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Monopólio financeiro faz a festa

No dia 11 de junho o fundo de investimentos de origem ianque BlackRock comprou o Barclays Global Investor, braço do segundo maior banco da Grã-Bretanha, o Barclays, por 13,5 bilhões de dólares. O BlackRock, que já era grande e poderoso, ficou ainda maior, acumulando ativos de 2,7 trilhões de dólares, soma equivalente aos PIBs da França e da Grã-Bretanha, inferior apenas aos PIBs do USA, da China e do Japão, e superior à soma da produção anual de qualquer outra nação do mundo. Seus diretores decidem mais sobre política econômica e monetária do que a maioria dos ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais das semicolônias. O maior monopólio financeiro que existe, controlado pelo Bank of America, administra três bilhões de dólares em ações de empresas brasileiras, 73% da carteira do fundo na América Latina, com participações principalmente em bancos e empreiteiras — dois setores altamente privilegiados pelas políticas antipovo de Luiz Inácio.

A diplomacia do gás e as tensões de guerra

Nos últimos meses, Vladimir Putin e Dimitri Medvedev, chefes da máfia russa, tentaram chantagear as potências européias quanto ao abastecimento de gás para o próximo inverno no hemisfério norte. O Kremlin pretendia extorquir bilhões de dólares dos europeus alegando que, para não ficarem com frio mais uma vez, eles deveriam arcar com os custos do trânsito de gás pela Ucrânia, que não tem dinheiro e onde o USA e a Europa colocaram uma elite pró-ocidental no poder. Os gasodutos russos passam todos por território ucraniano e no inverno passado Moscou interrompeu o fornecimento, alegando falta de pagamento e desvio de gás por parte da Ucrânia, causando dificuldades para os povos de alguns países europeus. A vontade da Europa de se livrar desta dependência do gás russo é mais um ingrediente dos conflitos que se avizinham, sendo que entre os principais interesses das potências européias na Ásia Central — onde se desenha um front de guerra — está a dominação das ex-repúblicas soviéticas do Turcomenistão, Cazaquistão e Uzbequistão, que juntas detém cerca de 5% do total de reservas de gás natural de todo o mundo.

O papa e a moral capitalista

Joseph Ratzinger, vulgo Bento XVI, divulgou a terceira encíclica do seu papado. Encíclica é um documento pontifício dirigido aos bispos e fiéis católicos de todo o mundo. Esta saiu do forno do Vaticano advogando uma "nova ordem financeira internacional [capitalista] pautada pela ética e pela dignidade e guiada pela busca pelo bem comum", o que só poderia ser alcançado pela via dos milagres bíblicos. Ratzinger, velho escolado no mundo dos poderosos, sabe muito bem que advogou um embuste. O sistema capitalista é destituído de ética, sendo por natureza um modo de produção e de organização social balizado por corrupção, miséria, exploração e violência. Dignidade e bem comum são ideais identificados com a democracia verdadeira, à qual se ascende com as mudanças revolucionárias das estruturas político-econômicas, e com posterior mudança de mentalidade; não são conceitos que possam ser relacionados à democracia burguesa, do tipo fraudulenta. A Igreja Católica, anticomunista e antirrevolucionária, com largo histórico de colaboração com o fascismo, tenta com esta nova encíclica nada mais do que ludibriar as massas.

Greve no país da Copa

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Operários em greve na África do Sul

Os trabalhadores dos setores de construção civil e mineração da África do Sul iniciaram uma grande greve no dia 8 de julho contra a precarização salarial e das condições de trabalho. São cerca de 70 mil operários que se levantam contra a exploração nas obras dos estádios para a Copa do Mundo de 2010, além de outros empreendimentos de infra-estrutura considerados fundamentais para a realização do evento, como uma linha ferroviária de alta velocidade e um novo aeroporto. Estarão paralisadas também as obras da central energética de Medupe e da zona industrial de Coega. Antes mesmo de iniciada a greve, a federação patronal de empreiteiros entrou com uma ação nos tribunais pedindo que o movimento fosse ilegalizado, mas os sindicatos se dizem dispostos a fazer deste movimento grevista "o maior da história do país". E por falar em futebol e empreiteiras, o jogador Ronaldo deixou escapar em uma entrevista que Luiz Inácio anda arranjando pessoalmente contratos entre o seu clube, o Corinthians, e empresas de construção civil. É mais um episódio do mundo milionário, e de milhões de falcatruas, do futebol profissional, que afronta o povo trabalhador com empáfia e opulência que não condizem com sua fama de "esporte das massas".

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