Opiniões

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Perseguição a AND em Guarulhos

No último dia 17 de setembro, próximo ao Teatro Adamastor, em Guarulhos-SP, estava sendo realizada uma cerimônia de posse dos delegados representantes de associações de bairros ligados ao "orçamento participativo" da prefeitura de Guarulhos.

O Comitê de Apoio de AND realizava uma brigada de propaganda do jornal próximo ao local quando um companheiro foi cercado e ameaçado por representantes da prefeitura e "bate-paus" ligados ao PT. Não foi ninguém que me relatou esse fato, eu e várias pessoas presenciamos tudo.

Essa foi mais uma das medidas fascistas que vêm se tornando cada vez mais constantes contra o povo e suas organizações democráticas, levadas a cabo pelos governos fantoches de plantão, na tentativa de cercar o povo com leis e proibições, tendo como meta evitar um grande ascenso das massas que se avizinha.

É sinal também de que AND é temido e incomoda (e muito) os inimigos do povo, que não resistem ao fato de ter suas verdadeiras e apodrecidas faces reveladas pelo conteúdo popular, democrático e científico de A Nova Democracia.

Antonio Roberto C. Bergoci
São Paulo — SP


 

Muros até para fazer reuniões

Luiz Carcerelli

No dia 24 teve início, em Pittsburgh, no USA, a reunião do bloco imperialista com a participação das chamadas "principais economias (sub)emergentes". Sabedores de que são odiados pelos povos e como é de praxe para deixá-los afastados, construíram uma imensa cerca de concreto em torno do centro de convenções onde se realizou o conclave.

Nem isso impediu os protestos. Na quinta-feira, 24 de setembro, foram 66 presos e 5 pessoas feridas em confrontos com a polícia. No dia seguinte, mais de 10 mil pessoas voltaram às ruas. O antibelicismo marcou os protestos. Entre as consignas estavam o fim da intervenção militar na Palestina pelo Estado fascista de Israel e a retirada das tropas ianques do Iraque e do Afeganistão. Dos inúmeros cartazes anticapitalistas um afirmava "capitalismo mata". A isso somavam-se protestos contra o desemprego e ao sistema de saúde ianque, e a certeza de que o G20 não é capaz de resolver estes problemas.

Farinha pouca, meu pirão primeiro

Do outro lado do muro, os temas eram outros. Passada mais uma agudização da crise estrutural do sistema imperialista, os gerentes mundiais se esforçavam para adiar o inevitável. Entre acusações verídicas de protecionismo de lado à lado, tenta-se em vão achar uma fórmula que evite novas erupções. Dentre essas medidas, estão as que aumentem a capitalização dos bancos e mais promessas de combate ao protecionismo, o que na prática significa garantir o lucro do núcleo do sistema imperialista e combater o protecionismo dos outros.



Massacre na Guiné

No dia 29 de setembro os soldados do Exército da Guiné assassinaram, covardemente, 57 pessoas e feriram mais de 1.200, além de estuprarem diversas mulheres que compareceram a um estádio de futebol para protestar contra a candidatura do tirano Moussa Dadis Camara às eleições presidenciais de 2010.

Moussa assumiu o poder com um golpe após a morte do presidente Lansana Conté, em dezembro de 2008, e como em todo lugar existem oportunistas e capitulacionistas, a oposição assumiu acordo de aceitá-lo no poder até as eleições. Como também em todo lugar o poder nasce do fuzil, e neste caso os fuzis estão com Moussa, ele decidiu concorrer às eleições.

A oposição convocou a manifestação para dentro de um estádio, fato que até poderia ser considerado ingenuidade se ocorresse em outro lugar do mundo, mas na África, particularmente na Guiné e sob um governo golpista, só pode ser considerado alta traição contra o povo, que foi entregue em holocausto e será lembrado em todos os palanques no ano que vem em exaltados discursos na defesa da "democracia" e dos "direitos humanos".

Uma evidência clara disso foi a declaração prestada a Reuters por Thierno Maadjou Sow (presidente da Organização Guineense de Defesa dos Direitos do Homem —OGDH), um dos urubus que ora sobrevoam os cadáveres ainda quentes, na qual afirma tratar-se de um dos piores massacres cometidos num único dia no último quarto de século na Guiné-Conacri.

Ou seja, mesmo que não se pudesse ter certeza de que haveria um massacre, essa era uma hipótese a ser considerada como altamente provável.

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