Opiniões

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Os gorilas estão de volta

Gostaria de remeter ao jornal esta breve carta para manifestar a minha indignação com a atual situação em que vive uma das principais universidades do país.

Sinto-me obrigado a reportar ao AND, pois sou, com muito orgulho, brigadista do jornal e me considero um militante da imprensa popular e democrática.

Neste último mês estive divulgando o jornal por diversas vezes na USP (Universidade de São Paulo) e pude acompanhar de perto a luta dos funcionários, professores e estudantes em greve.

Pude ver in loco o calor e o entusiasmo dos estudantes, se levantando em uma grandiosa greve que não somente reivindica questões básicas como também mais verbas e luta por mais democracia na Universidade.

Nestes dias em que estive na USP, pude também acompanhar os progressos das lutas e ver o reflexo da farsa de democracia que temos em nosso país, manifestada na Universidade, onde o Conselho Universitário se reúne há seis meses em área militar para intimidar os participantes contrários às medidas do governo. Mas o autoritarismo não para por aí, a reitora da Universidade teve coragem de solicitar uma ocupação militar na Universidade como maneira de reprimir funcionários que exercem seu legítimo direito de greve. Esta medida mostra na verdade como o Estado vem tratando as reivindicações do povo, sempre com repressão. Desta maneira a repressão policial fascista da polícia, a mando da reitora Suely Vilela é fruto da crescente fascistização do Estado Brasileiro.

Miguel Oliveira – São Paulo


O peso de uma montanha

No dia 26/04/2009, o companheiro Manoel Teixeira de Carvalho Júnior faleceu. Ter convivido e principalmente ter lutado lado a lado com ele foi um privilégio incomensurável. Sua simplicidade, seu caráter e sua dignidade contagiavam os que o rodeavam. Seu funeral foi uma prova contundente disso, reuniu pessoas que militaram com ele em sua longa trajetória, que seguiram caminhos muitas vezes antagônicos, mas que ali estavam prestando seu tributo ao combatente.

"Manel" começou sua militância muito cedo, participou ativamente do movimento estudantil e da resistência armada contra o gerenciamento militar, tendo sua casa servido como depósito de armas e munições e como gráfica clandestina a qual dirigiu com empenho durante anos. Certa vez, com seu jeito manso, me contou uma história, que devido ao tempo passado tornava-se cômica, daquelas histórias que compõem o imaginário da revolução, mas que no dia deve ter gerado uma tensão muito grande. Passeava "Manel" com seu filho mais velho, o Fábio, ainda bem criança, quando passaram em frente a uma gráfica e o menino aponta para dentro e fala "Olha papai, igual lá em casa ptec ptec ptec..."

"Manel" nunca encarou a política como algo que pudesse ser utilizado em proveito próprio e oportunidades não lhe faltaram. Foi dirigente sindical, Federação dos Funcionários Públicos, Associação dos Empregados do BNH entre outros cargos, que sempre desempenhou com total integridade. Isso o diferenciava de tantos que por aí estão mamando nos mais diversos tipos de tetas do velho Estado.

Era uma pessoa boa de se conviver, alegre e divertido, mas sério e acima de tudo confiável. O presidente Mao Tsetung afirmava que enquanto a morte de um reacionário pesa menos que uma pluma, a morte de um revolucionário tem mais peso do que uma montanha. Sem dúvida é desse tipo de morte que falamos. "Manel" estará sempre presente em nossas memórias, como uma montanha que silenciou.

Luiz Carcerelli - RJ

Opiniões

Einstein e o socialismo


"(...) A produção é feita para o lucro e não para o uso. Não há nenhuma disposição em que todos os que possam e queiram trabalhar estejam sempre em posição de encontrar emprego; existe quase sempre um ‘exército de desempregados’. O trabalhador está constantemente com medo de perder o seu emprego. Uma vez que os desempregados e os trabalhadores mal pagos não fornecem um mercado rentável, a produção de bens de consumo é restrita e tem como consequência a miséria. O progresso tecnológico resulta frequentemente em mais desemprego e não no alívio do fardo da carga de trabalho para todos. O motivo lucro, em conjunto com a concorrência entre capitalistas, é responsável por uma instabilidade na acumulação e utilização do capital que conduz a depressões cada vez mais graves. (...)

Estou convencido que só há uma forma de eliminar estes sérios males, nomeadamente através da constituição de uma economia socialista, acompanhada por um sistema educativo orientado para objetivos sociais. Nesta economia, os meios de produção são detidos pela própria sociedade e são utilizados de forma planeada. Uma economia planeada, que adeque a produção às necessidades da comunidade, distribuiria o trabalho a ser feito entre aqueles que podem trabalhar e garantiria o sustento a todos os homens, mulheres e crianças. A educação do indivíduo, além de promover as suas próprias capacidades inatas, tentaria desenvolver nele um sentido de responsabilidade pelo seu semelhante em vez da glorificação do poder e do sucesso na nossa atual sociedade. (...)"

Albert Einstein, "Por que o socialismo?" - Monthly Review, Maio de 1949.
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Há quem pense no USA


"Sou ativista político, trabalho pela paz e pela justiça. Considero fascista o meu governo. Se não acabarmos com uma sociedade que venera o dinheiro e o poder para uma que venere a solidariedade e a generosidade, não haverá esperança.

Hollywood queria vender ingressos, e duas coisas vendem ingressos: violência e humor. Desse modo preferiram enfatizar o meu esforço em abrir o único "hospital maluco" da história. Ignoraram o fato: eu falo de um país que se recusa a cuidar de 50 milhões de pessoas porque são pobres. Ignoraram o fato de que luto pela medicina gratuita".

Patch Adams, médico estadunidesnse, interpretado por Robin Williams no filme "O amor é contagioso", em entrevista ao programa Roda Viva da TV Cultura, 2007.

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