E o Nordeste se encontra em São Cristóvão

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Em um cantinho qualquer — que pode medir apenas 10 metros quadrados, utilizando o asfalto que, durante a semana, é pista de rolamento de milhares de carros que cruzam o bairro —, sob um plástico para proteger do sol e da chuva, é montada mais uma "sala" de diversão da Feira dos Nordestinos no velho bairro de São Cristóvão, zona norte do Rio de Janeiro. Relembra o quintal ou terreiro de uma casa qualquer no sertão nordestino. Como se fosse debaixo de uma frondosa mangueira, um "pé de cajueiro" ou mesmo um solitário juazeiro, em um típico "forró pé de serra". É assim que nordestinos e nordestinas, moradores do Rio de Janeiro, revivem seus sonhos e matam saudades de sua terra natal. Homens que chegaram à cidade grande, deixaram seu torrão, com muitas recordações. Às vezes, sequer conheceram a capital do seu estado.
É o lugar de encontro de conterrâneos, principalmente aos domingos — a festa começa no sábado à tarde, varando a madrugada, e acaba no dia seguinte. É a feira dos nordestinos, pejorativamente batizada de Feira dos Paraíbas. Na verdade, a feira é do povo que mora nessa cidade. Mas, isso é somente um detalhe da fama que a Feira ganhou em seus quase 60 anos de existência.

Maria José Andrade tem a mais sortida
barraca de raízes e remédios naturais

Sim, a Feira de São Cristóvão, freqüentada por cerca de 60 mil visitantes no final de semana, reúne nordestinos do Maranhão à Bahia, e, também, mineiros. É patente que para lá são atraídos turistas de todas as nacionalidades e estados brasileiros — inclusive os que, nos seus fins de semana, na maior parte das vezes, convergem para os bairros ricos — freqüentadores da orla praiana ou dos bares e restaurantes tão amplamente recitados pelos poetas ipanemenses.

E, para os sinceros visitadores, vale lembrar: a Feira não é um gueto de nordestinos ou um parque de retirantes. Não é uma área destinada à exposição de artigos exóticos ou rústicos, de pessoas estranhas, de modos peculiares e do falar carregado de "originalidades regionalistas". Quem imagina encontrar coisas assim na Feira, não enxerga o povo, o melhor da sua cultura, e, tampouco, as características do Nordeste. Porque, dessa forma, está usando os óculos do semicolonialismo e do semifeudalismo, que trazem uma imagem falsa da cultura e do povo. Portanto, mesmo radiante e esclarecido, esse visitador estará procurando uma "cultura popular nordestina", com a qual jamais entrará em contato, porque ela não existe sob essa ótica.

Lá, os do Nordeste e do Norte encontram, com perfeita realidade, o mesmo quadro que o espírito guardou para nunca esquecer. Situações deixadas há 10, 20, 30 e até 60 anos, em algum lugar do sertão nordestino. Gente que veio para o sudeste há mais de meio século. É comum encontrar forrozeiros com mais de 70 anos, para não dizer que têm idosos, com idade acima de 80, como o ipuense (CE) Manoel Diniz, um dos que formam o palco de dançarinos e dançarinas que não perdem um domingo ou sábado à noite da feira.

"Aqui eu me divirto, bichim!", diz ele sem soltar a cintura da cabocla.

É comum encontrar forrozeiros
com mais de 70 anos

Manoelzinho, como é chamado, junto com seu par demonstra bem a sensualidade da dança em seu arrasta-pé e os corpos colados. Outros são mais prudentes e não colam tanto no corpo da parceira. Alguns querem apenas mostrar que ainda são bons no ritmo "tum, tum, tum..." ajustando a batida do bumba com o movimento arrastado dos pés. "Só no miudinho", diz Mazinho, outro nordestino paraibano, que ensina uma morena (certamente, ela tem idade para ser sua neta) a dançar o verdadeiro "baião pé-de-serra".

A juventude e o vigor da dançarina são muita areia para o caminhãozinho do seu Mazim, pensam alguns. — "Velho o quê?!", pergunta e responde ligeiro: "Sou cabra macho pra muito arrasta-pé!". É certo que ele se conserva um exímio dançarino e, mais admirável, contente por ter o Campo de São Cristóvão como o lazer dos milhões de outros nordestinos, que também fazem o progresso da Cidade Maravilhosa, a cada domingo. Para eles, a Feira é parte das maravilhas da metrópole. Não existe nenhum outro lugar aonde ir. Nem praia, futebol ou boteco. Revivem, com todos os detalhes (música, bebida, comida e companhia) o melhor de suas vidas, o que talvez jamais poderão fazer novamente na terra natal. Pessoas que já assimilaram a cidade grande, mas não perdem as suas origens e autenticidade. A Feira é o lazer, o bom papo, a garantia da diversão. É o mundo que se aproxima do real. É a Paraíba, a Bahia, o Maranhão, o Ceará, as Alagoas, o Piauí, o Rio Grande do Norte, o Sergipe e o Pernambuco. E é nesse ambiente que se deve desvendar a arte e a sabedoria popular do Nordeste, nem sempre tão evidentes.

