Opiniões

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Desculpem-nos o erro

Aos companheiros de A Nova Democracia

Agradecemos a reportagem sobre o assassinato do nosso companheiro Luiz Lopes.

A matéria reproduziu a verdade dos fatos.

No entanto, e foi equívoco nosso (às vezes, durante o discurso oral, algumas informações que para nós já são conhecidas e cotidianamente tratadas, ficam confusas para interlocutores que não acompanham os fatos diretamente), há algumas incorreções que se seguem ao título "A trama assassina do velho Estado".

O acampamento Gabriel Pimenta, onde vivem em seus próprios lotes mais de 200 famílias, fica em Conceição do Araguaia. Esta tomada, ocorrida no início de 2007, precedeu a luta pela Forkilha (26 de julho de 2007). Foi muito importante, pois seu exemplo de organização e combatividade animou as massas que depois viriam a participar da luta pela Forkilha.

Nesse caso, do acampamento Gabriel Pimenta, o que o velho Estado fez, através do superintendente local do INCRA, Gutemberg, foi atrasar de forma criminosa o processo de desapropriação da área, de forma que um problema resolvido (o latifundiário João Cruz, ex-prefeito de Gurupi (TO), que já havia negociado com o INCRA, morreu, e como o INCRA não resolveu nada, seu filho, Alex, animado com o apoio do governo Ana Júlia (PT) aos latifundiários do sul do Pará através do "Terror no Campo", resolveu comprar a briga contra os camponeses), novamente se tornou uma contenda de vida e morte.

No caso da Forkilha, o que o mesmo e malfadado Gutemberg prometeu, em diversas audiências públicas e em diversas reuniões perante o companheiro Luiz Lopes, que o INCRA desapropriaria uma área, AINDA EM 2008, para assentar as famílias violentamente expulsas da Forkilha. Pois bem! O latifundiário "Rubão", que publicamente ameaçou o companheiro Luiz Lopes, é grileiro em uma área vizinha à prometida por Gutemberg e tinha medo de perdê-la. Mais uma vez a paralisia e o silêncio criminosos do INCRA!!!

E só mais um esclarecimento: o grileiro Hernandez, que contratou os pistoleiros que assassinaram o camponês "de Assis" em 2008, tem "suas" terras em uma área que já foi um assentamento, ou seja, completamente fora da lei! A luta por essas terras os camponeses chamam de "retomada". E segundo o companheiro Luiz nos relatou, o próprio Gutemberg teria lhe pedido para "não mexer com o Hernandez, que era muito violento". E teria sugerido ao companheiro Luiz que levasse as famílias que lutavam pela retomada da Nazaré (onde Hernandez é grileiro) para as terras que o INCRA havia prometido "em troca" da Forkilha. Mais uma terra prometida, e como diria o Poeta João Cabral de Melo Neto, "com palmos medida".

E depois nós é que somos os criminosos!

Obrigado pelo espaço para o esclarecimento.

Saudações!

Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres


No Pará, operários enfrentam a PM

Patrick Granja
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Manifestação operária enfrentou a repressão e os patrões de Belém

Dia 2 de agosto, operários da construção civil de Belém-PA realizaram, no primeiro dia de greve, uma mobilização pelas ruas da capital, bloqueando várias ruas e avenidas e enfrentando a tropa de choque da PM.

Na ocasião, mais de 2 mil operários marcharam em passeata pelas rodovias Augusto Montenegro e Mário Covas, indo até a BR-316, que corta o estado do Pará. Canteiros de obra, bancos e imobiliárias foram alvo das ações dos trabalhadores e ficaram destruídas após a passagem da manifestação. Sete canteiros foram invadidos e, em um deles, operários enfrentaram seguranças particulares infiltrados na massa e chamados de "trabalhadores" pelos veículos do monopólio dos meios de comunicação na tentativa de forjar um conflito interno na categoria; prática comum dos inimigos do povo.

A PM foi acionada e fez um cerco aos operários, bloqueando outras seis vias — Três de maio, Nove de Janeiro, 14 de Março, Alcindo Cacela, José Malcher e Magalhães Barata — o que não foi suficiente para conter a revolta da categoria que enfrentou corajosamente as tropas da Ronda Tática Metropolitana (Rotam).

— Para nós, essa reação da categoria foi a revolta contra a provocação por parte das empresas e o regime de exploração imposto pelos patrões aos trabalhadores — afirmou Atnágoras Lopes, representante do movimento ao portal G1.

Já a Conlutas, que dirige um sindicato que se diz representante dos operários, em entrevista ao Diário do Pará, tirou o corpo fora e criticou a radicalização promovida pelos trabalhadores.

— A nossa categoria não fez nenhuma ação violenta. Sabemos que essas pessoas que quebraram tudo pela cidade são infiltrados contratados pelos empresários — esbravejou contra a massa o presidente do Sindicato (pelego) dos Trabalhadores da Construção Civil, Ailson Cunha.

Os mais de 25 mil operários em greve reivindicam reajuste de 70 reais para os serventes, que hoje ganham 550; reajuste de 100 reais para os pedreiros profissionais, que hoje ganham 680; e 7% de aumento para os demais trabalhadores, como os encarregados e mestres de obra.

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