Greve geral nas universidades estaduais

Os trabalhadores da USP iniciaram o movimento em 29 de abril e rapidamente a greve se estendeu por quase todas as unidades. Vários campi da Unesp aderiram à greve, seguidos pela Unicamp, onde trabalhadores decidiram pela greve por tempo indeterminado a partir do dia 13 de maio. Assim vem se desenvolvendo um movimento unificado com os estudantes em defesa dos direitos dos trabalhadores e de uma universidade pública, democrática e autônoma.

No dia 29 de abril, mais de 800 trabalhadores da Universidade de São Paulo — Usp aprovaram a deflagração da greve, iniciada no dia 5 de maio.

As principais reivindicações da greve são:

  • Isonomia salarial. O funcionários reivindicam 6% de reajuste correspondentes ao último reajuste concedido aos professores;
  • A soma de R$200 ,00 fixos mais 16 % de reajuste para todos os trabalhadores;
  • O fim das perseguições contra os trabalhadores da universidade e a reincorporação do funcionário demitido e dirigente sindical Claudionor Brandão*.

USP, Unesp e Unicamp paradas

No dia 13 de maio ocorreu uma expressiva assembleia dos trabalhadores na USP. Várias unidades da universidade se incorporaram à greve, com a participação de diversos setores. Até mesmo o transporte de ônibus foi interrompido em certas unidades. Em diversas ocasiões o movimento estudantil engrossou o protesto dos trabalhadores que ganhou volume e combatividade.


Trabalhadores das universidades estaduais paulistas em freve enfrentam repressão

No dia 17 de maio uma assembleia conjunta de funcionários e professores cumpriu importante papel para o fortalecimento da luta. Foi votada a continuidade da greve.

No dia seguinte houve nova negociação entre o Fórum das Seis — entidade que reúne representantes dos professores, funcionários e estudantes das universidades estaduais paulistas (USP, UNICAMP e UNESP) e o Conselho de Reitores dessas universidades —, marcada pela intransigência das reitorias que rejeitaram a proposta dos trabalhadores oferecendo 6% de reajuste e mantiveram a quebra da isonomia salarial.

A contraproposta foi rejeitada pelos trabalhadores. A greve continua e atos unificados e novas mobilizações têm sido convocados diariamente pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP — Sintusp e outras organizações de trabalhadores e estudantes.

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* Funcionário da USP e dirigente sindical, demitido da universidade por sua postura combativa e intensa atuação política na mobilização e organização dos trabalhadores da Universidade desde 2008

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