Notícias da Guerra Popular

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Índia

A Guerra Popular produz seus próprios fuzis

Com informações do Times da Índia


Armas fabricadas pelos guerrilheiros foram apreendidas

Se no primeiro momento da Guerra Popular da Índia os seus combatentes se muniam dos arsenais conquistados do velho Estado, hoje, com o desenvolvimento da luta, o Exército Popular de Libertação desenvolve sua própria tecnologia.  

O Estado indiano e suas forças de repressão tiveram que reconhecer recentemente que os guerrilheiros portam fuzis tipo AK de fabricação própria. Algumas dessas armas foram examinada por peritos das forças de repressão que concluíram: "O exame preliminar de armas (…) mostrara que a qualidade dos fuzis era tão boa como fuzis AK série original".

Prisões arbitrárias e matança de pobres

Com informações do Asia Times

O Estado indiano deflagrou uma operação policial genocida na primeira quinzena de janeiro em Narayanpatna, no distrito de Koraput, estado oriental de Orissa e deixou dois representantes tribais mortos e dezenas de outros feridos. Detenções arbitrárias ocorrem diariamente nas comunidades tribais. Fontes do Asia Times anunciaram 109 detenções sendo 12 crianças, sob acusações que incluem conspiração criminosa, tumulto, sedição e a guerra contra o Estado.

Há notícias de vários enfrentamentos e resistência imposta pelas comunidades tribais dirigidas pela Chasi Mulia Adivasi Sangha (CMAS), uma organização de direitos tribais que se estende por todo estado de Orissa.

Este quadro de atrocidades policiais não é notado somente em Narayanpatna, mas também nas vilas e cidades em áreas tribais em Chhattisgarh, Jharkhand, Bengala e Andhra Pradesh.

A ofensiva reacionária desencadeada pelo Estado indiano contra os naxalitas, denominada "Caçada Verde", mobiliza cerca de 80 mil soldados, enviados para as áreas de selva do denominado "Corredor Vermelho", como é chamada a área de maior influência dos maoístas (naxalitas). Outros 20 mil policiais devem ser deslocados para as ações de repressão às comunidades Adivasi nas próximas semanas.

O genocídio do povo indiano tem patrocínio dos ianques

Trecho da entrevista com o Secretário Geral da Frente Democrática Revolucionária da Índia, GN Saibaba, publicada pelo serviço de notícias Um Mundo a Ganhar em 11 de janeiro de 2010.

Você poderia dizer algo sobre o papel do USA e do Ocidente em relação a esta ofensiva?

O ministro do Interior, o ministro responsável pela segurança interna, foi para o USA e ficou lá por uma semana inteira. Ele ficou em um escritório do FBI e, de acordo com relatos dos meios de comunicação indianos, passou quatro dias lá. Depois que voltou do USA, ele disse que esta ofensiva militar era muito necessária, a fim de conquistar, manter e desenvolver as regiões. Este é o slogan usado pelos generais ianques no Afeganistão e agora está sendo usado para se referir a esta guerra que está sendo preparada contra o povo da Índia. Quatro anos atrás, quando os memorandos de entendimento foram assinados, dois membros do gabinete militar do USA foram até as áreas sob influência dos maoístas para conduzir um inquérito. Eles foram até Bombaim, onde se reuniram com os funcionários consulares ianques e empresários indianos que eram parceiros em seus projetos.

Eles passaram então a Chhattisgarh. Quando se publicou nos jornais que os estrategistas militares estavam viajando em torno desta área, entrou em erupção um grande protesto e eles tiveram que abandonar a área.

Logo depois, o governo indiano anunciou que iria lutar contra os maoístas. Eles desencadearam o terror e provocaram o esvaziamento de 700 aldeias. Curiosamente, estas foram as vilas que estavam nos planos de assinatura para os grandes projetos*. Eles queriam desocupar mais. Deslocaram 300.000 tribos, queimando muitas aldeias, milhares foram mortos, e os restantes foram confinados em acampamentos e similares. Uma questão interessante: as grandes empresas ianques não conseguiram se estabelecer nessas áreas porque seu controle caiu nas mãos dos maoístas em poucos meses.

A mais recente evidência de envolvimento do USA é que o governo indiano admitiu que os ianques estão fornecendo apoio logístico para esta guerra. O que significa isso? Eles estão usando o sistema de posicionamento global do USA afim de mobilizar as suas tropas e localizar os maoístas nas florestas. O USA está ajudando a mapear o destacamento de forças no terreno. Segundo declarações do governo indiano, de tempos em tempos os ianques fornecem apoio para o movimento das forças indianas. Mas eu não acho que o apoio do USA se limita apenas às implantações de mapeamento e coisas do gênero. É muito mais que isso.

Recentemente, o primeiro-ministro Manmohan Singh foi para o USA e se encontrou com Obama. Isso levou a um novo acordo para comprar grandes quantidades de munições e outros suprimentos militares no valor de 18 bilhões de dólares.

