Coluna de notas

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Crimes e crimes

Em apenas três meses a Justiça ianque julgou, condenou e prendeu Bernard Madoff, numa malfadada tentativa de demonstrar que a crise pode ser superada com a punição dos "criminosos financeiros". Apontado como o maior fraudador de Wall Street de todos os tempos, estima-se que 8 mil pessoas perderam nada menos que 65 bilhões de dólares nas mãos do ex-presidente da Nasdaq, cuja pena de 150 anos de prisão foi decretada no último dia 29 de junho.

Por outro lado, o maior criminoso de guerra de todos os tempos, George W. Bush, continua desfrutando das benesses da vida. Só no Iraque, Bush comandou o genocídio de 1 milhão de pessoas, enquanto outras 4,5 milhões (15% da população) foram obrigadas a deixar suas casas. Muitas entraram para a fila dos refugiados em outros países. Em outras palavras: atentar contra o capitalismo financeiro é um crime "muito grave" para eles, mas matar iraquianos é permitido.

Honduras

Como nos velhos tempos, um golpe de Estado irrompe na América Latina. No último dia 28 de junho, o presidente Manuel Zelaya foi sequestrado por soldados do Exército. Apesar do inegável fato político, a TV Globo, maior emissora do país, não interrompeu Faustão e Fantástico. Em pouco tempo os golpistas apareceram com uma carta que levava a suposta renúncia do presidente. Era falsa. A reação do povo foi imediata: as ruas foram tomadas, e assim permaneceram durante toda a semana, mesmo diante da repressão brutal que já ceifou a vida de pelo menos duas pessoas (oficialmente. Há denúncias de que dezenas de hondurenhos tenham sido assassinados). O governo ianque emitiu declarações condenando o golpe, mas mantém seu corpo diplomático no país e negou a suspensão da ajuda econômica. O chefe do Estado Maior Conjunto, Romero Orlando Vasquez Velasquez, é graduado na Escola das Américas, que recebeu a seguinte definição de Joseph Kennedy: "A Escola das Américas do Exército dos Estados Unidos é uma escola que produziu mais ditadores do que qualquer outra escola do mundo".

Censura no Rio de Janeiro

O 2º Batalhão de Polícia Militar do Rio de Janeiro proibiu a realização de uma manifestação político-cultural na favela Dona Marta, em Botafogo, que seria realizada no dia 28 de junho. Segundo o tenente-coronel Gileade Albuquerque, comandante do 2º Batalhão, responsável pela região, o evento poderia trazer riscos à segurança da favela. Rumores indicam que ele teria ameaçado cercar a área com a tropa de choque, caso a atividade fosse realizada. Os organizadores da manifestação prometem ir em frente e organizar o ato ainda este mês, quer a polícia goste ou não.

Gerência do PT promove endividamento em massa

No final do ano passado e início deste ano, o Estado burocrático, ora encabeçado por Luiz Inácio, colocou na TV e nos jornais uma campanha de exortação do povo brasileiro ao consumo de bens duráveis, como televisões, geladeiras e carros. Fez isso adotando e adornando a velha chantagem dos patrões, como se pôde ouvir do próprio Lula, falando do alto de um palanque: "corre o risco de perder o emprego se ele não comprar. Porque, ele não comprando, o comércio não encomenda para a indústria, a indústria não produz, e não produzindo não tem emprego". Os empregos não seriam mantidos, fosse como fosse, como ainda vem sendo demonstrado, mas o resultado almejado pela sórdida campanha foi conquistado: o empresariado ainda festeja a subida dos lucros com as vendas no varejo, e o setor automobilístico nunca faturou tanto no país. O resultado começa a aparecer: o índice de cheques sem fundo é o maior de desde 1991, e o número de consumidores inscritos nos infames cadastros de inadimplência aumentando "como nunca antes na história desse país".

Luiz Inácio recebe líder do sionismo mais racista

As representações do sionismo em território brasileiro estão em polvorosa. No final de julho, Luiz Inácio e seu chanceler, Celso Amorim, recebem no Brasil o ministro israelense das Relações Exteriores, o fascista Avigdor Lieberman. A visita faz parte de uma viagem deste terrorista à América do Sul, onde desembarca ainda em outros países com o objetivo de costurar a prestimosa colaboração dos Estados semicoloniais desta parte do mundo para o isolamento diplomático do Irã. Lieberman já chegou a dizer que todos os palestinos feitos prisioneiros pelo exército israelense deveriam ser afogados no mar Morto. Em 2008, quando a cúpula do sionismo iniciou sua última grande ofensiva contra o povo palestino, ele defendeu o uso de armas químicas e nucleares na Faixa de Gaza, por considerar "perda de tempo usar armas convencionais". Em entrevista ao jornal Haaretz, disse: "Devemos jogar uma bomba atômica em Gaza para reduzir o tempo de conflito, assim como os EUA atacaram em Hiroshima na Segunda Guerra".

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