Notas internacionais

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Mais um capítulo do anticomunismo na Europa

Na Polônia, o presidente Lech Kaczynski promulgou uma lei que proíbe "símbolos comunistas" ou de "outros regimes totalitários", com os "infratores" sujeitos a pena de prisão. Acossadas pela crescente revolta popular, as autoridades dos Estados burgueses carcomidos — e agora ainda mais carcomidos pela atual crise sistêmica de superprodução — tentam tapear as massas por meio do velho estratagema de equiparar o comunismo ao fascismo clássico, passando por cima até mesmo do fato de que foi a União Soviética comunista e revolucionária quem libertou a Europa do jugo do fascismo alemão. A essência da farsa consiste em associar a realidade atual a uma "herança" dos tempos de influência soviética, isentando a burguesia de responsabilidades quaisquer sobre o desemprego, os baixos salários e a deterioração das condições gerais de vida.

Povo europeu em luta
Na França, no dia 28 de novembro, houve mais de 100 ações coordenadas em dezenas de cidades do país contra o processo de privatização do serviço dos correios que a administração Sarkozy quer levar a cabo. No mesmo dia, na Suíça, milhares de pessoas enfrentaram as forças de repressão com altivez quando tentou-se impedir que os manifestantes se aproximassem da sede da Organização Mundial do Comércio, onde acontecia mais um desses encontros ministeriais onde se formulam políticas lesa-povo. Quatro dias mais tarde, em 2 de dezembro, os funcionários do ministério francês da Cultura iniciaram greve por tempo indeterminado para protestar contra a política do governo de substituir cada dois dos seus companheiros que se aposentam por apenas um novo contratado, e contra o corte de verbas para a cultura.

Na Irlanda, os trabalhadores do setor público organizaram a maior paralisação dos últimos anos para lutar contra a redução de 12 % nos seus salários, o que faz parte de uma ofensiva anti-povo desencadeada pela gerência de Dublin sob a alcunha de "medidas de austeridade".

Novos protestos em Atenas um ano após assassinato de jovem

Há um ano, o jovem Alexis Grigoropoulos, de 15 anos, foi assassinado por policiais, gerando uma onda gigantesca de protestos em toda a Grécia, principalmente na capital Atenas.

Na primeira semana de dezembro último, quando se completou um ano desses protestos, novamente cerca de meio milhão de jovens foram às ruas e enfrentaram a polícia. Foi o maior levante das classes populares gregas em mais de dez anos. A reação das classes dominantes foi imediata: um ministro disse que o povo seria tratado com "tolerância zero" e mandou um reforço de seis mil policiais para tentar conter as massas. Centenas de trabalhadores foram presos.

Fachadas de bancos foram destruídas, barricadas foram erguidas. Trabalhadores se uniram aos estudantes. Escolas e universidades foram ocupadas para resgatar a memória do jovem assassinado. Os manifestantes somaram às suas palavras de ordem a luta contra o desemprego e a luta contra a violência do Estado policial.

Obama é  pior que Bush

Ao fazer a defesa da "guerra justa"  no ato de entrega do Nobel da Paz, Obama mostra ao mundo quem realmente ele é. Este Obama que agora também se recusa a assinar o Protocolo de Kioto e que apoiou o Golpe em Honduras é o verdadeiro Obama. O Obama da campanha eleitoral era um farsante, um engana trouxa. Neste sentido ele é pior do que Bush, que manteve o seu discurso do começo ao fim e com o qual ninguém se enganou.

O discurso de Obama confirma o que o AND tem repetido em suas páginas quanto ao caráter de classe de conceitos como paz, justiça, moral e democracia.

Para o imperialismo a paz que lhe interessa é  a paz dos cemitérios; a justiça é a que favorece aos seus interesses mesquinhos e do lucro máximo; a moral é a que justifica suas atrocidades e sua rapina; e a democracia é o direito de uma minoria exploradora submeter e dominar a maioria.

Confirma também que só a violência revolucionária organizada e dirigida contra o imperialismo poderá estabelecer a paz derradeira sobre o planeta. Isto desmistifica todo o pacifismo babaca que não consegue enxergar o caráter de classe da violência, tornando-se pois conivente com a violência das classes e países dominantes.

No discurso de entrega do Nobel, Obama teve a cara de pau de chamar as agressões imperialistas de guerras justas, quando na verdade, as massas o sabem e a história já provou que justas são as guerras revolucionárias e de libertação do homem da exploração.

Devemos, assim, interpretar a entrega do Nobel da Paz a Obama como o certificado de satrapia dos senhores da guerra e dos monopólios do USA.

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