Cartas

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Doa em quem doer

Eu parabenizo o jornal A Nova Democracia que durante estes últimos anos tem servido como um excelente instrumento de comunicação e utilidade pública. Que a verdade venha à tona, doa em quem doer! Pois a verdade incomoda os donos do poder, os corruptos e gananciosos. Infelizmente ainda não há espaço nos meios de comunicação para uma imprensa séria e transparente, que venha esclarecer à sociedade o que ocorre por trás dos bastidores. Mas creio que no meio deste caos, ainda há os remanescentes da verdadeira imprensa popular, sendo A Nova Democracia um exemplo vivo disto. Parabéns amigos!!! Não desistam desta luta!!! Um dia colheremos bons frutos...

Valério da Cruz
por correio eletrônico


O futuro é nosso

Estimados camaradas, mando minha contribuição para a campanha de finanças.

Vi seu informe com o dinheiro arrecadado, se por acaso não chegamos a nossa meta, a gente não tem que esquentar a cabeça, os revolucionários e democratas de verdade sempre são pobres de dinheiro, a sua riqueza está no apoio popular. O resultado da campanha a gente tem que avaliar politicamente, para entender como é complexa a tarefa de implantar uma linha política popular e combativa. São tempos de reformismo e oportunismo, mas a semente está plantada e mais cedo que tarde, a verdade virá a tona. E a luta de classe mostrará que vocês (e seus simpatizantes, entre eles eu) estão no caminho certo.

Dias atrás fiz um depósito na sua conta porque queria comprar um livro de seu catálogo e contribuir na sua campanha de finanças. Quero abrir mão do livro e assim só contribuir na campanha. Recebi três exemplares do jornal e penso distribuir. O povo daqui não conhece vocês e fica de boca aberta quando lê. Têm pessoas que nem imaginam possível uma alternativa ao que está aí.

Triste o que aconteceu com esses companheiros camponeses, mas quero acreditar que não está longe o tempo em que as mortes aconteçam também nas filas do inimigo...

Eu, voluntariamente, vou cotizar para seu jornal. Pretendo todo mês depositar uma soma de dinheiro como apoio material. O Estado brasileiro já me rouba tanto e com o maior descaramento que bem posso ajudar financeiramente uma causa justa.

Eu sei que vocês não fazem parte de nenhum partido, mas tem dia que sonho que vocês são a semente do Partido da revolução brasileira e isso me deixa muito otimista. Acreditando em um futuro melhor para meu filho.

Eu sei que o presente é duro, mas sei que o futuro é nosso.

Quem viver, verá.

Abraços de um simpatizante da sua causa.

Hugo Moreno - ES


Essa é nossa missão

Caros companheiros do AND,

Gostaríamos de agradecer o apoio que tem dado à luta camponesa em todo o Brasil, em particular em Rondônia. Achamos muito importante que um jornal de circulação nacional realize o trabalho de denunciar os crimes do latifúndio e do velho e podre Estado brasileiro contra os pobres do campo. Mas principalmente pelo jornal retratar em suas belas páginas as conquistas da nossa luta em vários cantos do país.

Na última edição a matéria que fala sobre o assassinato dos dois companheiros foi utilizada na preparação da homenagem que realizamos em Jaru no último dia 7 de janeiro com nossa coordenação e também com muitos companheiros e companheiras nas áreas, e vamos manter o mesmo trabalho com os apoiadores e simpatizantes em algumas cidades.

Abraços fraternos!

Liga dos Camponeses Pobres – RO


A divulgação que funciona

Gostaria de fazer um elogio ao jornal que conheci no dia 15 de janeiro, em atividade no sindicato dos petroleiros que homenageou Mário Alves. Recebi a edição de 15 a 30 de agosto de 2009 e as matérias sobre a morte de Lamarca e sua companheira, a Guerrilha do Araguaia, bem como os artigos sobre cultura popular são de grande valia pela busca de uma imprensa democrática e imbuída das causas populares.

Grande abraço e saudações socialistas

João Paulo de O. Moreira


Obrigado, Dra. Wanda! (In memoriam)

Neste momento, em que as forças reacionárias estão se rearticulando, precisamos ocupar os espaços, relembrando aquele tenebroso período, relembrar, relembrar para que não se esqueça e não retorne. A luta mais que nunca continua. Este artigo eu o escrevi, em set., 1993, quase um mês após o falecimento da advogada Wanda Othon Sidou. Foi publicado no jornal O Povo, Fortaleza, caderno especial "Jornal do Leitor", 31/10/1993, p. 28. A atual (jan., 2010) transcrição de alguns trechos sofreu apenas leves revisões.

Não me lembro de tê-la visto antes, na Auditoria Militar, durante as nossas audiências preliminares. Sei apenas que a vi, com toda a sua pujança de advogada (e não chicaneira forense), no dia D do nosso julgamento. Aliás, uma farsa em que o regime de então tentava qualificar como “subversivo” um punhado de pessoas inofensivas e trabalhadoras. Decorria, ali, o ano gris de 1974. Mas, feita a digressão necessária, de volta ao começo, retomemos a figura exponencial da Dra. Wanda Sidou, que a ela é que se deve a razão essencial deste simples artigo, ‘in memoriam'. Absolvido todo o grupo da sigla de esquerda, já que não praticáramos crime algum, foi a partir daí – no dia da absolvição – que soube quem verdadeiramente era aquela briosa mulher que, em defesa de acusados de “crime político”, virava uma fera e declamava versos inflamados de Vinícius de Moraes, ao invés de pregar loas ao ‘status quo', como soem fazer os finórios.

Valente, ao longo de toda a sua oração, a Dra. Wanda sapecava petardos veementes em cima dos homens de plantão, no Palácio do Planalto. A defesa dos “doze apóstolos” (o 13º, Gilvan, estava no exílio) era, na verdade, um bombástico libelo contra a ditadura. Num dado momento, fiquei meio cabreiro, desconfiado, se querem que fale com limpidez semântica. Pois até parecia que a nossa defensora jogava cartada decisiva, arremetendo seus “scuds” (bombas, petardos) contra o regime de exceção. Por instantes, confesso, temi que aquela danação de tática nos empurrasse involuntariamente à reclusão do Paulo Sarasate, tal era o belo espetáculo de esculacho, eloquência, picardia e coragem demonstrado pela Guerreira da Liberdade.

Recordo-me, ainda, dos versos de “Os homens da terra”, do Vinícius, citados pela Guerreira da Liberdade, no bojo da Auditoria Militar. Ouço, ainda agora, bem à altura do final do poema, a voz firme e destemida da nossa benfeitora, sem dúvida alguma uma cearense de muita fibra: “Não a foice contra a espada, / Não o fogo contra a pedra, / Não o fuzil conta a enxada: / – Granada contra granada! / – Metralha contra metralha! / E a nossa guerra é sagrada, / A nossa guerra não falha!”

Abraço.

João Gomes

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