Coréia do Norte: O direito inalienável de uma nação

Caminhões norte-coreanos transportam mísseis pelas ruas da capital

Os EUA acusam a República Popular da Coréia de mudar o programa de armamento nuclear. O vice-ministro ianque de assuntos estrangeiros, Kelly, acusou os norte-coreanos de haverem revisto seu programa nuclear civil, o que lhe permitirá produzir, igualmente, bombas nucleares.

Em 1994 a Coréia do Norte e os EUA fizeram um acordo sobre um programa nuclear civil pelo qual os EUA construiriam uma central nuclear de água-leve*, em troca da paralisação do programa para construção de centrais elétricas a carvão. Uma tal central de água-leve não pode produzir matéria físsil necessária à fabricação de bombas nucleares. Esta nova central deveria estar operando em 2003. Porém, nem mesmo as fundações estavam terminadas.

A Coréia do Norte necessita imensamente de eletricidade porque não produz petróleo. Com a eleição de Bush, o acordo de 1994 foi anulado a fim de minimizar ao máximo o desenvolvimento econômico da Coréia do Norte.

Porém, os norte-coreanos decidiram que os EUA não podem opinar sobre os direitos da Coréia de ter armas nucleares para se defender. Num documento recente do Pentágono, que revela a possibilidade de utilização de novas mini-bombas nucleares, o primeiro país citado como alvo é, justamente, a Coréia do Nort e. Os EUA são responsáveis pelo fracasso de uma série de projetos econômicos regionais que buscavam, também, a reunificação entre o Norte e o Sul da Coréia. A linha de democratização entre as duas Coréias perderia totalmente o valor pela construção de uma ferrovia entre Seul e Pyongyang. Com isso Seul seria ligada diretamente à China e à Rússia. Os EUA sabem que, em caso de reunificação, eles perderão o pretexto que lhes permite justificar a presença de 37 mil homens e um arsenal atômico gigantesco na Coréia do Sul.


* Água carregada de neutrons resultante da geração de energia nuclear por urânio enriquecido.

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