Parentes de vítimas de chacinas são proibidos de protestar

No dia 7 de outubro, deveria ter sido realizado o julgamento do ex-PM Fabiano Gonçalves Lopes, acusado de ser um dos assassinos que participaram da Chacina da Baixada em 2005*. Por conta do não comparecimento de uma das testemunhas de acusação, o julgamento novamente foi adiado. Na ocasião, o PM também seria julgado pela execução de Flávio Mendes Pontes, em Itaguaí, um ano antes da Chacina da Baixada. A mãe da vítima, Joana D'Arc Mendes, estava indignada com a atuação do Ministério Público e procurou a defensoria pública para atuar como assistente de acusação.

No dia, dezenas de parentes de vítimas de outras barbaridades cometidas pelo Estado em bairros pobres (chacinas de Vigário Geral, Via Show, Coroa, Guadalupe, entre outras) compareceram ao julgamento para solidarizarem-se à luta de Joana e outros familiares. Mesmo assim, tal como aconteceu no julgamento dos PMs acusados pela chacina do Morro do Estado, em Niterói, desta vez o juiz novamente proibiu que pessoas solidárias às famílias e parentes das vítimas de usarem camisas com os rostos das vítimas estampados. Atitude autoritária de um Estado podre que assassina a sangue frio os filhos do povo e exige silêncio dos que sobrevivem.

 

*Em agosto de 2006, 29 pessoas foram brutalmente assassinadas em Queimados e em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Onze policiais militares foram acusados pelo Ministério Público   de envolvimento no crime.

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