Tem tudo...

Carlos Marabá vende literatura de cordel
e fitas de repentistas

Não é a feira de Caruaru (Pernambuco), mas também tem de tudo. Qualquer produto da cultura nordestina, principalmente na culinária (feijão de corda, rapadura, paçoca, tripa assada, bolos, carne de sol, baião-de-dois), bebida (cachaça), nas artes e música (forró ao vivo e "mecânico") pode ser encontrado na Feira. Mas, o que mais leva as pessoas ao local é a atração sentimental, o espírito nordestino. Uma espécie de grande encontro com o Nordeste. Não importa se a cerveja é quente ou a tapioca está ressecada. Eles sabem que a carne de sol nunca viu o calor cearense ou norte-rio-grandense, porque ela é feita por aqui mesmo, ou um pouco mais distante — no Paraná. O queijo não é aquele coalho que muitos deles sabem fazer tão bem, e a castanha é inferior ao produto selecionado para exportação. Os preços altos também parecem não atrapalhar a alegria do ambiente. É como se estivessem em casa de vizinho amigo, de compadres. Tudo está muito bem, e nada falta. E se faltar, é água no feijão que chegou mais um...

Em cada local os grupos vão se formando num ambiente de informalidade, quando os músicos ainda estão testando os instrumentos musicais e a aparelhagem de som. Neste ou naquele pedacinho, é o mesmo divertimento do matuto nordestino em casa de farinha ou em batedouro de feijão maduro para secar. Triângulo, bumba e sanfona. São os instrumentos básicos (aliás, os que mais atraem), para formar o ambiente e divertir o povo. Bastam as primeiras batidas no notável bumba e um rápido acorde da sanfona para o mulherio sacudir o quadril e tomar o salão. O macharal — moços, homens e velhinhos — espera o momento mais oportuno e, logo depois, lá está grudado, sem nem se importar com o mundo, aproveitando aquele momento. O prazer de um arrasta-pé.

Em torno da "sala", se forma uma multidão. Os que se divertem solitários, olhos vidrados nos dançarinos, no suor que pinga dos rostos colados, na saia justa da moça que vai subindo — mas, ela ajusta o cenário novamente e prossegue no mesmo ritmo. Muitos se divertem apenas olhando. Não dançam porque não querem ou são tímidos, mas, seus rostos, suas expressões, mostram que nem precisam dançar, para viver o ambiente da festa, em toda a sua plenitude.

As lembranças levam os nordestinos a recordações indescritíveis, como se fossem jovens namoradores, lá no seu ambiente nativo. Alguns ébrios, que viraram a noite, gritam e aplaudem, mas, o ambiente é cortês e bem familiar. Não existe nenhum tipo de repressão, mesmo porque, não há motivo. É polêmico opinar sobre o prazer da dança, mas, muitos no salão estão por um simples contentamento, que, sem dúvida, só eles mesmos podem explicar. São casais — às vezes homem ou mulher, solitários, outras vezes, mulher dançando com mulher — que se divertem como crianças.

A Feira e seus grandes momentos

No sábado, a Feira recebe turistas e grupos diversos, que querem a pura e simples diversão de final de semana, principalmente, à noite. No domingo, logo cedo, as famílias aparecem para o "café da manhã", regado à tapioca e pé-de-moleque, queijo e coalhada, quadro bem diferente do dia anterior. As barracas viram a noite, faça chuva ou não e, domingo é o dia que mais se caracteriza como um clube nordestino. Chegam os grupos: avós, pais, filhos, netos, genros e noras. A família completa em passeio e diversão da folga semanal. É festa, é lazer, é diversão, é negócio, é namoro e descontração.

A Feira é local de venda e troca de utensílios, principalmente do lar. Na verdade, ela começou (veja texto) como local de aquisição de coisas nordestinas. Cresceu e criou fama como um ambiente de lazer para os imigrantes da região. Mas, hoje, ela tem essas outras características, o que, para alguns, como para o presidente da Cooperativa dos Feirantes Agamenon Almeida, não é bom para o evento.

