Hillary faz a ronda pela América Latina

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Protesto contra a visita de Hilary em Quito, Equador

No início de junho, a secretária de Estado ianque, Hillary Clinton, perambulou pela América Latina a fim de reforçar a compromisso do USA com alguns gerentes oportunistas da região. Hillary visitou Barbados, na América Central, os enclaves do imperialismo Colômbia e Peru, e o Equador, cuja gerência de Rafael Correa defende a soberania nacional apenas na lábia; na prática, é mais uma que continua arrendando seu país para os monopólios. Já é a segunda vez que a capataz de Obama faz uma ronda pela América Latina neste ano de 2010 (Em fevereiro, supervisionou Argentina, Uruguai, Brasil, Chile, Costa Rica e Guatemala), o que é sintomático da disposição da atual administração ianque de não ceder espaço na América Latina na corrida pela partilha do mundo.

Ainda mais agora, quando a Europa do capital ora encalacrada pelas dívidas dos seus Estados mais fracos junto aos bancos das potências, com sua moeda depreciada, volta-se para as semi-colônias latinoamericanas para sugar-nos o sangue e as riquezas, como na colonização original. Ainda mais agora, que as duas outras potências militares com pretensões imperialistas, Rússia e China, tentam abrir mercado para suas transnacionais junto aos chefes políticos e às classes dominantes vende-pátrias locais.

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Veja o caso do Estado francês ora comandado por Nicolas Sarkozy. A França anunciou que levará a cabo um processo de recolonização do Haiti, ex-colônia francesa de fato. O embaixador da França em Porto Príncipe, Didier Le Bret, disse no último dia 15 de junho que o montante inicial que será investido pelo Palácio do Eliseu na empreitada será de 325 milhões de euros. A primeira "ajuda" da França ao Haiti, após o terremoto que devastou o país caribenho, foi na forma de 112 veículos para a polícia haitiana, a fim de que os gerentes locais tivessem condições de tentar cumprir a regra número um que chegou das potências após a tragédia: manter o povo na rédea curta.

USA quer fortalecer a OEA

Ora em concorrência, ora em colaboração para reprimir o povo. Em Honduras, movimentos populares denunciam que a Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e várias Ongs europeias vem levando a cabo uma campanha de perseguição aos membros da resistência ao golpe de Estado levado a cabo no dia 28 de junho do ano passado com apoio do USA.

Vários hondurenhos comprometidos com as lutas de libertação do seu povo vêm sendo assassinados ao longo da gestão títere do oligarca Porfírio Lobo, o homem de confiança do imperialismo alçado ao poder. A USAID e Ongs europeias supostamente anticorrupção estão de braços dados empenhadas em uma campanha difamatória contra os professores de Honduras, categoria profissional que vem se mostrando das mais combativas do país.

Não por acaso um dos principais pontos da agenda de Hillary Clinton nesta sua última ronda pela América Latina foi o esforço para consolidar a Organização dos Estados Americanos (OEA), entidade controlada pelo USA, como foro decisório regional e de "fortalecimento da democracia". Os ianques andam preocupados com as crescentes rebeliões no Haiti e em Honduras, por exemplo, e a guerra popular movida pelo Partido Comunista do Peru. Por isso, Hillary quer uma OEA "mais forte, mais enérgica e mais efetiva", como disse ela própria diante de 33 chanceleres do continente americano na quadragésima assembleia da organização, realizada no Peru. O USA quer mais força, energia e efetividade contra o povo, sobretudo contra os setores mais combativos das massas latinoamericanas.

Hillary insistiu também na aplicação de fato na região da "Carta Democrática Interamericana". Este documento da OEA prevê a ajuda mútua – à rigor, intervenções solicitadas – entre os países-membros por meio de decisões do Conselho Permanente, que neste caso tem a função de "solicitar assistência para o fortalecimento e preservação da institucionalidade democrática". É o USA querendo que o Conselho Permanente da OEA tenha para a América Latina a função que o Conselho de Segurança da ONU tem para o imperialismo a nível global.

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