explorarem-na durante 60 anos.

*Floresta Nacional

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