É vendido todo tipo de cacareco, utensílios usados, breguesos, que, às vezes, parecem ou são lixo do consumo urbano. No momento, já tem outros tipos de negócios não saudáveis (jogos de marretagem), comuns nas feiras nordestinas. Mas, isso não é, ainda, um problema para os seus freqüentadores. O importante é saber o que é autêntico e o que é farsa (algumas comidas são industrializadas e existem, também, as barracas de confecções de fábricas), o que eles sabem diferenciar e têm a consciência de que aquele comércio ilegítimo faz parte da luta do povo trabalhador sem emprego.

Tradicionalmente, a Feira é uma congregação típica e autêntica de nordestinos. É organizada e funciona numa incrível metodologia, que só mesmo o povo sabe exercer. São quase 10 mil trabalhadores vivendo desse negócio. É estruturada como uma arte nativa e artesanal. Tudo feito à mão. Na sua amplitude parece confusa, devido à precariedade dos apetrechos, falta do serviço público, mas, nada ali se complica. Até mesmo os diversos sons (música ao vivo, mecânica, forró autêntico e fajuto), todos ao mesmo tempo, nas centenas de vendas, não desfazem o sucesso e nem o público reclama.

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A resistência do popular autêntico

Pedrinho de Santana, no Bumbo,
afilhado de Luís Gonzaga

Os ritmos musicais, a culinária, as artes expressas nas letras (cordel) e demais objetos em barro, madeira, palha, couro, típicos do povo nordestino, encontrados na Feira, são prova cabal de que nenhuma cultura se deixa matar pelo fato de ser discriminada, censurada pelo poder econômico ou preconceito. Se o povo tiver o seu espaço, só faz o que é seu. O nordestino no Rio de Janeiro, ou, o "paraíba", como dizem, em termos pejorativos, consegue preservar toda a sua originalidade na cidade grande, provando que a sua cultura é forte e resistente.

As feiras nordestinas apresentam o mesmo quadro no bairro de São Cristóvão e em cada cidade do Ceará, Piauí, Alagoas, Pernambuco e outras. Mas, o que se valoriza é exatamente a garra, a fidelidade de um povo, mantendo a sua originalidade, numa cidade em que são oferecidas as mais variadas expressões culturais, inclusive as da pior qualidade, impostas no Brasil pelas corporações sob o falso rótulo de internacional. Ainda assim, esse povo consegue preservar (evidente que há modificações) tudo como acontecia há 200, 100 anos, com seus bisavós, avós. Carne assada, baião-de-dois, rapadura, a dança, o ritmo, os cânticos, os versos. Tudo mostra um comportamento que não é simples explicar: o Nordeste é um dos berços das mais profundas raízes culturais do povo brasileiro. Mesmo com os seus "ritmos" comerciais, forró com dançarinas de aluguel e instrumentos eletrônicos ou o apelativo brega, o gênero que mais mobiliza e atrai a gente do Nordeste é o "forró pé de serra", criado por Luis Gonzaga e Humberto Teixeira.

Gonzagão tem inúmeros discípulos: jovens músicos, que sentem orgulho de se afirmar "gonzaguistas", e, também, os mais experientes, como Pedrinho Marques de Santana — Pedrinho de Santana, no Rio de Janeiro há quase 50 anos, natural de Laranjeira, Aracaju, que afirma ser afilhado de Luis Gonzaga, mestre sanfoneiro que levanta a alta estima do nordestino na região sul-sudeste. A Feira, na sua totalidade, apesar da ausência de estrutura pública, é orgulho para seus organizadores e barraqueiros.

As barracas levam nomes de cidades e, na maior parte das vezes, à maneira de verdadeiras missões representativas, elas ostentam nomes de estados do Nordeste. Embora, em momento algum, o exercício diplomático tenha sido reivindicado ali, uma versão bem mais modesta desse credenciamento indicaria que aquelas 600 barracas exercem, no mínimo, a função de clubes de pernambucanos, de cearenses, de paraibanos, etc., cujos associados vão chegando e dando continuidade às conversas deixadas no domingo anterior. Eles transmitem as novidades da sua terra, estimulados que são por quem os recebe e, por sua vez, incentivam outros que por ali vão aparecendo. Músicos, letristas, cantadores, cordelistas mostram suas criações, lançam CDs, trocam idéias, vencem obstáculos, como fazem em qualquer região, revelam os ritmos nordestinos que hoje são sucesso nas cidades de Norte a Sul do Brasil.

Barraca Campina Grande

Segundo os músicos, a Barraca Campina Grande é a que concentra o maior número de artistas. Chico Salles, cantor e compositor, natural de Sousa, Paraíba, acaba de lançar um novo CD, que sempre pode ser encontrado na "Campina Grande", onde só se executa, ao vivo, o autêntico forró pé-de-serra. A barraca "do Chapéu", também, é outra que tem como atração forrozeiros com bumba, triângulo e sanfona. Pedrinho de Santana é um dos que fazem show nessa barraca, executando, principalmente, o repertório de Gonzagão. Diz que ainda vai para o Ceará mostrar o valor do "Rei do Baião". Critica alguns "afilhados" de Gonzagão, que estão nas paradas de sucesso e abandonaram suas origens.

