Lutas de libertação nacional

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Afeganistão

Seis representantes da ONU executados em Cabul

Seis representantes estrangeiros da ONU foram mortos e outros cinco ficaram feridos no centro de Cabul, em um ataque contra uma hospedaria. O ataque, deflagrado na manhã de 28 de outubro, ainda executou dois policiais das forças de repressão do Estado.

Mais tarde, dois foguetes foram disparados contra o hotel de luxo Serena, na capital Cabul.

O ataque foi assumido pelo Talibã, organização que dirige a resistência nacional no Afeganistão, que em comunicado repudiou o processo eleitoral no país que teve um primeiro turno marcado por fraudes escandalosas.

Os Talibãs defendem um boicote ao segundo turno e anunciaram ataques contra zonas eleitorais em todo o país.

Helicópteros abatidos, 14 baixas ianques

No dia 26 de outubro, 11 soldados e 3 civis, todos ianques, morreram em dois episódios envolvendo queda de helicópteros. A primeira queda foi atribuída a um míssil disparado por Talibãs.

No segundo "incidente" considerado mais grave, ocorrido na província de Badghis, atribuída a "razões não confirmadas" pelas forças armadas ianques, morreram sete soldados e três civis ianques. Alega-se a imperícia dos pilotos, que colidiram em pleno ar. O fato é que outros 12 ianques e 20 afegãos (membros da força de repressão do velho Estado) ficaram feridos.

A resistência não cessa

Os ataques ocorreram um dia após a morte de oito soldados ianques durante ataques a bomba no sul do Afeganistão. Com a morte desses oito soldados do USA, o número total de ianques executados pela resistência chega a 55. Com essas ações vitoriosas da resistência, outubro passou a ser o mês mais letal para as tropas assassinas ianques desde a invasão ao Afeganistão, em 2001.

Derrotas abalam os ianques

Derrota após derrota no Afeganistão, as tropas assassinas invasoras não são capazes de ocultar seus fracassos. Em meio à série de ataques da resistência na campanha de boicote à farsa eleitoral, o mais alto representante do departamento de Estado ianque na província de Zabul, o diplomata Matthew Hoh, se demitiu do cargo. Em carta aberta publicada no jornal Washington Post, Hoh afirmou ter perdido a confiança nas propostas ianques para o país. "O diplomata afirma que, ao defender um governo corrupto (do presidente afegão, Hamid Karzai), as tropas americanas se tornaram uma força de ocupação. Neste contexto, diz ele, a insurgência se justificaria". [fonte BBC Brasil, 27 de outubro de 2009]

Invasores ao encontro da morte

Sob constante fogo da resistência, que não dá um dia de trégua, as tropas genocidas ianques não têm descanso. A invasão do Afeganistão se arrasta há nove anos e a do Iraque, há sete. Somente neste ano, mais de 255 soldados ianques foram mortos pela resistência. Segundo dados divulgados pela imprensa internacional, um em cada oito soldados sofre de stress pós-traumático, uma das principais causas de suicídio. No ano passado, 140 soldados cometeram suicídio. Neste ano foram 129 até julho.

Soldados britânicos não são poupados

Em 26 de outubro último foi noticiada a morte de mais um soldado das forças invasoras da Inglaterra no Afeganistão, subindo para 223 o número baixas no exército britânico desde o início da invasão em.

Dois dias antes dessa última baixa, mais de cinco mil pessoas, incluindo familiares de soldados, protestaram nas ruas do centro de Londres contra a invasão do Afeganistão.

Paquistão

Contra-ofensiva Talibã rechaça exército paquistanês

Ataques coordenados pela resistência Talibã executaram, no último 26 de outubro, seis integrantes do exército reacionário do Paquistão. O ataque ocorreu um dia após o Talibã ter alertado sobre ataques pelo país se o exército reacionário paquistanês não interrompesse a ofensiva contra posições da resistência ao longo da fronteira com o Afeganistão.

As forças reacionárias paquistanesas haviam invadido a região tribal do Waziristão do Sul, na região fronteiriça com o Afeganistão, prometendo aniquilar integrantes do Talibã no Paquistão.

Ataques em Bajur

Em Bajur, outra região tribal ao norte, combatentes Talibã atacaram um posto de controle das forças reacionárias na vila de Matthak, matando quatro integrantes das forças de repressão. Também ocorreram ataques contra postos de checagem em Khar, principal cidade de Bajur, e no vilarejo vizinho de Siddiqabad, ferindo pelo menos três integrantes da chamada "força de segurança" paquistanesa.

Iraque

11 mortos por explosão 

Não se pode afirmar nada de antemão. O fato é que grandes explosões feriram mais de 500 pessoas e mataram 155 pessoas até o momento. A versão ianque, fartamente reproduzida na imprensa, é que as explosões tinham como alvo dois prédios do governo títere iraquiano.

Um caminhão explodiu próximo ao Ministério da Justiça e uma picape explodiu próximo ao prédio da administração provincial. Às vésperas de um processo eleitoral no país, após as explosões "especialistas" descarregaram seu arsenal de argumentos reacionários dizendo que o Iraque "não é capaz de se defender sozinho" caso as forças invasoras ianques se retirem do seu território.

Haiti

ONU renova invasão e genocídio

No dia 13 de outubro último o Conselho de Segurança da ONU renovou por mais um ano a invasão do Haiti, sob o "comando" do exército reacionário brasileiro. A prorrogação foi decidida por unanimidade entre os 15 países que integram o conselho.

O Haiti está invadido desde 2004 e os últimos 5 anos são marcados por denúncias de abuso sexual contra mulheres, invasões de lares, prisões arbitrárias, torturas e assassinatos.

Faixa de Gaza

Hamas: com ANP não haverá eleições

O Ministério do Interior da Faixa de Gaza, dirigido pelo Hamas, anunciou no último 28 de outubro que impedirá a realização de eleições no território costeiro. O pleito, previsto para janeiro, foi convocado pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas sem consultar o Hamas.

O Hamas foi o legítimo vencedor das últimas eleições na Faixa de Gaza e a força principal da direção da resistência palestina contra os ataques do exército genocida de Israel no final do ano passado e início desse ano.

No último período, o Hamas decidiu compor diversas forças da resistência pela reconstrução do país assolado pelos bombardeios.

Abbas convocou eleições presidenciais e parlamentares para 24 de janeiro. O Hamas se opõe resolutamente às posições capitulacionistas e pró-imperialistas da ANP, não a reconhecendo como "autoridade" pelo que ela se autodenomina.

 

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