Opiniões

Sucursal de A Nova Democracia

Estimados companheiros,

Gostaria de compartilhar uma importante conquista para o avanço da imprensa popular e democrática.

No dia 19 de junho foi inaugurada a sucursal do Jornal A Nova Democracia em São Paulo, capital.

A cerimônia de inauguração foi modesta, porém prestigiada com companheiros colaboradores e apoiadores do jornal, artistas, operários, estudantes e vendedores ambulantes que vieram conhecer a sala alugada no Centro da cidade, próximo à estação da Sé.

Durante a inauguração, pudemos trocar opiniões sobre o jornal e tivemos a oportunidade de contar com a presença do diretor José Ricardo Prieto, Fausto Arruda, Sebastião Rodrigues e Adriano Benayon, membros do conselho editorial do jornal.

A sucursal de são Paulo servirá para uma série de atividades do comitê de apoio de AND, para o trabalho de redação dos colaboradores do jornal na cidade e para a realização de debates e eventos.

Em nome do comitê de apoio de AND em são Paulo envio nossas efusivas saudações desejando novos êxitos ao Jornal.

Cordialmente,

Carlos Cordeiro


 

Criando uma nova seção

Sugiro que fosse criada uma seção no jornal com assuntos relacionadas à produção agrícola, para ajudar os camponeses com informações científicas sobre técnicas que possam dar suporte na elevação da produção e também o interesse pela leitura. Como exemplo, algo na área de enxerto de frutíferas, hortas, entre outros.

Hermínio Silva, PE

Prezado Hermínio,

De fato sua sugestão é interessante, mas vamos além.

Entendemos que você não está falando de um suplemento agrícola como esses que se vê por aí que, ou falam apenas de técnicas exequíveis apenas para o latifúndio, ou só apontam ao camponês os caminhos ditados pelo capitalismo burocrático como a chamada "agricultura familiar", entre outros.

Temos notícias de que em várias áreas camponesas há aplicação de técnicas de produção, trabalho coletivo, os Cortes Populares, debates e novos métodos para a solução de problemas como a seca, geadas, seleção de sementes, entre outros.

Seria interessante criarmos uma seção sobre produção com os problemas concretos dos camponeses, buscando opiniões de técnicos e também dos próprios camponeses para solucioná-las.

Para a produção desses artigos, contamos com o empenho dos comitês de apoio do jornal próximos das áreas camponesas ou mesmo de colaboradores e leitores do jornal como você, para que vão até as áreas, façam um levantamento da produção, contatem técnicos e, principalmente, remetam esses relatos ao jornal para que possamos publicá-los.

AND só poderá alcançar as amplas massas populares contando com uma ampla rede de correspondentes operários, camponeses, estudantes, artistas, técnicos, cientistas, enfim, de colaboradores que nos forneçam a matéria prima para a construção dos nossos artigos.

Desde já adiantamos que transmitiremos essa proposta aos comitês. Estamos certos de que, dentro em breve, surgirão matérias abordando esse assunto no jornal.

Obrigado pela sugestão.


Opiniões

Pergunta: Será possível a abolição da propriedade privada por via pacífica?

Resposta: Seria de desejar que isso pudesse acontecer, e os comunistas seriam certamente os últimos que contra tal se insurgiriam. Os comunistas sabem muitíssimo bem que todas as conspirações são não apenas inúteis, como mesmo prejudiciais. Eles sabem muitíssimo bem que as revoluções não são feitas propositada nem arbitrariamente, mas que, em qualquer tempo e em qualquer lugar, elas foram a consequência necessária de circunstâncias inteiramente independentes da vontade e da direção deste ou daquele partido e de classes inteiras. Mas eles também vêem que o desenvolvimento do proletariado em quase todos os países civilizados é violentamente reprimido e que, deste modo, os adversários dos comunistas estão a contribuir com toda a força para uma revolução. Acabando assim o proletariado oprimido por ser empurrado para uma revolução, nós, os comunistas, defenderemos nos atos, tão bem como agora com as palavras, a causa dos proletários.

Princípios Básicos do Comunismo, Friedrich Engels — 1847


 

SBPC debate a questão agrária

Por iniciativa da Associação dos Geógrafos do Brasil — AGB, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência — SBPC, que realizou sua 61ª. Reunião Anual na cidade de Manaus, de 12 a 17 de julho último, incluiu em sua programação uma Mesa Redonda sobre a Atualidade da Questão Agrária no Brasil e no Mundo. Participariam da Mesa os professores Ariovaldo Umbelino da USP, Alexandrina Luz Conceição da UFS, Aluízio Lins Leal da UFPA e Nilo Hallack, membro da Coordenação Nacional das Ligas de Camponeses Pobres do Brasil — LCP. Por motivo de saúde os professores Ariovaldo e Aluízio não puderam viajar até Manaus.

O auditório Rio Jatapú foi pequeno para comportar o grande número de pessoas interessadas em debater o tema. As duas exposições realizadas pela professora Alexandrina Luz e pelo coordenador da LCP Nilo Hallack prenderam a atenção dos presentes e ensejaram um animado debate, tanto que a maioria dos participantes não se retirou do recinto mesmo após o tempo regulamentar esgotado.

Traçando um panorama da questão agrária a nível mundial, com destaque para África, Ásia e América Latina, a professora Alexandrina Luz chamou a atenção para o fato de que em 1990 os organismos mundiais que lidam a com a questão da fome no mundo haviam realizado previsões de que em 2009 essa candente questão estaria essencialmente resolvida e o que testemunhamos no início deste ano foi a afirmação destes mesmos organismos de que neste ano de 2009 cerca de um bilhão de pessoas passarão fome no mundo. Como uma das causas deste fenômeno ela apontou o alastramento do latifúndio e da monocultura, citando como exemplo o nordeste brasileiro, cuja mata atlântica foi substituída de Sergipe até o Rio Grande do Norte pela cana-de-açúcar e na Bahia até o Espírito Santo pelo eucalipto.

Nilo Hallack, da LCP, iniciou suas colocações destacando que dentre as contradições principais enfrentadas pela sociedade brasileira, ou seja, a contradição nação-imperialismo, a contradição burguesia-proletariado e a contradição latifúndio-campesinato, é esta última a que se arrasta secularmente sem solução sendo, portanto, a mais premente. Derivado disto, aponta Nilo, e frente a incapacidade do velho Estado brasileiro semicolonial e semifeudal, mesmo em suas tentativas de reordenação, avançar na solução desta contradição, sua resolução só poderá se efetivar mediante uma revolução agrária.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

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