Carlos Marabá, que mantém um ponto de venda de cordéis e fitas de cantadores repentistas, disse que, desde criança, ouvia, no Pará, as músicas de Luís Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Pinduca. Veio para o Rio de Janeiro e há 16 anos trabalha na Feira. Maria José Andrade, 65 anos, natural de Fortaleza, Ceará, mantém a mais sortida barraca de venda de raízes e remédios naturais da Feira. Vive desse negócio há mais de 10 anos, indo buscar os produtos no Ceará e na Paraíba.

O talento do nordestino

"O nordestino não vem para o Rio de Janeiro para pedir esmola. Ele trabalha e mostra o seu talento". A observação é do presidente da Cooperativa dos Feirantes do Campo de São Cristóvão — Coopcampo — José Agamenon de Almeida e Silva, cearense, que está empenhado na maior obra de valorização nordestina de todos os tempos fora da região. Será a nova e moderna "Feira do Nordestino", que vai ocupar o Pavilhão de São Cristóvão, totalmente reformado e adaptado para instalar mais de 700 barracas.

Agamenon Almeida diz que a nova feira vai "levantar a auto-estima do nordestino no Rio de Janeiro". Será tudo modernizado, padronizado, bem estruturado, para valorizar talentos, mas "será tudo preservado, para garantir a originalidade e a autenticidade dos negócios". Ele lembra que, hoje, no Rio de Janeiro, por exemplo, os cearenses não são somente mão-de-obra desqualificada. Estão assumindo, inclusive, direção de empresas de um setor que antes era comandado por portugueses: os restaurantes.

O presidente da entidade mostra, com orgulho, as obras que estão na sua reta final. A cargo da Prefeitura do Rio de Janeiro, com custo de R$ 6 milhões, deverão ser concluídas ainda no início deste ano, quando serão decididos todos os detalhes para a sua inauguração. Na Feira estarão dois grandes palcos para shows, camarins e dormitórios para 50 artistas. Os mais de 600 barraqueiros serão acomodados dentro do Pavilhão de São Cristóvão, por áreas, ou seja, comida e bebida, artesanato, carnes, literatura. Tudo departamentizado. O projeto é completo e manterá creches, atendimento médico-odontológico, vários banheiros para feirantes e visitantes, agência bancária, entre outros serviços.

Tradições
A nova Feira representa uma justa recompensa aos nordestinos que viveram ou vivem no Rio de Janeiro? Certamente, isso não paga uma dívida de mais de 50 anos aos milhares e milhares de nordestinos que vieram construir pontes, viadutos e estradas para possibilitar a riqueza da região. Posto em prática o novo projeto, o tradicional desprezo que as autoridades dispensaram à Feira obterá uma resposta favorável a todos que respeitam o povo e a sua imensa sabedoria. Agamenon sustenta que o "requinte" não irá descaracterizar a originalidade do evento. "Em cada detalhe vamos preservar as tradições", conclui.

A História da Feira

Em 2002, a Feira dos Nordestinos completou 57 anos de fundação. A data oficial de sua inauguração foi 2 de setembro de 1945, dia em que o cordelista Raimundo Santa Helena escreveu Fim da Guerra, e fez a leitura dos versos em praça pública. A Coopcampo realizou uma grande festa alusiva à data, no dia 9 de setembro, no Clube São Cristóvão Imperial, com os tradicionais forrós e desafio de viola. Na oportunidade, personalidades reconhecidas pelos feirantes como seus aliados foram agraciadas com os troféus Cabra Arretado e Cidadão Porreta.

A Feira já vinha se formando através de encontros de nordestinos que, na segunda metade da década de 40, vieram para a construção da rodovia Rio/Bahia, a BR-116. No Campo de São Cristóvão funcionou uma espécie de estação rodoviária de pau-de-arara. As levas de pernambucanos, baianos, cearenses, paraibanos e outros, traziam, também, produtos que eram comercializados entre os que já moravam no Rio.

A formação do bairro de São Cristóvão está ligada ao crescimento do Rio de Janeiro. Os nordestinos desembarcavam em caminhões de pau-de-arara em busca de trabalho, ou confiantes no emprego conseguido pelos familiares e amigos que já trabalhavam em fábricas ou na construção civil.

A venda de ferramentas e instrumentos de pedreiro, uma das tradições comerciais da Feira, continua até hoje, e tem origem nos primeiros tempos de migração interna, quando o trabalhador chegava ao Rio de Janeiro sem um único instrumento de trabalho.

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