Israel também está fornecendo 'zangões'. Também tem treinado um grande número de forças indianas, e continua a fazê-lo. No mês passado, os exércitos ianque e indiano realizaram exercícios militares conjuntos no coração da Índia, no centro do país, que duraram mais de um mês. A imprensa noticiou que as forças armadas indianas adquiriram formação a partir da experiência de operações militares do USA em diferentes partes do mundo. Como se pode ver, há realização de exercícios conjuntos, este negócio de armas, o envolvimento de Israel na formação das forças, e fornecer a mais avançada tecnologia militar. Assim, apoio ianque é mais do que apenas logístico.

Turquia

Estado fascista turco acusado de crime contra a humanidade

Com informações de Todays Zaman, da Turquia

No final de dezembro último o mais importante tribunal penal de Istambul, Turquia, decidiu reabrir o caso de Hasan Gulunay, "desaparecido" há 17 anos da unidade contra-terrorismo do Departamento de Polícia de Istambul, para onde foi levado depois de ser detido. Com o caso reaberto, o Estado fascista da Turquia é acusado de crime contra a humanidade.

A reabertura do caso Gulunay ocorreu devido à pressão dos familiares de pessoas desaparecidas que exigiram a reavaliação de 23 casos de desaparecimentos de presos políticos. Gulunay, que foi detido pela unidade contra-terrorismo do Departamento de Polícia de Istambul, em 20 de julho de 1992, e está desaparecido desde então era, segundo os arquivos da polícia, militante do Partido Comunista da Turquia / Marxista-Leninista (TKP / ML) que há décadas dirige a Guerra Popular naquele país.

Peru

Guerrilheiros impõem baixas ao exército reacionário

Um suboficial da Força Aérea peruana morreu em um enfrentamento entre o exército reacionário e os guerrilheiros no departamento de Junín, na serra central do país, a 220 km da capital Lima.

Uma operação militar desencadeada na área se enfrentou com uma coluna guerrilheira resultando na morte do suboficial, deixando um segundo militar ferido. Segundo informações da imprensa peruana, 15 guerrilheiros foram detidos, nenhum deles foi identificado e nenhuma outra informação foi prestada sobre sua situação.

As informações das próprias Forças Armadas reacionárias relatam que, com a morte do suboficial, chegou a 42 o número de baixas militares em enfrentamentos ou emboscadas empreendias pelos combatentes maoístas desde 2008.

Presos políticos justiçam diretor de penitenciária

Una nota do serviço de inteligência peruano divulgada pela imprensa daquele país noticiou o justiçamento de Manuel Vásquez Coronado, diretor da penitenciária Miguel Castro Castro, em uma ação levada a cabo pelos prisioneiros políticos que contou com a participação de presos comuns.

As informações veiculadas na imprensa afirmam que a ação teria sido uma resposta dos presos políticos contra o descumprimento dos direitos dos detentos e as péssimas condições carcerárias impostas desde que Vásquez Coronado assumiu a direção da penitenciária.

Bandeiras vermelhas nas estradas de Alto Huallaga

No final de dezembro de 2009 e início de janeiro desse ano, as estradas de Alto Huallaga amanheceram repletas de bandeiras vermelhas com a foice e o martelo e boletins com propaganda maoísta.

Nas estradas Fernando Belaunde e Federico Basadre, pelo menos 50 bandeiras vermelhas anunciavam a atividade do Partido Comunista do Peru na região. Imagens veiculadas nas televisões locais mostraram pichações nos muros das casas com as palavras de ordem "Viva o PCP!" e uma grande bandeira vermelha tremulando no alto de um mastro em um descampado.

As imagens ainda mostraram militares raivosos e fortemente armados arrancando as bandeiras e recolhendo os boletins ao longo da estrada.

25 anos de cadeia para o fascista Fujimori

O Supremo Tribunal do Peru confirmou, em 3 de janeiro último, a condenação unânime a   25 anos de prisão para o ex-presidente Alberto Fujimori. A defesa de Fujimori havia recorrido da sua condenação em novembro último alegando "abuso dos direitos humanos". Este é mais um capítulo da negra história de "El Chino", como é chamado o ex-presidente pelas massas peruanas. Fujimori é responsável pelas torturas, "desaparecimentos", sequestros e mortes de milhares de militantes do Partido Comunista do Peru e das massas pobres daquele país. Na verdade, as acusações que lhe imputou o Tribunal não correspondem nem a 10% do que de fato ele praticou   nos dez anos em que esteve gerenciando o Estado peruano. Ele, que se vangloriava de ter "aniquilado o Sendero Luminoso" verá por trás das grades, não se sabe por quanto tempo (já que quando se trata de uma decisão da justiça burguesa para um representante das classes reacionárias nenhuma punição é definitiva), as notícias de novas ações da Guerra Popular que de tempos em tempos fazem tremer os reacionários daquele país.

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